sábado, agosto 30, 2008

o resto é nada

Não sei se preguiça, se falta de ideias, se falta de vontade. Sei, isso sim, que tempo não me faltou. Portanto, apenas um problema de "se". Se eu não tivesse preguiça, se ..., se ..., lá chegaria. E depois só precisava de "um pouco mais de asas ...".
Para quê esta introdução? Não bastava apenas dizer - não escrevi porque não me apeteceu? Seria, se fosse essa a razão. Se não é, qual foi então? E assim a volta está dada e voltei ao princípio. E no princípio era o verbo. Qual?
Deixa-te disso, desses rodriguinhos à volta da incapacidade de escreveres. Se escrevesses, de facto, nada disto se passava. Era só ter a ideia e depois materializá-la em letras e espaços. Letras e espaços, tens. Portanto, sê razoável por uma vez, e diz que só te falta a ideia. O resto é nada.

quinta-feira, agosto 28, 2008

uma forma especial de ver o mundo

Um vídeo que obriga a pensar e coloca dúvidas e muitas inquietações. É longo, mas vale a pena ver e ouvir até ao fim.

video

sexta-feira, agosto 22, 2008

as músicas de meu pai (17)

Ouçam o lindíssimo Sonho de amor (Liebestraum), de Franz Liszt, na magnífica interpretação de Eugeny Kissin.

as músicas de meu pai (16)

Da obra «O anel dos Nibelungos», de Richard Wagner, vamos escutar o início do III acto de uma das quatro óperas que a compõem - «As Valquírias». Trata-se da gravação da BBC Proms, em 2005, no Royal Albert Hall, com a orquestra da Royal Opera House, dirigida por Antonio Pappano. O papel de Brunhilde é desempenhado por Lisa Gasteen e o de Sieglinde por Waltraud Meier.

as músicas de meu pai (15)

Mais uma das músicas de que meu pai gostava muito. Hoje, deixo-vos com parte da Abertura da ópera Guilherme Tell (a carga da cavalaria), de Gioachino Rossini, interpretada pela Orquestra della Scala de Milão, dirigida por Riccardo Muti.

as músicas de meu pai (14)

Hoje vamos ouvir a Abertura da ópera «O Barbeiro de Sevilha», de Gioachino Rossini, na interpretação da Orquestra Sinfónica da Rádio de Estugarda, dirigida pelo maestro Gabriele Ferro.

as músicas de meu pai (13)

Vladimir Horowitz toca a Polonaise Op. 53 in A flat major, de Chopin, conhecida como Heróica, numa belíssima Sala de Concertos que não consigo identificar, mas que presumo ser em Viena. Este concerto deve situar-se por volta dos anos 1977/78, tendo Horowitz à volta de 75 anos, pois nasceu em 1903 (repare-se nas artroses bem visíveis em ambas as mãos).

quinta-feira, agosto 21, 2008

as músicas de meu pai (12)

Volto hoje à ópera Tosca, para vos deixar com a belíssima área «E lucevan le stelle», cantada por Roberto Alagna.

terça-feira, agosto 19, 2008

as músicas de meu pai (11)

Outro tipo de música que meu pai gostava era do «chorinho» brasileiro. Não consegui encontrar um dos seus favoritos, mas por certo ele gostaria deste «Tá perdoado», na voz de Maria Rita.

recordando walt disney

Uma verdadeira preciosidade. Com a arte e a magia de Walt Disney, Aguarela do Brasil. Um «intermezzo» nas músicas de meu pai.

segunda-feira, agosto 18, 2008

as músicas de meu pai (10)

Meu pai também gostava de Zarzuelas e esta que hoje vos deixo era uma das que cantava, chamada La verbena de la Paloma. Este vídeo foi gravado no Teatro Calderón de Madrid e foi cantada por Carlos Marin, que hoje faz parte do famoso grupo Il Divo.

as músicas de meu pai (9)

Jose Carreras e Teresa Stratas, cantando a área «Che gelida manina», da ópera La Boheme, de Giacomo Puccini, na Metropolitan Opera House, sob a condução de James Levine, em 1982.

as músicas de meu pai (8)

Gravada no Théâtre de l'Opera de Nice, em Abril 1980, José Carreras, como Cavaradossi, canta a área «Recondita armonia», da ópera Tosca de Puccin, sob a condução de Jesus Etcheverry.

domingo, agosto 17, 2008

as músicas de meu pai (7)

A mais bela área da ópera Madame Butterfly de Giacomo Puccini, cantada por Carla Maria Izzo, no papel de Cio-Cio-San.

as músicas de meu pai (6)

A belíssima área «Una furtiva lagrima», da ópera Elixir de Amor de Donizetti, cantada por Luciano Pavarotti em 1991, em Budapeste.

as músicas de meu pai (5)

Hoje deixo-vos com o famoso coro «Va Pensiero sull'ali dorate», conhecido como Coro dos Escravos, da ópera Nabucco, de Verdi, gravada no Met de New York em 2001, sob a direcção de James Levine.

sexta-feira, agosto 15, 2008

as músicas de meu pai (4)

Da ópera de Ruggero Leoncavallo, I Pagliacci, a área «Riddi pagliaccio» cantada por Luciano Pavarotti e por Mina, num dueto virtual.

as músicas de meu pai (3)

Hoje deixo-vos com a Ave Maria de Schubert, cantada em Novembro de 2006, por Luciano Pavarotti.
Esta música constituiu um dos exercícios de «ginástica sueca» aplicada ao desenvolvimento da minha sensibilidade musical e das minhas emoções... Ouvi-la assobiada pelo meu pai, emocionava-me muito mais do que ouvi-la reproduzida pelas melhores vozes que então a gravavam em disco.


as músicas de meu pai (2)

Hoje, apresento-vos «Barqueiros do Volga», canção do folclore russo, com adaptação e orquestração de Feodor Chaliapin. Cantada por um Coro do Exército Russo, em 2007.

quinta-feira, agosto 14, 2008

as músicas de meu pai

O ter tropeçado hoje no vídeo que vos vou mostrar, leva-me a que, à medida que as for conseguindo, vos apresente «as músicas de meu pai», significando com isso as músicas de que ele gostava e, de quando em quando, trauteava, assobiava ou cantava mesmo. De outras gostava só, ouvindo-as com paixão, em absoluto silêncio.
Sem qualquer espécie de ordenação começo com as «Czardas» de Vittorio Monti, na interpretação das jovens artistas Valerie Kim (violino) e Dominique Kim (piano), num recital privado em 8 de Março de 2007.
Ao ouvi-las quase percebi a razão porque meu pai quis que fosse o violino o instrumento que eu deveria aprender.


terça-feira, agosto 12, 2008

haydn. who?

Há vídeos que são momentos únicos e irrepetíveis. Vejam e escutem com a máxima atenção esta jóia musical, com vozes únicas, boa dicção, naturalidade, inteligência e senso de humor q. b..
É importante não perder a letra.



video

sexta-feira, agosto 08, 2008

a ópera em mudança

Se há disciplina musical que durante séculos viveu espartilhada nos conceitos conservadores com que foi criada, essa foi a ópera.

Mesmo no século XX, a sensação que se tinha ao assistir na maioria dos Teatros de Ópera mundiais, era a sensação do regresso ao passado, como se estivéssemos a assistir a uma estreia mundial no século XVIII.

Era o libretto com histórias desajustadas, os cenários pouco inventivos, a carpintaria cénica, o «estar» quase imóvel dos cantores, com total ausência da noção do espaço cénico e da representação teatral que deveria complementar a excelência das suas vozes, até a própria plateia, sisuda, formal (representando um papel de entendido melómano), um olho no palco outro no camarote.

Leitura recente de uma reportagem com e sobre Peter Gelb, o actual director do Met de New York, levou-me a escrever sobre a ópera a que temos estado habituados e aquela que de agora em diante poderemos ver.

Pode quase falar-se em democratização e renascimento da ópera.

Dentro de poucos meses poderemos adquirir em Portugal os primeiros DVD’s gravados no Met, com a ajuda de variadíssimas câmaras robóticas que, sem afectarem o espectáculo ou distraírem o público, nos vão dar uma visão total do espectáculo operático numa das melhores salas do mundo.

Já estão em execução, em vários países que estabeleceram acordo com o Met, as transmissões em directo dos espectáculos ali realizados, que poderemos ver nas salas de cinema ou depois nos sofás de nossa casa, com a vantagem de vermos mais do que aqueles que assistem sentados nos lugares caríssimos do Met.

Graças aos robots nós teremos a visão integral de todo o espectáculo, close up’s, cenas passadas atrás dos cenários, entradas de cena, etc…, enquanto nos deliciamos escutando as melhores vozes do mundo, em directo do Met.

E, o que é ainda mais importante, deixaremos de nos contentar (raras vezes empolgar) com as 4 ou 6 óperas por temporada de São Carlos e passaremos a ter uma programação variada, com as melhores vozes do mundo.

É certo que já começava a haver sinais de mudança e novos ventos sopravam sobre a ópera.

E porque isso é verdade e porque me parece ser um documento representativo dos novos tempos, deixo-vos com um vídeo em que Anna Netrebka e Roberto Alagna, cantam uma cena do 1.º acto da Manon, de Massenet, em espectáculo realizado em 10 de Março de 2007, na Ópera de Viena.


quinta-feira, agosto 07, 2008

um sinal de vida

Embora sinta que estou em férias todos os dias, acabo por ser envolvido nas férias dos outros, perdendo um pouco do controlo do meu tempo ou da minha forma de o gerir. Quero dizer com isto que a razão para o período já longo em que estive ausente deste blog, tem aqui a sua justificação.
Hoje entendi que devia dar sinal que estou vivo (não se trata da prova de vida...) e após ter escutado o magnífico vídeo que hoje aqui vos deixo, pensei que seria egoismo meu guardá-lo só para mim.
Tudo que é feito com mestria tem algo de arrebatador. Embora não se trate de guitarra portuguesa, nem seja Carlos Paredes o seu intérprete, tenho a certeza que vão gostar.
Os mais velhos de vós recordarão bem os tempos em que Paco de Lucia fazia parte dos vossos músicos predilectos. Mas não há que destacar nomes, pois todos são apenas um, com o resultado final de uma orquestra.
Ouçam Paco De Lucia, John McLaughlin e Al Di Meola em Dança do Sol no Mediterrâneo.