
Analisando-me à tarde, descubro que o meu sistema de estilo assenta em dois princípios, e imediatamente, à boa maneira dos bons clássicos, erijo esses dois princípios em fundamentos gerais de todo estilo: dizer o que se sente exactamente como se sente - claramente, se é claro; obscuramente, se é obscuro; confusamente, se é confuso -; compreender que a gramática é um instrumento, e não uma lei.
Gosto mais de sentir ou meditar? Será que o posso responder claramente? Sinto-me como um ser sensorial e sensível, que gosta de meditar, mas que o faz não com as regras do pensamento, mas com as regras com que escrevo – confusamente.
Certo é que quer sinta quer medite, o faço com as minhas regras, com a intensidade com que sei, com o abandono com que recebo e sinto – seja a sensação, seja o que medito.
















