Uma nova versão com cr´tica acertada num Brasil que não corrige os seus defeitos maiores. Um cantor com garra que parece ter sido «castigdo« pela sua frontalidade crítica.
domingo, agosto 24, 2014
sábado, agosto 23, 2014
quarta-feira, agosto 20, 2014
cleptocracia
Enviaram-me este texto de Jorge Bento que me parece merecer divulgação. Leiam, pensem e actuem.
A nova ditadura: o regime da cleptocracia
O caso do Banco Espírito Santo tem o mérito de pôr completamente a nu o regime que vigora em Portugal. É exatamente igual ao que se apoderou de todo o mundo. A atual versão da democracia chama-se ‘cleptocracia’. A generalidade dos cidadãos tem perfeita consciência e suficiente conhecimento disso, mas está conformada à situação. Prima pela indiferença e pela falta de uma reação que acabe com a vergonha. Estamos mais mortos do que no tempo do Estado Novo. Naquela era estávamos vivos, a tal ponto que obrigávamos os sacripantas a cuidar das aparências. Agora eles não têm essa necessidade. O mal dá-se ao luxo de se apresentar às escâncaras e de se rir, com gargalhadas estridentes e a bandeiras despregadas, na nossa cara. Ou seja, hoje, os cidadãos consentem que o mal ande por aí com total transparência, à vista de quem não se recusar a vê-lo. Vivemos numa ditadura, repito, numa ditadura, que não se rala absolutamente nada por exibir disfarces esfarrapados de democracia. É como se nos tivéssemos habituado a uma comida envenenada, que não mata de uma vez, mas vai-nos matando silenciosa e sorrateiramente por dentro, na nossa dignidade e identidade. Já o disse noutras ocasiões, os intelectuais e os académicos são corresponsáveis pela cleptocracia reinante. São coniventes com esta imundície que lhes chega ao pescoço, sem denotarem repelência pelo ar fétido que exala da cloaca em que tudo isto se tornou. Afinal, nas Business Schools, Faculdades, Escolas e Institutos de economia, de gestão, de marketing e afins ensina-se o quê? A estabelecer negócios sérios ou artimanhas, métodos e procedimentos para incentivar a ‘criar’ negócios e ‘empreendedores’ sujos, desprovidos de escrúpulos e de inibições cívicas? E nas Faculdades de Direito, ensina-se a respeitar a legalidade e a ética ou forjam-se figurões, competências e habilidades para as driblar? E aos comentadores e jornalistas, não lhes causa qualquer inquietude o facto de se prestarem a desempenhar o ‘papel’ de aldrabões e trampolineiros? Com que então o Banco de Portugal tem cumprido bem - e até de modo exemplar! - a função de regulador e disciplinador do sistema bancário? Está-se mesmo a ver, não está?! Como classificar um léxico e uma terminologia (e os seus utentes) que, em vez de esclarecer, servem para instalar a mistificação e confundir o cidadão? Alguém, com um mínimo de inteligência, acredita que se pode ser Presidente do Banco de Portugal ou da CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, sem estar mais ou menos integrado no sistema bancário e no setor financeiro? Poderá chegar a qualquer um dos cargos uma criatura que enfrente a desconfiança ou a oposição dessas confrarias? Sim ou não? Regular e disciplinar o sistema bancário e o mercado financeiro será ir, de vez em quando, à Assembleia da República, fazer declarações, aparentemente condenatórias, mas não impeditivas da prática contumaz de fraudes, umas atrás das outras? Que nome podemos dar a esta democracia do ‘faz de conta’ se não o de cleptocracia, consentida e oleada, de cima a baixo, pelos diferentes poderes? Aplica-se ou não a eles esta passagem - Se gritar: pega ladrão, não fica um, meu irmão!) - de uma conhecida canção brasileira? Sentem os portugueses repugnância e revolta contra este roubo organizado? Não, não dão sinais que apontem nessa direção. Deixaram-se anestesiar, pouco a pouco, para irem morrendo lentamente sem o mínimo sintoma de dor moral. Não têm desculpa, nem podem esperar compreensão ou perdão. Vão legar aos vindouros uma memória de desdoiro e condenação.
Jorge Bento
terça-feira, agosto 19, 2014
16 ilusões em 5 minutos
E tudo se resume a um nome Hans Klok. É ele que justifica todos os outros, mas que sem eles não seria igual. Para quem gosta de ilusões e não se confunde com tal rapidez.
domingo, agosto 17, 2014
sexta-feira, agosto 15, 2014
o kohar em istambul em noite americana
Mais uma grande casa de espectáculos, esta em Istambul - o Mohar. Atente-se na dimensão e no número de músicos e bailarinos
quinta-feira, agosto 14, 2014
o que vale o dinheiro?
Não tenho a certeza de ter já publicado este vídeo que agora vos deixo. Em nove anos de publicação irregular deste blog começa a ser difícil lembrar-me de tudo ou verificar no registo se já foi publicado. Para isso era preciso saber que título lhe terei dado antes. Penso que o vídeo merece que corra o risco de o estar a repetir. Se for caso disso, desculpem.
terça-feira, agosto 12, 2014
perguntas ainda sem resposta
Ouçam as perguntas do deputado PS João Galamba a Carlos Costa, governador do Banco de Portugal e as suas não respostas.
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segunda-feira, agosto 11, 2014
mas que prenda......
Transcrevo o artigo de Nicolau Santos, no Expresso. Vale a pena verificar até onde chegam as negociatas. Apenas um exemplo.
O homem que recebeu um presente de 14 milhões
por
Nicolau Santos
Há cerca de um ano que Ricardo Salgado não devia ser presidente do Banco Espírito Santo. Em meados de 2013, quando se soube que tinha recebido uma comissão de 8,5 milhões de euros de um construtor civil por causa de um qualquer serviço que lhe terá prestado em Angola, nesse mesmo dia o Banco de Portugal deveria tê-lo declarado pessoa não idónea para se manter à frente do banco verde. Era o mínimo. Nos Estados Unidos, uma situação idêntica dá também direito a prisão, compunhos algemados e as televisões a filmarem em direto.
Nenhum banqueiro em exercício pode receber comissões por fora. É das regras, é da deontologia do cargo, é do mais elementar bom senso. Mas Salgado fê-lo e o Banco de Portugal calou-se. Salgado corrigiu três vezes a sua declaração de rendimentos e o Banco de Portugal calou-se. Agora, duas jornalistas do Jornal de Negócios, Maria João Gago e Maria João Babo escrevem um livro sobre a ascensão e queda de Salgado, mostrando, preto no branco, que os 8,5 milhões de euros afinal foram um «presente» de 14 milhões do tal construtor civil (José Guilherme, para os mais distraídos, um homem que não usa telemóvel por ser demasiado «perigoso») e o Banco de Portugal cala-se. O dr. Salgado queria presidir ao Conselho Estratégico e o Banco de Portugal cala-se. O dr. Salgado já não vai presidir ao conselho estratégico mas vai integrá-lo e o Banco de Portugal cala-se. O dr. Salgado continua a dirigir o banco até à assembleia geral de 28 de Julho e o Banco de Portugal cala-se. As bolsas europeias caem, o Banco Popular trava uma emissão de 500 milhões, a Mota-Engil África interrompe um IPO, o Financial Times on line dá manchete ao caso, o principal jornal de economia da CNN abre com o banco verde e o dr. Salgado continua todos os dias a entrar na instituição pela Rua Barata Salgueiro como se o mundo estivesse calmo e sereno.
Há clientes que perderam 25 milhões que tinham aplicados no Banque Privée na Suíça. A Porto Editora também vai levar um rombo grande. E há o caso da Portugal Telecom, que está a ser devastada na sua governação, na fusão com a Oi e nas suas contas, depois de ter aplicado 897 milhões na Rioforte, que nunca mais verá – e o dr. Salgado continua com o seu ar olímpico a governar o banco como se ele não estivesse em chamas.
As ações caíram mais de 17% na quinta-feira, estiveram suspensas há um ror de tempo, os mercados estão em pânico, os investidores e os clientes também, e o dr. Salgado continua a levitar sobre tudo e sobre todos, sem perceber que aquilo que tinha antes – todo o tempo do mundo para resolver os problemas e a confiança de todos para executar essas tarefas – acabou abrupta e definitivamente na semana passada.
Bem pode o dr. Salgado mandar dizer que o banco tem uma almofada de 2,1 mil milhões e que a exposição ao GES é de apenas 1,2 mil milhões. Bem pode dizer que o GES é uma coisa e o BES outra, embora os administradores do banco estivessem todos na administração do grupo. Bem pode culpar o contabilista, a crise, a informática, o dr. Álvaro Sobrinho, os jornais e tutti quanti pela evidente falência em que está o Grupo Espírito Santo e pelos enormes problemas que o BES está a enfrentar. A questão, simples, muito simples, é que o tempo do dr. Salgado acabou. E acabou no dia em que a sua ganância o levou a aceitar um presente de 14 milhões de euros. Ou de 8,5 milhões. Um presente que ele nunca explicou à opinião pública, dizendo sobranceiramente que já tinha explicado tudo a quem de direito. É essa sobranceria que conduziu o grupo e o banco até aqui e que está a colocar em causa o sistema financeiro e a credibilidade da República, que tinha sido conquistada a duras penas dos trabalhadores e dos contribuintes nacionais.
Não, o dr. Salgado não merece ficar nem mais um minuto à frente do banco ou em qualquer dos seus órgãos de gestão. Mostrou não ter os mínimos padrões de ética exigidos para ocupar esses cargos. A ganância matou-o. Ao Banco de Portugal exige-se que remova o cadáver o mais depressa possível do caminho, sob pena de nos afundarmos todos com ele. Ou, mais grave, nos virmos todos a tornar colegas acionistas do dr. Salgado. Livra!
domingo, agosto 10, 2014
exemplos de podridão
O vídeo de hoje podemos tomá-lo como uma parte de uma série sobre aquilo que existe no nosso país e nós gostávamos que não houvesse. Tenham em conta os intervenientes no vídeo e as suas conhecidas posições políticas e profissionais.
sábado, agosto 09, 2014
uma visão a ter em conta
Encontrava-me em Praga quando recebi notícias sobre a criação dos bancos bom e mau; o primeiro chamado de novo, o outro chamado de mau ou péssimo. Regressado começo a abrir o correio acumulado. Entre ele encontrei o vídeo que devo partilhar convosco. Aqui fuca, para todos.
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sábado, julho 26, 2014
a banca de barreiros
A saga começou assim. Aguardamos que Quim Barreiros apresente o novo remake do tio Ricardo de DDT.
sexta-feira, julho 25, 2014
quarta-feira, julho 23, 2014
ainda se lembram?
Presumo que à maioria dos leitores deste blog se possa perguntar - ainda se lembram deste tempo e desta música. Por isso, aqui fica.
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terça-feira, julho 22, 2014
o barbeiro faz-tudo
N~ºao consuegui identificar a belíssima sala onde ocorre o espectáculo de André Rieu, mas isso será o que menos importa. Interessante é a forma como é apresentada esta área do Barbeiro de Sevilha.
quarta-feira, julho 02, 2014
são as crianças. ouvi-as, Senhor
Tudo se passou em 2010, estamos em 2014 e não nos apercebos ainda da mudança. E eram as crianças que vos pediam, Senhor!
Um Milhão de crianças cantam “Change The World” pela Paz no Mundo!. E, no final cantam a frase “Vamos nos unir para mudar o mundo” em vários idiomas - Francês, Espanhol, Chinês,Russo, Árabe, Hebraico, Alemão, Japonês, Tailandês… e até em Português.Reuniram-se no Templo Dhammakaya na Tailândia, para ‘compartilhar boas acções’por um mundo de Paz ..Composição de Howard McCrary, letra do abade de Dhammakaya, arranjo de McCrary Howard e produtor: Chan Ivy
terça-feira, julho 01, 2014
planos de saúde
Não é exactamente assim, mas anda muito perto do que muitos desejariam que já fosse...
segunda-feira, junho 30, 2014
sábado, junho 28, 2014
para que servem as eleições europeias?
Vejam como funciona o Parlamento Europeu. Uma coisa é imaginar e outra é ver e ouvir.
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