sexta-feira, maio 21, 2010

comprar, comprar, comprar ... afundar, afundar, afundar ...

É um vídeo bem feito e explicando bem o mundo actual.
Tem dois defeitos - a duração e a voz pouco agradável da apresentadora.
Feitos estes comentários, fica convosco a decisão de o ver ou não.

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domingo, maio 16, 2010

as irmãs ross

Um curto vídeo 3 em 1, em que as Ross Sisters (Aggie, Maggie e Elmira) no filme Broadway Rhythm de 1944, nos presenteiam com canto, dança e contorcionismo aparentemente impossível para seres humanos. Trata-se de uma cópia melhorada e dura escassos três minutos. Espreitem ... este tesourinho ...

sexta-feira, maio 14, 2010

à consideração do governo

Depois das recentes decisões do Governo sobre as medidas necessárias à tentativa de resolução da grave situação financeira que o país atravessa, verifico que a maioria dessas medidas estava contemplada no Manual de Instruções para um País, que Ricardo Costa publicou recentemente no Expresso.
Porque algumas medidas ali definidas e que me parecem correctas e desejáveis, não foram ainda contempladas, resolvi publicá-las neste blogue com a esperança que alguém as leia e possa tomar em conta.

quinta-feira, maio 13, 2010

seremos mesmo assim?

Ou estou cada vez mais preguiçoso ou deparo cada vez mais com textos que parecem merecer ampla difusão. Se antigamente só colocava neste blogue textos meus agora, de quando em quando, coloco outros de que fui leitor e apreciei. Aqui está mais um desses textos, publicado na Única de 10 de Abril passado e da autoria de Clara Ferreira Alves.

terça-feira, maio 11, 2010

criancinhas ...


Parece não haver dúvidas de que a maioria dos pais se demitiu da sua acção formadora e educativa permitindo que os seus filhos se venham a transformar em seres despidos de educação e valores. Esses pais perderam a força, o respeito dos filhos e, desse modo, os filhos. Penso que este texto publicado na Visão, intitulado «A Devida Comédia», da autoria de Miguel Carvalho, ilustra bem a deseducação hoje bem visível e audível no nosso dia a dia e nos telejornais diários. Aqui transcrevo o texto, para reflexão.



A DEVIDA COMÉDIA
Miguel Carvalho

A criancinha quer Playstation. A gente dá.

A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher. Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta
metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência
meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em
sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.
Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as
criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha?
Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.

sábado, maio 08, 2010

ontem, como hoje, como sempre ...

A sabedoria não tem data. A memória persegue-nos. O esquecimento é imperdoável.

terça-feira, maio 04, 2010

um lembrete

Não há ninguém que não saiba e, muito mais, que não sinta, que a vida é curta, mesmo quando ela começa a ser um pouco mais longa do que era quando nascemos. Mas, apesar disso, poucos pensam claramente no que devem fazer com ela e como a devem aproveitar.
A escolha é individual, mas há opiniões que devem ser ouvidas, por serem formuladas por pessoas com sabedoria e lucidez, como o Dalai Lama.


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segunda-feira, maio 03, 2010

para quem gosta de jazz

Em 1985, Steven Spielberg realizou o magnífico filme «The Color Purple», onde conta a história passada numa pequena cidade da Georgia, da adolescente Celie, violentada pelo próprio pai, de quem tem duas crianças. Separada imediatamente dos filhos, Celie é doada a Mister que a trata como companheira e escrava ao mesmo tempo. Cada vez mais calada e solitária, Celie passa a compartilhar a sua tristeza escrevendo cartas, primeiro a Deus e depois à irmã Nettie, missionária em África. Mas é quando ouve cantar Miss Celie's Blues que ela começa a revelar o seu espírito brilhante, ganhando consciência do seu próprio valor.
Deixo-vos com a voz de Tata Vega cantando Miss Celie's Blues nesse magnífico filme e no segundo vídeo (e 25 anos depois) podem ouvir o mesmo blue e a mesma cantora, em Março de 2009 no Club Nefertiti, em Gothenburg (Suécia).