quarta-feira, novembro 12, 2014

rastos do tempo

O fim do mundo rural, tal como era e agora finda. Da tristeza do fim, ressaltam e impõem-se os rostos marcados, sofridos, dignos, na sua autenticidade.
 

terça-feira, novembro 11, 2014

juca chaves e jô aos setenta

Repasso uma preciosidade do humor brasileiro. Sem comentários, por desnecessários.

segunda-feira, novembro 10, 2014

a amazónia e a biosfera

Interessante apresentação TED de António Donato Nobre sobre a Amazónia e a biodiversidade. É a inteligência e a fala esclarecida deste professor universitário que nos fala do que alguns de nós sabem superficialmente e nos deixa espantados com a imensa ignorância que afinal temos sobre aquilo que pensávamos conhecer. Não deixem de o ouvir e ver o que vos mostra.


domingo, novembro 09, 2014

ilusão geométrica

Se não se pudesse demonstrar, poucos acreditariam.
 
Todas as 8 bolas demoram o mesmo tempo a percorrer o seu trajecto (2 vezes o diâmetro da círculo exterior) e começam desfasadas da seguinte 1/16 avos desse período de tempo. Fácil de explicar mas menos fácil de imaginar pela primeira vez! As 8 esferas que parecem rodar dentro do círculo desloca-se, sempre e só, no mesmo eixo longitudinal.


sábado, novembro 08, 2014

mistérios da vida

Repasso o que merece ser visto.

sábado, novembro 01, 2014

deviam estar todos presos

Repasso este texto de Nicolau Santos, que questiona o que tem que ser questionado. E, tu deixas?, pergunta Nicolau, no fim do texto. E, tu deixas?, pergunto eu, agora.


 
Deviam estar todos presos

 Até agora considerava-se que, entre todos os bancos portugueses que tiveram problemas, só o BPN era verdadeiramente um caso de polícia. Mas à medida que se conhecem mais pormenores sobre o que se passou nos últimos meses no BES cada vez temos mais a certeza que estamos perante um segundo caso de polícia. Daí a pergunta: porque é que não estão todos presos?
Se não, vejamos. Depois de ter sido proibido pelo Banco de Portugal de continuar a conceder novos créditos ao Grupo Espírito Santo a partir de Janeiro deste ano, o BES continuou a fazê-lo - e, segundo as indicações, fê-lo no montante de 1,2 mil milhões de euros. E das duas uma: ou fê-lo com conhecimento de toda a administração, que sabia da proibição do Banco de Portugal; ou fê-lo por decisão de apenas duas pessoas - Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires.
No primeiro caso, todos deviam estar já presos; no segundo, os dois deviam estar detidos. Para além de desobedecerem ao banco central, lesaram gravemente o património do banco, sabendo conscientemente que o estavam a fazer.
Quanto aos outros membros do conselho de administração, se não foram coniventes, foram pelo menos incompetentes. Tinham responsabilidades em várias áreas de controlo da actividade do banco e ou não deram por nada ou, se deram, não fizeram nada. Por isso, fez muito bem o Banco de Portugal em afastar Joaquim Goes, António Souto e Rui Silveira.
 
Mas e a Tranquilidade? A Tranquilidade que também continuou a investir em empresas do GES este ano sabendo do estado em que se encontravam? O presidente executivo Pedro Brito e Cunha, que é primo de Ricardo Salgado, tomou essas decisões com base em quê? Na relação familiar, como é óbvio. Devia estar detido igualmente.
Lesou gravemente e de forma consciente o património da seguradora. E Rui Leão Martinho, o presidente não executivo da Tranquilidade e ex-presidente do Instituto de Seguros de Portugal, não sabia de nada?
De novo, das duas uma: ou é incompetente ou foi conivente. Em qualquer caso, já se devia ter demitido ou ter sido demitido. Mas a verdade é que o Instituto de Seguros de Portugal parece estar perdido em combate. O presidente José Almaça não tem nada para dizer? Não tem nada para fazer?
 
Já agora, António Souto, que o BdP suspendeu da administração do BES é membro do conselho de administração da Tranquilidade. Vai continuar neste cargo? E Rui Silveira, igualmente afastado da administração do BES, é do conselho fiscal da Tranquilidade. Também se vai manter na seguradora?
 
Por tudo isto se vê o polvo em que se tornou o GES, tendo no seu centro o BES. Nem todos têm as mesmas responsabilidades. Mas há vários dos seus dirigentes que já deviam estar detidos e sem direito a caução pelos danos que estão a causar a muitos dos que neles País confiaram e ao próprio País.
Então, a pergunta é:
 
- Porque é que não estão todos presos?
 
E a resposta, óbvia, só pode ser:
 
- Porque eles são, de facto, os donos disto tudo. Das leis, da Justiça, dos governos, do parlamento. E, por consequência, de todos nós.
 
Não ouviram, na passada terça-feira, na Assembleia da República, a propósito destruição da PT devido ao caso BES – e às opções dos seus gurus – Pedro Passos Coelho dizer que não é nada com ele? Mesmo que o país perca milhões com isso, nacionalizar está fora de questão? Só se podem nacionalizar os prejuízos, não é verdade?!
 
E tu deixas…?

quinta-feira, outubro 09, 2014

primeiro mundo ou fim do mundo?



Talvez mereça um texto filosófico. Talvez exija metafísica e ética. Talvez eu me disponha a voltar ao assunto e a perder  com estas coisas...

COISA DE PRIMEIRO MUNDO
 
«Curiosidade... Agora a moda é, em vez de ser enterrado em um caixão, ou ser cremado, virar diamante após a morte. Ao custo de alguns milhares de euros e graças a uma sofisticada transformação química, uma empresa suíça agora garante ao falecido reservar seu lugar na eternidade sob a forma de um diamante humano. Na Suíça, a empresa Algordanza recebe a cada mês entre 40 e 50 urnas funerárias procedentes de todo o mundo. Seu conteúdo será pacientemente transformado em pedra preciosa. 'Quinhentos gramas de cinzas bastam para fazer um diamante, enquanto o corpo humano deixa uma média de 2,5 a 3 kg depois da cremação', explica Rinaldo Willy, um dos co-fundadores do laboratório onde as máquinas funcionam sem interrupção 24 horas por dia. Ou seja, cada defunto pode gerar uns 5 diamantes, ou mais, dá para distribuir para toda família. Os restos humanos são submetidos a várias etapas de transformação. Primeiro, viram carbono, depois grafite. Em seguida são expostos a temperaturas de 1.700 graus, finalmente se transformam em diamantes artificiais num prazo de quatro a seis semanas. Na natureza, o mesmo processo leva milênios. 'Cada diamante é único. A cor varia do azul escuro até quase branco. É um reflexo da personalidade', comenta Willy. A personalidade pela cor? Que coisa doida! Uma vez obtido, o diamante bruto é polido e talhado na forma desejada pelos familiares do falecido para depois ser usado num anel ou num cordão. Já pensou poder levar seu ente querido, depois da morte, em um colar ou anel? Se perguntarem sobre o falecido você vai poder dizer: 'Ele é uma jóia'. Se roubarem o diamante é que é o problema, você vai ter que gritar: 'Roubaram o defunto, pega ladrão'! O preço desta alma translúcida oscila entre 2.800 e 10.600 euros, segundo o peso da pedra (de 0,25 a um quilate), o que, segundo Willy, vale a pena, já que um enterro completo custa, por exemplo, 12.000 euros na Alemanha. Está vendo, a moda tem tudo para pegar, é até mais barato transformar o defunto em jóia! A indústria do 'diamante humano' está em plena expansão, com empresas instaladas na Espanha, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. A mobilidade da vida moderna é propícia para o setor, explica Willy, que destaca a dificuldade de se deslocar com uma urna funerária ou o melindre provocado por guardar as cinzas de um falecido na própria casa».

quarta-feira, outubro 08, 2014

tecnologias...

Divirta-se um pouco. Ria, enquanto o pode fazer...-


quinta-feira, outubro 02, 2014

como era diferente o carnaval no rio

Como era diferente o Carnaval no Rio de Janeiro em 1954. Descubram as diferenças. Como escreveu a mão amiga que mo enviou -
 
 «O mais interessante: todo mundo era magro. Só aparece uma gordinha em todo o filme. Todo mundo comia arroz , feijão, batata, ovo e outros alimentos naturais... Deem uma pausa na chegada de Getulio Vargas e poderão observar seu guarda costas pessoal - Gregorio Fortunato (de chapéu Panamá) - que veio a ser responsabilizado pelo atentado a Carlos Lacerda desencadeando o suicídio de Getulio, mergulhado no 'Mar de Lama", em 24 de agosto, desse mesmo ano. Vocês não verão ninguém "pelado". E o lança perfume? Era liberado. Os desfiles com carros alegóricos eram apresentados pelas chamadas "Grandes Sociedades" que eram agremiações que desfilavam na 3a. feira. Não havia violência e o povão se divertia sem gastar dinheiro. O baile do Municipal e do Copacabana Palace era a rigor. Os homens pulavam de smoking e summer. E as escolas de samba ainda estavam na pré-história do carnaval. Observem a precariedade das armações»,


 bonecos e alegorias.

terça-feira, setembro 30, 2014

recordar o fantasma .. da ópera

Quem viu, pode recordar. Quem não viu, vai gostar, com certeza. Andrew Lloyd Webber, autor deste e outros musicais assiste. O nome dos cantores pode ler-se no vídeo.

segunda-feira, setembro 29, 2014

uma delícia

Uma menina de nove anos, Amira Willighagen, canta 'o mio bambino caro' no Factor X, na Holanda. Conservem-na, mas poupem-lhe a voz, antes que se estrague.


sábado, setembro 27, 2014

salut salon

Aqui fica o Quarteto Salut Salon de Hamburgo. Começou como um dueto constituído por Angelika Bachmann e Iris Siegfried, A elas juntaram-se em 2008, a pianista Anne-Monika von Twardowski e a violoncelista Sonja Lena Schmid . Pode dizer-se que são a versão feminina do Mozart Group, da Polónia. Eles têm muito humor, imagimação e técnica. Elas têm tudo isso e mais alguma coisa.


quarta-feira, setembro 24, 2014

a ribeira das naus

Lisboa está diferente. Mais virada ao rio, ao ar livre. E mais europeia, se esta afirmação não soar contraditória. A Ribeira das Naus, finalmente.

segunda-feira, setembro 22, 2014

vale ouro e é ecológica

As informações que aqui deixo não são minhas, mas penso serem seguras. Nem tudo que luz é ouro, mas há sempre um princípio.

  Parece uma coisa do arco da velha mas não é. Trata-se de usar a conhecidíssima técnica da pirólise. Implica a separação prévia do PVC, o que torna o processo menos atraente do que aquilo que nos mostram. Mas é, de facto, auto-sustentável, ou seja, produz mais energia do que aquela que absorve. Sim, porque a energia para aquecer os plásticos tem que ser descontada naquela que é produzida no final. Quem tiver curiosidade para estas coisas e quiser saber um pouco mais pode pesquisar em PIRÓLISE e PIRÓLISE LIXO e vai fartar-se de ler sobre isto. Recomendação final: SE COMPRAREM UMA MÁQUINA DAQUELAS NÃO DEITEM O PRODUCTO OBTIDO NO DEPÓSITO DO VOSSO CARRO! (HÁ UM LONGO CAMINHO A PERCORRER ENTRE UMA COISA E A OUTRA!)
 

domingo, setembro 21, 2014

camelo ou corda grossa, tanto faz



Já publicada há algum tempo esta crónica de Ricardo Araújo Pereira na Visão, continua actual e eficaz. Aqui a deixo para quem não teve o prazer de a ter lido quando foi publicada.

De acordo com Jesus Cristo, é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus. Quem já tentou fazer um camelo passar pelo buraco de uma agulha tem a noção exacta da dificuldade da tarefa, sobretudo se usou o mesmo método que se aplica às linhas, e que consiste em humedecer-lhes a ponta. Humedecer a cabeça de um camelo exige alguma coragem, muita salivação e um bom elixir oral. Cirilo de Alexandria acreditava que as palavras do Messias tinham sido mal reproduzidas. Em grego, o vocábulo que designa camelo (kamelos) é muito parecido com o que designa corda (kamilos), e quem registou as declarações do Senhor pode ter feito confusão (já se sabe como são os jornalistas). Uma vez que uma corda também não passa facilmente pelo buraco de uma agulha, os ricos foram forçados a engendrar uma estratégia para entrar no reino dos céus, a saber: não possuir quaisquer bens em seu nome. O rico moderno tem menos bens em seu nome do que São Francisco de Assis. A questão, portanto, não é tanto a de saber para onde vão os ricos quando desaparecem. O que deve ocupar os teólogos é descobrir para onde vão os euros quando desaparecem. Nunca me desapareceu um rico, mas desaparecem-me euros todos os dias. Sobretudo, é difícil responder às questões que as crianças nos colocam a este respeito. "Papá, o dinheiro que tinhas no chamado banco mau para onde foi?" "Onde estão as poupanças que o avô foi convencido a investir nas empresas do grupo BES?" "O meu dinheiro também vai desaparecer?" São inquietações para as quais não temos resposta clara. Dizemos apenas que não sabemos onde o dinheiro está. "Mas o Cavaco não tinha dito que os portugueses podiam confiar no BES, papá?" Não convém deixar as crianças assistir aos noticiários. É muito cedo para elas aprenderem a lidar com a perda. Mais tarde poderemos dizer-lhes que o desaparecimento do dinheiro é uma parte da nossa vida financeira, e que o máximo que podemos fazer é protege-lo de uns gatunos entregando-o a outros. Mas, para já, teremos de esperar que a ciência seja capaz de determinar claramente para onde vai o dinheiro que desaparece. Com a justiça, aparentemente, não contamos. Entretanto, teremos de contar às crianças as mentiras piedosas do costume. Que o dinheiro desapareceu mas vive agora num banco muito bonito, com inúmeras outras notas. Que tem uma vida de grandes investimentos que nós não lhe podíamos proporcionar. Enfim, que está no paraíso. No paraíso fiscal, evidentemente.

sábado, setembro 20, 2014

ginástica, coreografia e beleza

Um espectacular número de ginástica e dança, exibido na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos para jovens - 2014, na China. Esta exibição contava com 500 jovens e as imagens caleidoscópicas que nos mostram são de espantosa beleza.


quarta-feira, setembro 17, 2014

de luva branca...

Curta, inteligente e eficaz lição.

domingo, setembro 14, 2014

uma ideia interessante

Nem sempre a publicidade é chata e pouco criativa. O que pensam desta?


sábado, setembro 13, 2014

ouçam quem sabe do que fala

Pacheco Pereira no seu melhor, tal como ele é - esclarecido, culto, inteligente e claro.


quarta-feira, setembro 10, 2014

pedro jóia trio

Provavelmente nunca os ouviu. Acredite que vai gostar e se vai pergintar porque não têm a difusão devida.