segunda-feira, agosto 11, 2014

mas que prenda......



Transcrevo o artigo de Nicolau Santos, no Expresso. Vale a pena verificar até onde chegam as negociatas. Apenas um exemplo.
 
O homem que recebeu um presente de 14 milhões
por
Nicolau Santos

Há cerca de um ano que Ricardo Salgado não devia ser presidente do Banco Espírito Santo. Em meados de 2013, quando se soube que tinha recebido uma comissão de 8,5 milhões de euros de um construtor civil por causa de um qualquer serviço que lhe terá prestado em Angola, nesse mesmo dia o Banco de Portugal deveria tê-lo declarado pessoa não idónea para se manter à frente do banco verde. Era o mínimo. Nos Estados Unidos, uma situação idêntica dá também direito a prisão, compunhos algemados e as televisões a filmarem em direto. Nenhum banqueiro em exercício pode receber comissões por fora. É das regras, é da deontologia do cargo, é do mais elementar bom senso. Mas Salgado fê-lo e o Banco de Portugal calou-se. Salgado corrigiu três vezes a sua declaração de rendimentos e o Banco de Portugal calou-se. Agora, duas jornalistas do Jornal de Negócios, Maria João Gago e Maria João Babo escrevem um livro sobre a ascensão e queda de Salgado, mostrando, preto no branco, que os 8,5 milhões de euros afinal foram um «presente» de 14 milhões do tal construtor civil (José Guilherme, para os mais distraídos, um homem que não usa telemóvel por ser demasiado «perigoso») e o Banco de Portugal cala-se. O dr. Salgado queria presidir ao Conselho Estratégico e o Banco de Portugal cala-se. O dr. Salgado já não vai presidir ao conselho estratégico mas vai integrá-lo e o Banco de Portugal cala-se. O dr. Salgado continua a dirigir o banco até à assembleia geral de 28 de Julho e o Banco de Portugal cala-se. As bolsas europeias caem, o Banco Popular trava uma emissão de 500 milhões, a Mota-Engil África interrompe um IPO, o Financial Times on line dá manchete ao caso, o principal jornal de economia da CNN abre com o banco verde e o dr. Salgado continua todos os dias a entrar na instituição pela Rua Barata Salgueiro como se o mundo estivesse calmo e sereno. Há clientes que perderam 25 milhões que tinham aplicados no Banque Privée na Suíça. A Porto Editora também vai levar um rombo grande. E há o caso da Portugal Telecom, que está a ser devastada na sua governação, na fusão com a Oi e nas suas contas, depois de ter aplicado 897 milhões na Rioforte, que nunca mais verá – e o dr. Salgado continua com o seu ar olímpico a governar o banco como se ele não estivesse em chamas. As ações caíram mais de 17% na quinta-feira, estiveram suspensas há um ror de tempo, os mercados estão em pânico, os investidores e os clientes também, e o dr. Salgado continua a levitar sobre tudo e sobre todos, sem perceber que aquilo que tinha antes – todo o tempo do mundo para resolver os problemas e a confiança de todos para executar essas tarefas – acabou abrupta e definitivamente na semana passada. Bem pode o dr. Salgado mandar dizer que o banco tem uma almofada de 2,1 mil milhões e que a exposição ao GES é de apenas 1,2 mil milhões. Bem pode dizer que o GES é uma coisa e o BES outra, embora os administradores do banco estivessem todos na administração do grupo. Bem pode culpar o contabilista, a crise, a informática, o dr. Álvaro Sobrinho, os jornais e tutti quanti pela evidente falência em que está o Grupo Espírito Santo e pelos enormes problemas que o BES está a enfrentar. A questão, simples, muito simples, é que o tempo do dr. Salgado acabou. E acabou no dia em que a sua ganância o levou a aceitar um presente de 14 milhões de euros. Ou de 8,5 milhões. Um presente que ele nunca explicou à opinião pública, dizendo sobranceiramente que já tinha explicado tudo a quem de direito. É essa sobranceria que conduziu o grupo e o banco até aqui e que está a colocar em causa o sistema financeiro e a credibilidade da República, que tinha sido conquistada a duras penas dos trabalhadores e dos contribuintes nacionais. Não, o dr. Salgado não merece ficar nem mais um minuto à frente do banco ou em qualquer dos seus órgãos de gestão. Mostrou não ter os mínimos padrões de ética exigidos para ocupar esses cargos. A ganância matou-o. Ao Banco de Portugal exige-se que remova o cadáver o mais depressa possível do caminho, sob pena de nos afundarmos todos com ele. Ou, mais grave, nos virmos todos a tornar colegas acionistas do dr. Salgado. Livra!

domingo, agosto 10, 2014

exemplos de podridão

O vídeo de hoje podemos tomá-lo como uma parte de uma série sobre aquilo que existe no nosso país e nós gostávamos que não houvesse. Tenham em conta os intervenientes no vídeo e as suas conhecidas posições políticas e profissionais.
 

sábado, agosto 09, 2014

uma visão a ter em conta

Encontrava-me em Praga quando recebi notícias sobre a criação dos bancos bom e mau; o primeiro chamado de novo, o outro chamado de mau ou péssimo. Regressado começo a abrir o correio acumulado. Entre ele encontrei o vídeo que devo partilhar convosco. Aqui fuca, para todos.

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sábado, julho 26, 2014

a banca de barreiros

A saga começou assim. Aguardamos que Quim Barreiros apresente o novo remake do tio Ricardo de DDT.


sexta-feira, julho 25, 2014

a canção de francisco

Acabei de a receber e aqui a deixo para que a cantemos.


quarta-feira, julho 23, 2014

ainda se lembram?

Presumo que à maioria dos leitores deste blog se possa perguntar - ainda se lembram deste tempo e desta música. Por isso, aqui fica.

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terça-feira, julho 22, 2014

o barbeiro faz-tudo

N~ºao consuegui identificar a belíssima sala onde ocorre o espectáculo de André Rieu, mas isso será o que menos importa. Interessante é a forma como é apresentada esta área do Barbeiro de Sevilha.

quarta-feira, julho 02, 2014

são as crianças. ouvi-as, Senhor

Tudo se passou em 2010, estamos em 2014 e não nos apercebos ainda da mudança. E eram as crianças que vos pediam, Senhor!

Um Milhão de crianças cantam “Change The World” pela Paz no Mundo!. E, no final cantam a frase “Vamos nos unir para mudar o mundo” em vários idiomas - Francês, Espanhol, Chinês,Russo, Árabe, Hebraico, Alemão, Japonês, Tailandês… e até em Português.Reuniram-se no Templo Dhammakaya na Tailândia, para ‘compartilhar boas acções’por um mundo de Paz ..Composição de  Howard McCrary, letra do abade de Dhammakaya, arranjo de McCrary Howard e produtor: Chan Ivy


terça-feira, julho 01, 2014

planos de saúde

Não é exactamente assim, mas anda muito perto do que muitos desejariam que já fosse...

segunda-feira, junho 30, 2014

o banqueiro e o poder

A qualidade ao serviço de um esclarecimento para os menos avisados

sábado, junho 28, 2014

para que servem as eleições europeias?

Vejam como funciona o Parlamento Europeu. Uma coisa é imaginar e outra é ver e ouvir.
 

sexta-feira, junho 27, 2014

a arte na rua

Não consegui qualquer informação sobre o artista. Vejam porque vale a pena.

quinta-feira, junho 26, 2014

a sensibilidade de anthny hopkins

Sempre admirei Anthony Hopkins. Não me lembro de ter visto ou encontrado qualquer falha nas suas interpretações cinematográficas ou teatrais (estas, infelizmente, só reproduzidas em suporte fílmico). Sempre achei que era um artista completo, como agora se pode confirmar na sua sensibilidade e criação musical. Para ver e rever.

domingo, junho 22, 2014

lembrando amália

Nunca é demais recordar Amália, sobre tudo depois do post de ontem..
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sábado, junho 21, 2014

um facto, uma questão



Estava longe de pensar que voltaria a transcrever um novo artigo de José António Saraiva, com quem raramente estou de acordo. No entanto, neste caso e como objecto de reflexão, aqui o transcrevo.

Homem ou mulher, eis a questão!

Tenho escrito com alguma frequência sobre os sinais de decadência da civilização ocidental. Foi uma civilização que engordou, aburguesou-se e perdeu o nervo. Esses sinais de decadência são, em geral, comuns a outras civilizações em iguais períodos. No declínio do Império Romano verificaram-se muitos dos sintomas que hoje observamos nos corpos doentes das nossas sociedades: sobrevalorização do prazer em detrimento do dever, explosão dos sentidos, confusão de valores, desaparecimento de referências, ausência de ojectivos colectivos, avanço da homossexualidade, instabilidade familiar, etc. Quando abrimos a TV, há uma frase que se ouve constantemente nos programas de grande audiência: "Isto é superdivertido!". O mais importante nos dias de hoje é ser 'superdivertido'. O último sinal deste trajecto descendente do nosso mundo foi o último Festival Eurovisão da Canção, onde uma mulher com barba - uma cantora com nome de homem ou vice-versa - saiu vencedora. A impressão causada foi de confusão total. E mesmo quem, de espírito aberto, se dispusesse a perceber o que estava a acontecer, deve ter tido a sensação de que tudo está a andar depressa demais. Uma mulher com barba ganhar o eurofestival? Será possível?
E qual terá sido o objectivo de quem criou tão insólita figura - e, sobretudo, de quem a premiou? Dizer que o género não existe? Que homem e mulher tendem a fundir-se num ser sem género, nem homem nem mulher? Pensar nisto recorda-me, vá lá saber-se porquê, uns animais híbridos que são produto dos cruzamentos entre os cavalos e os burros. Chamam-se 'machos' e 'mulas', e não podem reproduzir-se porque são estéreis. Mas se a mensagem 'filosófica' do eurofestival foi essa, então estamos perante uma manifestação de nihilismo, de desesperança, de anúncio do fim dos tempos. Claro que isto não teria qualquer importância e seria levado à conta de brincadeira se tivesse acontecido num qualquer festival alternativo ou num concurso promovido por canais de televisão tipo SIC Radical. Mas o que causa perplexidade é ter ocorrido num concurso organizado por estações de referência e contar com os votos de 350 milhões de telespectadores. Parece que o culto do absurdo, que até pouco era apanágio de minorias que desafiavam o status quo, se tornou subitamente um fenómeno de massas. E isso assusta. Que as minorias sejam respeitadas (e até acarinhadas), é saudável. Que as minorias ocupem subitamente o palco e transformem as suas práticas minoritárias em hábitos correntes, tal constitui um sinal muito perigoso pois conduz directamente à perda de referências.
O que pensará uma criança de cinco anos ao ver no ecrã da sua televisão uma mulher com barba a cantar num palco iluminado, aplaudida por milhares de pessoas? Repetem os apoiantes da mulher barbuda que se tratou de uma demonstração de liberdade, para mostrar que toda a gente pode fazer o que quer desde que não interfira com a liberdade do outro. A questão da liberdade não é assim tão simples. Um dia destes, um canal transmitia um programa sobre nudistas em que um deles protestava porque o padre da aldeia não os deixava entrar nus na igreja. E dizia que isso era uma manifestação de "mentalidade medieval", acrescentando, porém, que havia cada vez menos pessoas assim. Esta última frase vai ao encontro do apoio à mulher barbuda. Todas as sociedades vivem de convenções, de regras não escritas mas comummente aceites. Quando essa base estala, sucede-se a confusão e o caos. Enquanto a farsa do eurofestival sucedia do lado de cá, do outro lado da antiga 'Cortina de Ferro' o senhor Putin, um homem gelado e sem escrúpulos, sorria. Mais tarde, o vice-presidente do Parlamento, Vladimir Zhirinovsky, diria: "Eles já não têm homens e mulheres. Têm 'aquilo'. Libertámos a Áustria há 50 anos mas não o devíamos ter feito". Nós rimo-nos desta frase. Mas não devíamos fazê-lo. É muito perigoso rir dos nossos inimigos. Sobretudo quando são poderosos.
Vladimir Putin assiste aos sinais de decadência da Europa ocidental e nós vamos dando-lhe razões para sorrir. Quando os ucranianos reclamam pela ligação ao Ocidente, quando denunciam o imperialismo russo, o vice-primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Rogozin, responde: "[O eurofestival] mostrou aos que defendem a integração europeia o seu futuro europeu: uma rapariga de barba".
Esta vitória de uma drag queen no maior festival europeu de música ligeira foi um inesperado presente que a Europa deu aos russos no momento em que se discute a Crimeia e o futuro da Ucrânia. Porque do lado de lá presta-se ao ridículo e do lado de cá enfraquece a opinião pública. Muitos europeus, sobretudo os conservadores mas não só, começam a duvidar dos caminhos por onde isto vai - e a olhar com um misto de inveja e receio para o lado de lá, onde há ordem, autoridade e ainda não se confundem os sexos… A democracia tornou-se uma barriga de aluguer onde estão a germinar todas as sementes da sua destruição. A indisciplina nas escolas; a dificuldade que a Justiça revela de punir e condenar os culpados; a luta política constante e desgastante, dificultando a identificação de objectivos nacionais; a generalização do consumo de drogas; a perda de uma base de regras comummente aceites - tudo isto se volta contra a democracia e a enfraquece. Em vez de se fortalecer, de se enrijar com o tempo, a democracia vai-se desfazendo, como a madeira corroída pelo caruncho. O regime democrático já não tem nada a que se agarrar para lá do voto - e aí as coisas também não estão bem, pois a abstenção é cada vez maior.
E isto não é um problema dos governos, nem dos défices, nem da austeridade, nem dos cortes de salários e pensões, nem de nada disso. Aliás, a senhora Merkel - educada no Leste - é que tem, ainda assim, posto alguma ordem no convento. Caso contrário, o regabofe seria maior: cada país fazia o que queria, não havia controlo das contas nem de nada, era a rebaldaria completa. Por razões de vária ordem, eu tive uma educação bastante avançada para o seu tempo. Depois de acabar o liceu, tirei o curso superior numa Escola de Belas-Artes onde o ambiente era muito permissivo, recheado de candidatos e candidatas a 'artistas', com todos os sinais exteriores que poderão imaginar-se. Quando ainda estudava, comecei a trabalhar num ateliê de arquitectura (liderado pelo arquitecto Manuel Tainha) onde todos abraçávamos entusiasticamente as correntes modernistas. E depois dirigi durante mais de duas décadas um jornal (o Expresso) onde o ambiente era efervescente. Convivi permanentemente com a modernidade e pratiquei-a, conheci muita gente à frente do seu tempo. Vi e li muito. E, no entanto, se me dissessem que uma cantora com barba ia ganhar um dia o Festival da Eurovisão, eu consideraria isso uma completa impossibilidade. Julgo que muita gente que vai atrás destes fenómenos, que abraça sofregamente o politicamente correcto, não o faz por convicção mas por medo de parecer antiquada, old fashion, bota-de-elástico. Ninguém quer parecer mal. É sempre a história do rei vai nu. Como sucedeu neste caso, a sociedade ocidental pode pôr-se subitamente a representar uma peça de Ionesco pensando que é a própria realidade.
A explosão dos media, do online, das redes sociais, faz-nos viver aceleradamente tempos perigosos. Entrou-se noutra dimensão. Os fenómenos de imitação, por mais absurdos que por vezes se apresentem, alastram como fogo em palha. Embora eu não seja católico, perante esta vitória de uma mulher barbuda num festival organizado pelos canais ditos 'sérios' e emitido em canal aberto no horário nobre das televisões, só me ocorre dizer: "Valha-nos Deus!".

sexta-feira, junho 20, 2014

vamos ao pathé?

Recebi hoje esta preciosidade que me apresso a publicar para vossa satisfação.

Alguém sabe o que era o Pathé na cidade do Porto?
O Pathé era uma sala de espectáculos ao ar livre, situada onde mais tarde vieram a fazer o cinema Batalha. No Pathé passaram os primeiros filmes mudos da cidade. Era o único cinema. As pessoas diziam. Vamos ao Pathé em vez de dizerem vamos ao cinema, nos princípios do séc.XX.
Projecionista dos filmes era o Sr. César. Conhecido pelo Cesinha. Alguém sabe o que era o Pathé-Baby? Não? Era um formato de filme de 9,5 mm. que, ao contrário dos outros formatos (8, 16, 35 ou 70 mm); não tinha os furos para arrasto no lado da película, mas no meio, entre cada duas imagens. Como resultado, o tamanho da imagem era quase igual ao do 16 mm, pois aproveitava toda a largura da película. Tinha a desvantagem de o gancho de arrasto facilmente sair do sítio e estragar a película. Para minimizar isso, alguns projectores tinham dois ganchos de arrasto, que "apanhavam" dois furos sucessivos. O formato estava relativamente vulgarizado, e até havia representantes da marca. No Porto, era em Santa Catarina, não muito longe do Via Catarina, mas do lado oposto.

segunda-feira, junho 16, 2014

a perfeição mágica de darcy oake

Penso já ter referido aqui a extraordinária capacidade ilusória de Darcy Oake. Apesar disso e porque as suas magias são perfeitas, deixo aqui mais uma das suas actuações, agora no Britain's Got Talent.

domingo, junho 15, 2014

força portugal

Força Portugal. Vençam o jogo de amanhã. Se for preciso, desta vez, penso que até os comem...

sábado, junho 14, 2014

muitos até foram à guerra...



Transcrevo o texto que o jornalista e escritor Joaquim Vieira, leu na Antena 1, Mais uma vez sobre os pensionistas e reformados.

«Há um país onde a lei diz que todos são iguais, mas onde há uns menos iguais do que os outros. Estes ajudaram a erguer o país, e muitos até foram à guerra em nome desse mesmo país. Mas agora são gente pacífica, de físico debilitado e cujas vozes não chegam ao céu. Não ameaçam ninguém, não paralisam o trabalho e já não cumprem os padrões de produtividade exigidos. Adoecem mais do que os outros, e são considerados um fardo para a sociedade pelo que custam em tratamentos. Não trabalham para pagar o que gastam, embora já antes tivessem trabalhado para pagar o que recebem. O poder político desse país entende que vivem acima das suas possibilidades e que por isso são uma dor de cabeça. Acha mesmo que seria mais fácil governar se eles não existissem. Conclui assim pela sua inutilidade, que estão a mais, que são descartáveis. Não se importa de lhes dificultar o acesso à saúde, porque é indiferente que morram mais cedo. Talvez seja até preferível, porque morrendo mais cedo ajudam a melhorar o exercício orçamental. Sendo alvos fáceis e dóceis, sem capacidade contestatária e sem instrumentos de pressão, nada custa retirar-lhes direitos e regalias antes julgados vitalícios. Sendo solidários e ajudando os familiares mais carenciados, não recebem em troca a solidariedade dos poderes públicos. Pelo contrário, são os primeiros na linha de fogo, e quando o poder sente alguma aflição financeira é a eles, e muitas vezes só a eles, que começa por retirar as verbas necessárias. Mesmo que a suprema autoridade judicial se interponha, declarando ilegal tal prática, os governantes não se sentem na obrigação de acatar a restrição, antes a contornam e insistem no mesmo. E insistem retirando-lhes ainda mais verbas, e retirando a mais vítimas do que antes tinham feito. Não dizem que aumentam o confisco, mas que estão a recalibrar. Dizem também que não é um imposto, quando tem toda a forma de um imposto – e um imposto agravado. Um imposto que se aplica apenas ao tal grupo, e não a todos os contribuintes do país. Esse grupo são os velhos, e o país, onde não há lugar para velhos, chama-se Portugal. É um país descalibrado, onde manda muita gente sem calibre».

sexta-feira, junho 13, 2014

um fogo diferente

A copa do mundo começou ontem, com uma cerimónia de abertura bastante morna e pouco entusiasmante e com uma vitória fífia do Brasil, em que um árbitro de olhos tortos foi demasiado 'caseiro'. Porque nada me entusiasmou, deixo aqui o fogo de artifício de 2013, japonês como o árbitro, mas mais criativo e diferente.