sábado, janeiro 04, 2014

um génio da balalaika

Tudo que é bom deve ser divulgado, sobretudo quando dizer bom, é pouco. Genial a dedilhar a sua balalaika é mesmo Aleksei Arkhipovsky, natural de Moscovo. Vale a pena ver e ouvir. Um verdadeiro artista a trabalhar sem rede.

sexta-feira, janeiro 03, 2014

um belo dia em 2014...

Não garanto que este excelente texto tenha sido escrito por Cha Caballero (Baena, Córdoba, 1956), licenciatura em Filologia e professor de literatura numa escola pública, como constava no mail que mo fez chegar às mãos. Tentei verificar essa identidade, mas não fiquei convencido. mas, para o caso não interessa muito. Seja de quem for a autoria é um texto que deve ser lido e obriga muito apensar. Façam isso, pois não se arrependerão.


«Quando terminar a recessão, teremos perdido mais de 30 anos em direitos e salários... Um belo dia em 2014, vamos acordar e nos anunciarão que a crise acabou. Correrão rios de tinta com escritos das nossas dores, comemorarão o fim do pesadelo, nos farão crer que o perigo já passou, mas, alertam que ainda há sinais de debilidade e que teremos de ter muito cuidado para evitar uma recaída. Conseguirão que respiremos aliviados, que celebremos o acontecimento, que deponhamos a atitude crítica contra os poderes e nos prometerão que, pouco a pouco, voltará a tranquilidade ás nossas vidas. Um belo dia em 2014, a crise terá terminado oficialmente e ficaremos com cara de estúpidos agradecidos, nos censurarão a nossa desconfiança darão por boas as politicas de ajuste e voltarão a dar corda ao carrossel da economia. Claro, a crise ecológica, a crise de repartição desigual, a crise da impossibilidade de crescimento infinito, permanecerão intactos, porém, essa ameaça nunca foi publicado ou difundida e os que de verdade dominam o mundo, terão posto um ponto final a esta crise estafada - metade realidade, metade ficção, cuja origem é difícil de decifrar, mas cujos objectivos eram claros e conclusivos: fazer-nos retroceder 30 anos nos direitos e salários. Um belo dia em 2014, quando os salários forem mais baratos até aos limites terceiromundistas, quando o trabalho for tão barato que deixe de ser o factor determinante do produto, quando tiverem ajoelhado todas as profissões, de modo que o conhecimento se encaixe numa folha de pagamento esquálido; quando tiverem treinado a juventude na arte de trabalhar quase de graça, quando tiverem uma reserva de milhões de pessoas desempregadas dispostas a serem polivalentes, móveis e moldáveis, para fugir ao inferno de desespero, então a crise terá terminado. Um belo dia em 2014, quando os alunos que frequentam as salas de aula, se tenha conseguido reduzir o sistema educativo em 30% de estudantes sem deixar traço visível da façanha, quando a saúde se compre e não seja oferecida, quando o nosso estado de saúde se pareça com a nossa conta bancária, quando nos cobrarem por cada serviço, por cada direito, para cada prestação, onde as pensões sejam tardias e baixas, quando estivermos convencidos de que precisamos de um seguro privado para garantir as nossas vidas, então nos anunciarão que a crise terá terminado. Um belo dia em 2014, quando tiverem conseguido nivelar por baixo toda a estrutura social, excepto a cúpula cuidadosamente colocado com segurança em cada sector, pisemos os charcos da escassez e sintamos o alento do medo nas nossas costas, quando estivermos cansados de nos confrontarmos uns aos outros e ter quebrado todas as pontes de solidariedade, então nos anunciarão que a crise terminou. Nunca em tão pouco tempo se terá conseguido tanto. Cinco anos terão bastado para reduzir a cinzas os direitos que levaram séculos a conquistar e espalhar. Uma devastação tão brutal da paisagem social, só se tinha conseguido na Europa através da guerra. Embora, pensando bem, também neste caso, foi o inimigo que ditou as regras, a duração dos combates, a estratégia a seguir e as condições do armistício. Por isso, não só me preocupa quando sairmos da crise, mas como sairemos dela. O seu grande triunfo será não só, ficarmos mais pobres e desiguais, mas também mais covardes e resignados e que sem estes últimos ingredientes o terreno que tão facilmente ganharam estaria novamente em disputa. Neste momento andaram para trás o relógio da história e ganharam 30 anos nos seus interesses. Agora, são dados os últimos retoques no novo contexto social: um pouco mais de privatizações aqui, um pouco menos nos gastos públicos acolá e voilá: a sua obra está concluída. Quando o calendário marcar um qualquer dia do ano de 2014, as nossas vidas terão retrocedido aos finais dos anos setenta, decretarão o fim da crise e escutaremos no rádio as últimas condições da nossa rendição».

quarta-feira, janeiro 01, 2014

as linhas de torres

Comecemos o ano com um pouco de História. E recordemos que quando queremos resistir, vencemos. Sempre assim foi. O ano de 2014 começou hoje. É um bom dia para começarmos a resistir, correr com os opressores e vencer. A História sempre se repete.

a música é universal

Ontem foi dia de reflexão. Hoje é mesmo dia de festa de passagem de ano. Por isso aqui vos deixo uma grande orquestra, que vos surpreenderá pela sua origem e pela música que toca. Digamos que é um concerto improvável, pelo menos para aqueles que pensam que o mundo é feito à sua imagem. Jazz, pop folk, na Arménia? E porque não? A música é mesmo universal e quando é boa agrada a todos. Hoje, não falarei de tristezas. Entrem bem em 2014 e que ele traga algo de bom, se for possível e aqueles que nos querem apagar do mapa o permitirem. Mas com as passas tradicionais, passem-se um pouco e digam todos - a força está em nós e sintam-na!


segunda-feira, dezembro 30, 2013

esta terra é minha?

Um bom exercício para testar os vossos conhecimentos, na identificação dos interventores, um bom exercício de reflexão sobre o sentido da vida e do poder e uma outra forma de fechar o ano, menos festiva, mas mais verdadeira.

sábado, dezembro 21, 2013

a balada da neve...

(...)
Quem bate, assim, levemente
Com tão estranha leveza,
Que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
Nem é vento com certeza.
 
Fui ver. A neve caía
Do azul cinzento do céu,
Branca e leve, branca e fria...
-Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
(...)

Deixo-vos hoje parte deste belo poema de Augusto Gil, que desde a vossa infância vos bate à porta, levemente e misterioso - 'quem bate, assim, levemente?' e um vídeo, para matarem saudades da 'branca e leve, branca e fria' e há quanto tempo a não viam...

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sexta-feira, dezembro 20, 2013

uma experiência com sucesso?

Poucas informações pude obter sobre este vídeo tão bem executado, como surpreendente. Há muitas interrogações a fazer sobre ele, mas aparentemente parece ter resultado como política prisional e centro de reabilitação. Filmado no Centro Provincial de Detenção e Reabilitação de Grande Segurança, da República das Filipinas e aproveitando os presos para executantes do This is it, de Michael Jckson, com coreografia de Travis Payne e dos bailarinos Daniel Celebre e Dres Reid. Para ver e pensar.Esta experiência parece conseguida. Houve frutos posteriores? Talvez.
 
 

quarta-feira, dezembro 18, 2013

como conciliar contrários?

Acabo de ler o texto que Francisco Seixas da Costa escreveu em 27 de Novembro de 2013, no seu blog 'duas ou três coisas' e que mão amiga me mandou. É um texto curto e com lógica. Penso que não só ele, mas muitos de nós gostaríamos de saber a resposta à última questão que coloca. Será que alguém da UCP responderá? Ou não saberá como responder?
 
Ensino neoliberal na Católica e doutrina social da igreja Católica?

«Desde há muito, é para mim um insondável mistério o modo como a Universidade Católica Portuguesa consegue compatibilizar a observância e o respeito pela doutrina social da sua igreja, que deveria ser a matriz identitária da casa, com a promoção obsessiva de um liberalismo económico radical, que constitui a imagem de marca de muita da "produção" saída da sua linha de montagem académica, nas últimas décadas. Não está em causa a qualidade intelectual desses quadros, gente tecnicamente muito bem preparada, com alguns dos quais convivo no meu dia-a-dia profissional e em outros círculos em que me movo. A UCP é indiscutivelmente uma das melhores universidades portuguesas. Mas esse fascínio cego e absoluto pelas virtudes da "mão invisível", parece ter-se convertido na doutrina oficiosa da casa (e leiam-se os textos que ela produz para não se ter, sobre isto, a menor dúvida), e baseia-se no culto de modelos extremos de competição e de destruição, por opção ideológica, de todas as estruturas de defesa do bem público comum. Assim se sacrifica a vida de gerações, forçadas à crença salvífica num novo tipo de "amanhãs que cantam", como o comprova a orientação política que entre nós prevalece, com os resultados que estão à vista de toda a gente. E assim se empurra, pelos vistos sem remorso, os excluídos da sorte dos mercados para as margens do sistema e para os caminhos da caridade, que remendam os efeitos das políticas que geraram essas desiguadades. Tudo isto é feito em lugar de colocar as pessoas no centro dos interesses das políticas económicas, as quais, pela ética católica (e não só), existiriam para construir o bem-estar dos homens e não para a "réussite" dos mais fortes entre eles. Se isto é ser católico, então vou ali e já venho... Por essa razão, estou muito curioso para saber a opinião da escola económica da UCP sobre aquilo que ontem foi dito pelo papa Francisco a propósito da economia e do sistema prevalecente na sociedade em que vivemos».

terça-feira, dezembro 17, 2013

fuck off

 
O post anterior não era grande coisa e expliquei porque o coloquei. Penso que deu para entender.
Agora, resolvi complementá-lo com esta peça de humor britânico. Faz todo o sentido

«O governo britânico desistiu dos aviões Harrier, cuja principal característica é levantarem na vertical.
Então, no vôo de despedida sobre o Parlamento, a esquadra mandou ao governo uma mensagem.
Para ler a mensagem que a formação dos aviões transmite, terá que
se inclinar um pouco para trás  e fechar ligeiramente os olhos.
Sério!...... Empurre a sua cadeira para trás uns 50 centímetros e, se necessário, mude um pouco o ângulo de visão.

Tiro o chapéu à ideia e ao comandante deste Esquadrão»

onde estás tu?

Não é nada que para quase todos seja surpresa. Não é sequer um must de arte gráfica. Mas dá, apesar de tudo, para nos confrontarmos com a realidade e tirar as nossas medidas para o fato que o rei nos quer vestir.
 
 

segunda-feira, dezembro 16, 2013

imitose epidémica ..

Precisamos muito de rir, pois os palhaços de serviço que poderiam conseguir isso, apenas nos causam o contrário - tristeza, fúria, impropérios cada vez mais impróprios. E nós precisamos de rir, de quem e do que nos faça rir. O vídeo que hoje coloco à vossa disposição é um curto sketch representado ao vivo pelo grupo Os Barbixas. Riam-se e protejam-se da imitose, sobretudo se ela vier de quem fugimos a sete pés.

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domingo, dezembro 15, 2013

um talento a cuidar

O prazer que me deu ouvir a maravilhosa voz desta miúda de 9 anos, chamada Amira Willighagen, cantando 'O Mio Bambina Caro', foi imenso, mas quase tão grande como o receio que este apuramento de voz actual, venha a ser uma catástrofe futura, se o seu crescimento físico, mental e vocal não forem bem acompanhados e preservados. Quantos fenómenos parecidos se perderam rapidamente, por ambição desmedida dois pais e aproveitamento errado das qualidades desajustadas no tempo?
 

quinta-feira, dezembro 12, 2013

amadeo souza cardoso

Há coincidências que não o parecem ser, mas antes factos determinados, por alguém que desconhecemos ou mesmo por ninguém, assim se afirmando como coincidências. Coincidência ou não, o certo é que em 3 dias seguidos vieram ter comigo a entrevista de Almada Negreiros, a morte de Nadir Afonso e um longo documento sobre Amadeo de Souza Cardoso. Três grandes pintores, três seres de excepção. Não quero saber das razões porque vieram ter comigo neste curto tempo. Eles ou alguém saberá. Aqui ficam, juntos, como parece terem querido ficar.
 

quarta-feira, dezembro 11, 2013

nadir afonso - até breve, amigo


Mais um amigo partiu e, como o poeta, eu não quero acreditar.
Escolhi esta fotografia do Nadir, por ter sido tirada na última vez que estive com ele em Chaves, nossa terra natal e de coração.
Por fundo uma exposição da sua obra na Galeria da Biblioteca Municipal de Chaves.
E aqui fica ele, pilar central deste trio, ladeado por mim e pelo Júlio Montalvão Machado que, por certo, o aguarda no ponto de reunião da galáxia que acolher amigos e flavienses, já que se antecipou na partida.
Espero encontrar-vos, quando for o meu dia. Amigos para sempre.

almada negreiros, ele-próprio

Uma verdadeira jóia, o vídeo que aqui vos deixo. Aqueles que tiveram a sorte de assistir ao Zip Zip em directo ou através da emissão televisiva, não evitarão um estremecimento emocional. Aqueles que só hoje assistirão a esta entrevista fabulosa de Almada Negreiros, não a esquecerão mais. Não é facilmente que nos deparamos com seres de excepção. As duas únicas vezes em que passei um serão em casa dele, ouvindo-o, mais do que falando, restam em mim como marcos inesquecíveis. Bem hajas, Almada.

segunda-feira, dezembro 09, 2013

um circo inteligente

Chama-se a isto - reinventar o circo. De uma maneira simples, bem humorada, crítica e mais exigente do que nunca. Chamam-se os Maiers, enquanto duo, sendo ela Sabine Maier e o seu marido Yogi Mohr. Não estão sozinhos nesta reinvenção - os Jovers, estão na mesma onda.

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sexta-feira, dezembro 06, 2013

adeus madiba


Deixou-nos hoje um homem ÚNICO.
Obrigado por teres vivido.

quinta-feira, dezembro 05, 2013

os quadricópteros

Limito-me a transcrever o que pude ler no TED que vos deixo. Uma outra versão dos drones da Virgin que esta pretende colocar ao serviço da entrega de compras feitas na Net. Onde estamos e onde chegaremos?

Em um laboratório de robôs no TED Global, Raffaelo D'Andrea demonstra seus quadricópteros voadores: robôs que podem pensar como atletas, resolvendo problemas de física com algoritmos que os auxiliam a aprender. Em uma série de demonstrações, D'Andrea exibe drones que podem agarrar, equilibrar e tomar decisões juntos -- observe a apresentação 'quero isto agora' de quads controlados com o Kinect.
 

segunda-feira, dezembro 02, 2013

nova ordem mundial

Acordem uma vez por todas, lê-se logo no início do vídeo que vos deixo. Deve ver-se atentamente e reflectir no que aqui se diz. Poderá parecer um exagero, mais uma teoria da conspiração que não passará disso mesmo, mas não se pode excluir que haja muito de verdade em tudo isto. Aquilo a que temos vindo a assistir nos últimos anos, aquilo que fortemente sentimos na pele e nos magros bolsos, os chips que já vamos tendo, não ainda subcutâneos, mas nas carteiras e algibeiras onde os transportamos, parecem profetizar, em nome do desenvolvimento e da ciência, que rapidamente nos sejam implantados e, porque não pensá-lo, sem nossos conhecimento e autorização. Vejam e pensem. Foi o que eu fiz.

 

sábado, novembro 30, 2013

contra os ladrões, marchar, marchar

Do competitivo ao cooperativo, assim se poderia chamar este vídeo. Ou do roubo e humilhação à dignidade e igualdade. Um vídeo não é igual a um tratado, mas serve para despertar os mais adormecidos e quanto mais os acordar, mais perto de pode ficar do que parece uma utopia, mas pode ser uma realidade.