sábado, março 20, 2010

veja uma gota como nunca a viu

Todos os dias aprendemos, todos os dias temos oportunidade de ver o mundo com outros olhos. A ciência não para de se desenvolver e de nos admirar com o que com ela se pode fazer ou muito simplesmente, como é este o caso, de nos mostrar um outro aspecto da realidade. A realidade até onde se pode ir. Hoje. Como será amanhã?
Vejam uma gota a cair, fotografada a 2000 imagens por segundo. Vejam o poder da tensão superficial.

sexta-feira, março 19, 2010

parabéns, pai


Hoje é o teu dia, pai.
Continuo a dizer o que sempre disse - só tiveste um defeito. Morreste cedo de mais.
Aqui fica o meu obrigado e a minha homenagem.

quarta-feira, março 17, 2010

um pedaço dos sixtie's

Num estilo intimista e numa pose muito diferente do Elvis the pelvis, podemos recordar o rei do rock Elvis Presley cantando «Blue Christmas», em 1968.
O que não é de 68 é podermos ouvir conjuntamente a voz de Martina McBride que com dois anos de idade assistiu a esse concerto de Natal, intitulado «Santa Klaus is back in town». Este remaster foi feito em 2008, nos 42 anos de Martina.

segunda-feira, março 15, 2010

o declínio dos impérios

Este vídeo só valoriza a importância da carga genética dos portugueses!!! Depois de verem perceberão que depois de ver o esvaziamento sofrido, deixamos pelo menos aquilo que não deixou de ser nosso.

domingo, março 14, 2010

carga genética

Fiquei surpreendido com a carga genética que os portugueses foram deixando por todo o mundo. Por isso me entristece ainda mais assistir ao que hoje somos, ao estado em que estamos. Devo ter acordado mal disposto ...

quinta-feira, março 11, 2010

ainda estamos a tempo

Ainda estamos a tempo de evitar que os nossos filhos e netos nos venham a acusar.
Ainda estamos a tempo. Mas será que queremos? Será que podemos?
Muitos de nós, adultos responsáveis, poderão, mas não querem.
O grosso de nós quererá, mas não pode.
Será que ainda estamos a tempo?
Que cada um de nós descubra o caminho para que juntos, consigamos.



Ver em ecrã total

segunda-feira, março 08, 2010

os 100 anos do dia internacional da mulher

Parabéns mulher. Parabéns mulheres. No dia em que se comemoram 100 anos da criação do Dia Internacional da Mulher parece-me bem recordar as razões e a história da sua criação. Embora não considere este vídeo perfeito, penso que dá, apesar de tudo, uma ideia aproximada da história deste dia.
Aqui fica a minha homenagem.

domingo, março 07, 2010

escutas

A última crónica escrita por José Manuel dos Santos no suplemento do Expresso - Actual, de ontem, dia 6 de Março, na sua coluna «impressão digital», merece ser lida por todos. Porque nem todos lerão aquele jornal resolvi colocar aqui esta imperdível crónica para aumentar o número dos seus possíveis leitores.
O tema das escutas deve ser um dos que há mais tempo se mantém na crista da onda mediática e não há jornal ou pasquim que a ele não se refira continuadamente com todos os pormenores, deixando de ser tema para ser folhetim.
Isto seria uma razão para não trazer este tema ao blog. Contudo é esta a primeira vez que eu leio uma crónica que analisa as escutas numa vertente sábia e definitiva. Não trata do folhetim, mas das suas razões e finalidade. Para ler e meditar.


Se não conseguir ler mesmo ampliado, imprima e leia porque vale a pena.

quinta-feira, março 04, 2010

o triplo concerto de beethoven

O Concerto Triplo para Piano, Violino e Violoncelo em Dó Maior, Opus 56 de Beethoven, foi composto entre 1804 e 1805, período em que escreveu também a 3.ª Sinfonia e a Sonata Appassionata e foi escrito para o Arquiduque Rodolfo. Não é considerado uma das obras-primas de Beethoven, mas é lindíssimo. Para além disso é inovador, ao integrar um trio de solistas, em que o violoncelo ocupa o papel principal (talvez porque Beethoven não compôs nenhum concerto para violoncelo).
Tem três andamentos - allegro, largo e rondó alla polacca. No primeiro andamento, o mais longo e talvez o mais envolvente, está presente a melodia mais difundida do concerto.
Porque se trata de um belo concerto e com história penso ser interessante apresentá-lo em três versões distintas, consoante a época e os solistas.
No mais antigo vamos ter oportunidade de ouvir três intérpretes de excepção - David Oistrakh (violino), Mstislav Rostropovich (violoncelo) e Sviatoslav Richter (piano) com a Orquestra Filarmónica de Moscovo, dirigida por Kyril Kondrachin, no concerto do 50.º aniversário desta orquestra, em 1970.




Outra parte do triplo concerto, agora interpretado por Daniel Barenboim (piano), Itzhak Perlman (violino) e Yo-Yo Ma (violoncelo). (Part 3)



E por fim a interpretação mais recente, pela Orquestra Juvenil Simon Bolivar, da Venezuela, dirigida por Gustavo Dudamel e os solistas Martha Argerich (Piano), Renaud Capuçon (Violino) e Gautier Capuçon (Violoncelo), em 29 de Agosto de 2008, durante o Festival de Salzburgo (Große Festspielhaus).



Ouçam e comparem as diferentes interpretações e não se esqueçam de ver em ecrã total.

domingo, fevereiro 28, 2010

acordem cidades do meu país

Nunca me canso de sonhar. Ainda acredito que um dia isto se possa passar no meu país.
Já houve tempo em que as Bandas faziam concertos nos jardins e o povo gostava. Hoje as Bandas que ainda resistem tocam em datas oficiais, desfilam nas ruas, o povo continua a gostar, mas sabe-lhes a pouco. Mesmo assim repito - nunca me canso de sonhar.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

respeitem quem estuda e sabe

Este vídeo de cinco minutos é uma pequena parte do documentário passado na RTP2 em Abril de 2008, em que o geólogo Prof. Domingos Rodrigues da Universidade da Madeira , alerta para a necessidade de se respeitar o Plano Director para impedir que a falta de critério na construção e os interesses pessoais ou a especulação imobiliária possam levar a tragédias que poderiam ser evitadas ou, pelo menos, diminuídas. À voz da ciência juntava-se a dos ecologistas preocupados. Não quero atirar pedras, quero apenas implorar a quem manda que respeitem a voz de quem estuda e sabe.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

um cérebro muito especial

A experiência registada no vídeo que vos deixo é espantosa. O Channel 5 da televisão inglesa sabendo que Stephen Wiltshire, considerado um dos 100 génios autistas do mundo, tinha uma capacidade de registo de imagens em tudo semelhante a uma videocam, lançou-lhe o desafio de registar em vídeo o seu poder especial. Levou Sthepen Wiltshire num helicóptero e sobrevoou a cidade de Roma durante algum tempo, fazendo uma panorâmica da cidade. Após essa viagem Stephen foi colocado perante uma tela enorme e com uma precisão notável desenhou toda a vista da cidade, durante três dias, como se fosse um registo filmado. Espantoso. Esta experiência ficou registada com o nome de Human Camera.



Ver em ecrã total

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

uma canção pela mudança


É a música a dar a volta ao mundo, feita por músicos de várias latitudes e longitudes, todos com um desejo e uma finalidade comuns - lutar pela mudança através da música, acreditando que esta poderá quebrar barreiras e preconceitos e arejar as mentes mais fechadas e resistentes às mudanças.
São muitas as canções a correr o mundo. No vídeo que vos deixo ouviremos «stand by me», como quem diz fica comigo e, neste caso, junta-te a mim.
Ouçam os cantores do mundo a tocarem e cantarem ao mesmo ritmo, cada um deles dando um pouco de si para que a canção se faça e a mudança venha a acontecer.
Qual mudança? Salvando-nos a nós, salvando o mundo.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

sabia que ...

Eu sei que antes de colocar aqui este vídeo devia ter tido o cuidado e o rigor científico de verificar a exactidão de tudo que nele se pode ler. Sim, eu sei. Mas sei também que embora admita haver um ou outro exagero, uma outra inverdade, no geral ele alerta para uma realidade que aí vem. Pode não ser exactamente assim, haver nuances, haver correcções a fazer, mas estou convencido que a futura realidade não se afastará muito desta de que o vídeo nos fala.
Não fica aqui ciência, nem talvez rigor. Fica apenas uma previsão que poderá ser realidade.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

o vinho e o mosto - um exercício de intertextualidade 28


100
Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada. Não tenho esperanças nem saudades. Conhecendo o que tem sido a minha vida até hoje - tantas vezes e em tanto o contrário do que eu a desejara -, que posso presumir da minha vida de amanhã senão que será o que não presumo, o que não quero, o que me acontece de fora, até através da minha vontade? Nem tenho nada no meu passado que relembre com o desejo inútil de o repetir. Nunca fui senão um vestígio e um simulacro de mim. O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.
(...)
Bernardo Soares, Livro do Desassossego


Não sei se é comum este olhar sobre o passado, o presente e o futuro das nossas vidas. Acredito que ele seja estranho e mesmo considerado anormal pela maioria das pessoas, generalizando eu esta ideia a partir da amostra dos meus amigos mais próximos.
Sei, no entanto, que ele é em tudo coincidente com o que eu penso, melhor direi com o que eu sinto, melhor ainda com o que eu sinto quando tento fazer um «rewind» da minha vida.
Escrevi algures e não sei quando, mas sei que há muito tempo, que olho para mim como um estranho a tudo e a todos e, no entanto, por dentro de tudo continuando sempre fora, personagem de muitas vivências, as mais variadas, testemunha de muitos acontecimentos, de todos os géneros, e contudo e apesar disso, incapaz de uma memória fiel e palpável, apesar de inteiramente vivida.
Se eu quiser descrever o meu passado, posso conseguir alinhavar umas linhas que mais não serão que uma modesta fita do tempo, uma infografia banal e superficial que nunca corresponderá ao grosso do meu passado, da minha vida, e que nunca será melhor do que dele fariam amigos próximos ou parentes afastados.
E isto atormenta-me, embora esta realidade amnésica não seja muito visível aos outros e pouco presente em mim, enquanto tormento. Não só esqueço o passado, como o tormento do seu esquecimento. O passado nunca me aparece por si, para me atormentar, mas apenas quando eu o torno presente, pensando e reflectindo sobre ele.
Posso escrever hoje, como já antes escrevi, que não conheço ninguém além de mim que tão forte e involuntariamente deite fora o seu passado e assim desencorporando-me, me transforme «num vestígio e um simulacro de mim».

CVR

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

a denúncia do cartoon


Este cartoon traduz bem o resultado da fabricada pandemia gripal H1N1 e porque é bom, faz-nos rir. Mas depois - por nos recordar uma das coisas que procuramos esquecer para não chorar - envergonha-nos a todos os que sabendo deste escândalo não protestamos e não lutamos por um mundo melhor, livre de políticos e multinacionais poderosas e sem escrúpulos, cuja bússola de orientação só aponta para o rei cifrão, perdido que está o norte da dignidade, do respeito humano e do sentido de vergonha.
Como é possível saber-se o que se passa e nada se fazer para travar estas desigualdades, este desprezo humano, este cinismo humanitário que, de quando em quando, se mostra em campanhas de branqueamento dos actos criminosos - que outra coisa não são - que continuamente praticam?
Continuamos a assistir como carneiros ou reagimos?

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

cuidado com os juizos apressados

Cada vez se torna mais necessário não fazer juízos apressados, tal a velocidade a que a vida passa e a quantidade de informação que se recebe, de forma tão rápida que não dá para pensar antes de julgar. Tudo isto se agrava com os juízos de carácter das pessoas, em que se cometem erros frequentes, que podem ter consequências graves.
Este vídeo dá alguns exemplos do erro que é julgar apressadamente. E fá-lo duma maneira divertida, mas bem elucidativa do erro que se comete, quando julgamos que tudo que parece, é.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

o vinho e o mosto - um exercício de intertextualidade 27


99.
Há momentos em que tudo cansa, até o que nos repousaria. O que nos cansa porque nos cansa; o que nos repousaria porque a ideia de o obter nos cansa. Há abatimentos da alma abaixo de toda a angústia e de toda a dor; creio que os não conhecem senão os que se furtam às angústias e às dores humanas, e têm diplomacia consigo mesmos para se esquivar ao próprio tédio. Reduzindo-se, assim, a seres couraçados contra o mundo, não admira que, em certa altura da sua consciência de si-mesmos, lhes pese de repente o vulto inteiro da couraça, e a vida lhes seja uma angústia às avessas, uma dor perdida. (…)
Bernardo Soares, Livro do Desassossego


Posso dizer que são frequentes, em mim, momentos em que tudo me cansa – estar onde estou, pensar no que precisava pensar naquele momento, fazer um telefonema, assentar uma nota, buscar um papel ou um livro, colocar o CD com a música que me apetecia ouvir, vestir um casaco porque sinto frio. Cansa-me o esforço físico tanto quanto o psíquico. Nesses momentos tudo me cansaria ou seria um sacrifício, se por qualquer factor impensável eu resolvesse passar à acção.
Contudo, é tal o treino de sair desses momentos frequentes, que - não sei com que esforço ou origem da força – me vejo rapidamente envolvido pelo meu escudo invisível e protector deste cansaço letal, que altera toda a minha maneira de ser.
Diria, contudo, que essa força e essa acção, me vêm paradoxalmente da minha preguiça. E será esta que, impedindo-me de me entregar ao cansaço, me liberta do seu peso e do seu jugo. Cansaço, angústia, dores, passam a um estado aparentemente inactivo (já que continuam lá, mas em estado de quase ausência), porque a minha preguiça terá ditado que naquele momento, não estou para isso, sendo o isso tudo que exigiria esforço, cansaço, decisão.
O pior é ter a consciência que esta aparente vitória, não é mais do que o seu contrário. É certo que consegui que o cansaço não me estragasse o dia, mas foi mais uma pedra posta no muro do adiar de problemas, de resoluções, do sentir as emoções, do inadiável e com ela afastar-me cada vez mais da resolução de problemas e aproximar-me cada vez mais desse muro que, um dia destes vai cair sobre mim.

CVR

quinta-feira, janeiro 21, 2010

a vitória do querer e do sentir

Já conheço este vídeo há muito tempo, mas tenho sempre resistido a divulgá-lo aqui por poder parecer que estou a apelar ao estranho e insólito.
Quando hoje voltei a vê-lo com mais atenção e participação (deixando que a emoção me tomasse), encontrei-me a fazer «replay» e a pensar, enquanto assistia à magnífica coreografia de Zhao Limin, na força de vontade daqueles dois bailarinos e na força interior necessária para vencerem a adversidade e conseguirem fazer aquilo que desejavam - dançar, sentir a dança.
Não se pode ficar indiferente à beleza deste pas de deux (chamado mão na mão) e à beleza moral dos intérpretes (Ma Li e Zhai Xiaowei).


Aconselho ver em ecrã total

quarta-feira, janeiro 20, 2010

cuidado com os cordeirinhos, sobretudo com os que só lhe vestem a pele

Se perguntarmos às pessoas o que pensam da Suiça, seguramente a maioria dirá que é um país neutral, pacífico, lindo, organizado e inteligente, pois tem a noção do seu tamanho, da sua localização, das suas riquezas naturais e, como tal, sabe escolher as suas fontes de desenvolvimento e sustentação, fazendo com que o seu pib dependa de poucas, mas lucrativas coisas - a banca, a relojoaria, os chocolates, o turismo e a cutelaria. Não haverá, nem uma só, que refira o exército suiço. Contudo, o serviço militar é obrigatório para todos os homens e voluntário para as mulheres, podendo ser substituído (nos objectores) por serviço comunitário que durará mais metade do tempo. A reforma do Exército de 1995 restringiu o número de efectivos a 400.000 soldados e o novo programa Exército XXI prevê apenas uma força activa de 120.000 pessoas, além de 80.000 reservas, com incorporação anual de 20.000 recrutas e treino básico de 18 semanas.
Foram novamente introduzidos os cursos de aperfeiçoamento anual de duas ou três semanas, podendo agora optarem por um serviço vitalício de 300 dias seguidos.
Continua a não ser um Exército permanente, dispondo, no entanto, de 3.000 instrutores profissionais.
Estes são dados que todos poderão encontrar no site da Defesa da Suiça. O que lá não vem ou eu não soube encontrar, é o que o vídeo que aqui vos deixo vos mostrará - uma capacidade imensa de auto defesa bem organizada e que me sugeriu o título que dei a este post.