sábado, novembro 22, 2014

eduardo galeano e os indignados

Embora seja uma entrevista antiga, de Maio de 2011, parece-me mais que justificado continuar a considerá-la actual e a não perder.
Eduardo Galeano é o intelectual respeitado, lúcido,  esclarecido e lutador a que nos habituou e aqui o confirma, na entrevista dada ao programa Singulars, de TV3, de Barcelona.

sexta-feira, novembro 21, 2014

animusic

Há máquinas para tudo. Mas nada se assemelha às que não dispensam a presença do homem. O autómato garante-nos a repetição correcta e igual a todas. O homem, nada nos garante, mas vai do bom ao irrepetível. Eu prefiro estes.

quinta-feira, novembro 20, 2014

segunda-feira, novembro 17, 2014

sopa dos pobres

Já se passaram largos meses e parece que foi ontem.

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domingo, novembro 16, 2014

juanito

Embora tenha perdido actualidade, não perdeu a graça do chiste espanhol. No tempo próprio esteve indisponível e agora já se pode ver. Por isso, aqui o deixo.


sábado, novembro 15, 2014

o último dia de pompeia ac

A reconstituição possível da destruição de Pompeia, arrasada pelo Vesúvio e contada por Plínio o Moço, segundo a tecnologia actual. Não passa de uma ideia do que terá sido, mas mesmo assim vale a pena ver e imaginar.


sexta-feira, novembro 14, 2014

uma maravilha

Alisa Sadikova, 9 anos, no Conservatório de S. Petersburgo


quarta-feira, novembro 12, 2014

rastos do tempo

O fim do mundo rural, tal como era e agora finda. Da tristeza do fim, ressaltam e impõem-se os rostos marcados, sofridos, dignos, na sua autenticidade.
 

terça-feira, novembro 11, 2014

juca chaves e jô aos setenta

Repasso uma preciosidade do humor brasileiro. Sem comentários, por desnecessários.

segunda-feira, novembro 10, 2014

a amazónia e a biosfera

Interessante apresentação TED de António Donato Nobre sobre a Amazónia e a biodiversidade. É a inteligência e a fala esclarecida deste professor universitário que nos fala do que alguns de nós sabem superficialmente e nos deixa espantados com a imensa ignorância que afinal temos sobre aquilo que pensávamos conhecer. Não deixem de o ouvir e ver o que vos mostra.


domingo, novembro 09, 2014

ilusão geométrica

Se não se pudesse demonstrar, poucos acreditariam.
 
Todas as 8 bolas demoram o mesmo tempo a percorrer o seu trajecto (2 vezes o diâmetro da círculo exterior) e começam desfasadas da seguinte 1/16 avos desse período de tempo. Fácil de explicar mas menos fácil de imaginar pela primeira vez! As 8 esferas que parecem rodar dentro do círculo desloca-se, sempre e só, no mesmo eixo longitudinal.


sábado, novembro 08, 2014

mistérios da vida

Repasso o que merece ser visto.

sábado, novembro 01, 2014

deviam estar todos presos

Repasso este texto de Nicolau Santos, que questiona o que tem que ser questionado. E, tu deixas?, pergunta Nicolau, no fim do texto. E, tu deixas?, pergunto eu, agora.


 
Deviam estar todos presos

 Até agora considerava-se que, entre todos os bancos portugueses que tiveram problemas, só o BPN era verdadeiramente um caso de polícia. Mas à medida que se conhecem mais pormenores sobre o que se passou nos últimos meses no BES cada vez temos mais a certeza que estamos perante um segundo caso de polícia. Daí a pergunta: porque é que não estão todos presos?
Se não, vejamos. Depois de ter sido proibido pelo Banco de Portugal de continuar a conceder novos créditos ao Grupo Espírito Santo a partir de Janeiro deste ano, o BES continuou a fazê-lo - e, segundo as indicações, fê-lo no montante de 1,2 mil milhões de euros. E das duas uma: ou fê-lo com conhecimento de toda a administração, que sabia da proibição do Banco de Portugal; ou fê-lo por decisão de apenas duas pessoas - Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires.
No primeiro caso, todos deviam estar já presos; no segundo, os dois deviam estar detidos. Para além de desobedecerem ao banco central, lesaram gravemente o património do banco, sabendo conscientemente que o estavam a fazer.
Quanto aos outros membros do conselho de administração, se não foram coniventes, foram pelo menos incompetentes. Tinham responsabilidades em várias áreas de controlo da actividade do banco e ou não deram por nada ou, se deram, não fizeram nada. Por isso, fez muito bem o Banco de Portugal em afastar Joaquim Goes, António Souto e Rui Silveira.
 
Mas e a Tranquilidade? A Tranquilidade que também continuou a investir em empresas do GES este ano sabendo do estado em que se encontravam? O presidente executivo Pedro Brito e Cunha, que é primo de Ricardo Salgado, tomou essas decisões com base em quê? Na relação familiar, como é óbvio. Devia estar detido igualmente.
Lesou gravemente e de forma consciente o património da seguradora. E Rui Leão Martinho, o presidente não executivo da Tranquilidade e ex-presidente do Instituto de Seguros de Portugal, não sabia de nada?
De novo, das duas uma: ou é incompetente ou foi conivente. Em qualquer caso, já se devia ter demitido ou ter sido demitido. Mas a verdade é que o Instituto de Seguros de Portugal parece estar perdido em combate. O presidente José Almaça não tem nada para dizer? Não tem nada para fazer?
 
Já agora, António Souto, que o BdP suspendeu da administração do BES é membro do conselho de administração da Tranquilidade. Vai continuar neste cargo? E Rui Silveira, igualmente afastado da administração do BES, é do conselho fiscal da Tranquilidade. Também se vai manter na seguradora?
 
Por tudo isto se vê o polvo em que se tornou o GES, tendo no seu centro o BES. Nem todos têm as mesmas responsabilidades. Mas há vários dos seus dirigentes que já deviam estar detidos e sem direito a caução pelos danos que estão a causar a muitos dos que neles País confiaram e ao próprio País.
Então, a pergunta é:
 
- Porque é que não estão todos presos?
 
E a resposta, óbvia, só pode ser:
 
- Porque eles são, de facto, os donos disto tudo. Das leis, da Justiça, dos governos, do parlamento. E, por consequência, de todos nós.
 
Não ouviram, na passada terça-feira, na Assembleia da República, a propósito destruição da PT devido ao caso BES – e às opções dos seus gurus – Pedro Passos Coelho dizer que não é nada com ele? Mesmo que o país perca milhões com isso, nacionalizar está fora de questão? Só se podem nacionalizar os prejuízos, não é verdade?!
 
E tu deixas…?

quinta-feira, outubro 09, 2014

primeiro mundo ou fim do mundo?



Talvez mereça um texto filosófico. Talvez exija metafísica e ética. Talvez eu me disponha a voltar ao assunto e a perder  com estas coisas...

COISA DE PRIMEIRO MUNDO
 
«Curiosidade... Agora a moda é, em vez de ser enterrado em um caixão, ou ser cremado, virar diamante após a morte. Ao custo de alguns milhares de euros e graças a uma sofisticada transformação química, uma empresa suíça agora garante ao falecido reservar seu lugar na eternidade sob a forma de um diamante humano. Na Suíça, a empresa Algordanza recebe a cada mês entre 40 e 50 urnas funerárias procedentes de todo o mundo. Seu conteúdo será pacientemente transformado em pedra preciosa. 'Quinhentos gramas de cinzas bastam para fazer um diamante, enquanto o corpo humano deixa uma média de 2,5 a 3 kg depois da cremação', explica Rinaldo Willy, um dos co-fundadores do laboratório onde as máquinas funcionam sem interrupção 24 horas por dia. Ou seja, cada defunto pode gerar uns 5 diamantes, ou mais, dá para distribuir para toda família. Os restos humanos são submetidos a várias etapas de transformação. Primeiro, viram carbono, depois grafite. Em seguida são expostos a temperaturas de 1.700 graus, finalmente se transformam em diamantes artificiais num prazo de quatro a seis semanas. Na natureza, o mesmo processo leva milênios. 'Cada diamante é único. A cor varia do azul escuro até quase branco. É um reflexo da personalidade', comenta Willy. A personalidade pela cor? Que coisa doida! Uma vez obtido, o diamante bruto é polido e talhado na forma desejada pelos familiares do falecido para depois ser usado num anel ou num cordão. Já pensou poder levar seu ente querido, depois da morte, em um colar ou anel? Se perguntarem sobre o falecido você vai poder dizer: 'Ele é uma jóia'. Se roubarem o diamante é que é o problema, você vai ter que gritar: 'Roubaram o defunto, pega ladrão'! O preço desta alma translúcida oscila entre 2.800 e 10.600 euros, segundo o peso da pedra (de 0,25 a um quilate), o que, segundo Willy, vale a pena, já que um enterro completo custa, por exemplo, 12.000 euros na Alemanha. Está vendo, a moda tem tudo para pegar, é até mais barato transformar o defunto em jóia! A indústria do 'diamante humano' está em plena expansão, com empresas instaladas na Espanha, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. A mobilidade da vida moderna é propícia para o setor, explica Willy, que destaca a dificuldade de se deslocar com uma urna funerária ou o melindre provocado por guardar as cinzas de um falecido na própria casa».

quarta-feira, outubro 08, 2014

tecnologias...

Divirta-se um pouco. Ria, enquanto o pode fazer...-


quinta-feira, outubro 02, 2014

como era diferente o carnaval no rio

Como era diferente o Carnaval no Rio de Janeiro em 1954. Descubram as diferenças. Como escreveu a mão amiga que mo enviou -
 
 «O mais interessante: todo mundo era magro. Só aparece uma gordinha em todo o filme. Todo mundo comia arroz , feijão, batata, ovo e outros alimentos naturais... Deem uma pausa na chegada de Getulio Vargas e poderão observar seu guarda costas pessoal - Gregorio Fortunato (de chapéu Panamá) - que veio a ser responsabilizado pelo atentado a Carlos Lacerda desencadeando o suicídio de Getulio, mergulhado no 'Mar de Lama", em 24 de agosto, desse mesmo ano. Vocês não verão ninguém "pelado". E o lança perfume? Era liberado. Os desfiles com carros alegóricos eram apresentados pelas chamadas "Grandes Sociedades" que eram agremiações que desfilavam na 3a. feira. Não havia violência e o povão se divertia sem gastar dinheiro. O baile do Municipal e do Copacabana Palace era a rigor. Os homens pulavam de smoking e summer. E as escolas de samba ainda estavam na pré-história do carnaval. Observem a precariedade das armações»,


 bonecos e alegorias.

terça-feira, setembro 30, 2014

recordar o fantasma .. da ópera

Quem viu, pode recordar. Quem não viu, vai gostar, com certeza. Andrew Lloyd Webber, autor deste e outros musicais assiste. O nome dos cantores pode ler-se no vídeo.

segunda-feira, setembro 29, 2014

uma delícia

Uma menina de nove anos, Amira Willighagen, canta 'o mio bambino caro' no Factor X, na Holanda. Conservem-na, mas poupem-lhe a voz, antes que se estrague.


sábado, setembro 27, 2014

salut salon

Aqui fica o Quarteto Salut Salon de Hamburgo. Começou como um dueto constituído por Angelika Bachmann e Iris Siegfried, A elas juntaram-se em 2008, a pianista Anne-Monika von Twardowski e a violoncelista Sonja Lena Schmid . Pode dizer-se que são a versão feminina do Mozart Group, da Polónia. Eles têm muito humor, imagimação e técnica. Elas têm tudo isso e mais alguma coisa.


quarta-feira, setembro 24, 2014

a ribeira das naus

Lisboa está diferente. Mais virada ao rio, ao ar livre. E mais europeia, se esta afirmação não soar contraditória. A Ribeira das Naus, finalmente.

segunda-feira, setembro 22, 2014

vale ouro e é ecológica

As informações que aqui deixo não são minhas, mas penso serem seguras. Nem tudo que luz é ouro, mas há sempre um princípio.

  Parece uma coisa do arco da velha mas não é. Trata-se de usar a conhecidíssima técnica da pirólise. Implica a separação prévia do PVC, o que torna o processo menos atraente do que aquilo que nos mostram. Mas é, de facto, auto-sustentável, ou seja, produz mais energia do que aquela que absorve. Sim, porque a energia para aquecer os plásticos tem que ser descontada naquela que é produzida no final. Quem tiver curiosidade para estas coisas e quiser saber um pouco mais pode pesquisar em PIRÓLISE e PIRÓLISE LIXO e vai fartar-se de ler sobre isto. Recomendação final: SE COMPRAREM UMA MÁQUINA DAQUELAS NÃO DEITEM O PRODUCTO OBTIDO NO DEPÓSITO DO VOSSO CARRO! (HÁ UM LONGO CAMINHO A PERCORRER ENTRE UMA COISA E A OUTRA!)
 

domingo, setembro 21, 2014

camelo ou corda grossa, tanto faz



Já publicada há algum tempo esta crónica de Ricardo Araújo Pereira na Visão, continua actual e eficaz. Aqui a deixo para quem não teve o prazer de a ter lido quando foi publicada.

De acordo com Jesus Cristo, é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus. Quem já tentou fazer um camelo passar pelo buraco de uma agulha tem a noção exacta da dificuldade da tarefa, sobretudo se usou o mesmo método que se aplica às linhas, e que consiste em humedecer-lhes a ponta. Humedecer a cabeça de um camelo exige alguma coragem, muita salivação e um bom elixir oral. Cirilo de Alexandria acreditava que as palavras do Messias tinham sido mal reproduzidas. Em grego, o vocábulo que designa camelo (kamelos) é muito parecido com o que designa corda (kamilos), e quem registou as declarações do Senhor pode ter feito confusão (já se sabe como são os jornalistas). Uma vez que uma corda também não passa facilmente pelo buraco de uma agulha, os ricos foram forçados a engendrar uma estratégia para entrar no reino dos céus, a saber: não possuir quaisquer bens em seu nome. O rico moderno tem menos bens em seu nome do que São Francisco de Assis. A questão, portanto, não é tanto a de saber para onde vão os ricos quando desaparecem. O que deve ocupar os teólogos é descobrir para onde vão os euros quando desaparecem. Nunca me desapareceu um rico, mas desaparecem-me euros todos os dias. Sobretudo, é difícil responder às questões que as crianças nos colocam a este respeito. "Papá, o dinheiro que tinhas no chamado banco mau para onde foi?" "Onde estão as poupanças que o avô foi convencido a investir nas empresas do grupo BES?" "O meu dinheiro também vai desaparecer?" São inquietações para as quais não temos resposta clara. Dizemos apenas que não sabemos onde o dinheiro está. "Mas o Cavaco não tinha dito que os portugueses podiam confiar no BES, papá?" Não convém deixar as crianças assistir aos noticiários. É muito cedo para elas aprenderem a lidar com a perda. Mais tarde poderemos dizer-lhes que o desaparecimento do dinheiro é uma parte da nossa vida financeira, e que o máximo que podemos fazer é protege-lo de uns gatunos entregando-o a outros. Mas, para já, teremos de esperar que a ciência seja capaz de determinar claramente para onde vai o dinheiro que desaparece. Com a justiça, aparentemente, não contamos. Entretanto, teremos de contar às crianças as mentiras piedosas do costume. Que o dinheiro desapareceu mas vive agora num banco muito bonito, com inúmeras outras notas. Que tem uma vida de grandes investimentos que nós não lhe podíamos proporcionar. Enfim, que está no paraíso. No paraíso fiscal, evidentemente.

sábado, setembro 20, 2014

ginástica, coreografia e beleza

Um espectacular número de ginástica e dança, exibido na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos para jovens - 2014, na China. Esta exibição contava com 500 jovens e as imagens caleidoscópicas que nos mostram são de espantosa beleza.


quarta-feira, setembro 17, 2014

de luva branca...

Curta, inteligente e eficaz lição.

domingo, setembro 14, 2014

uma ideia interessante

Nem sempre a publicidade é chata e pouco criativa. O que pensam desta?


sábado, setembro 13, 2014

ouçam quem sabe do que fala

Pacheco Pereira no seu melhor, tal como ele é - esclarecido, culto, inteligente e claro.


quarta-feira, setembro 10, 2014

pedro jóia trio

Provavelmente nunca os ouviu. Acredite que vai gostar e se vai pergintar porque não têm a difusão devida.

domingo, setembro 07, 2014

brindisi em som africano

Desconheço o nome dos cantores, mas garanto a qualidade. Uma belíssima interpretação da área Brindisi, da Traviata, do grande Verdi.


sexta-feira, setembro 05, 2014

vida de faroleiro

Há coisas que não necessitam de explicação. Basta ver. Esta é uma delas.

quinta-feira, setembro 04, 2014

uma recordação inesquecível

Onde se misturam tempos, lugares, músicas, experiências inesquecíveis. Era com a música de Sidney Bechet que abriam e fechavam os meus programas de 'Poesia, Música e Teatro - Trilogia Necessária' no Emissor Regional de Cabinda, da Emissora Nacional, durante os dez meses em que terminei a minha comissão militar como cirurgião e director de serviço, depois dos 41 meses passados na cidade do Luso, centro da guerra e das suas desgraças. O que tem isto a ver com Paris? Eu sei.


segunda-feira, setembro 01, 2014

uma cidade chamada porto

Por mais que goste dela, nunca a viu assim.


domingo, agosto 31, 2014

qualquer dia dormem connosco

Parece que a EDP se prepara para instalar estes contadores 'inteligentes'. Para já fica este aviso à
navegação.
 

sábado, agosto 30, 2014

o quarteto mais antigo do mundo

É bom quando se envelhece assim. Quando aos 93 anos ainda se consegue cantar a duas vozes..

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sexta-feira, agosto 29, 2014

em defesa da língua


Segundo o Jornal Público o Jornal de Angola volta a criticar Portugal por causa da Guiné Equatorial. É a segunda vez em três dias que o editorial daquela publicação fala contra Portugal. Vejamos o que ali se diz.


« O Jornal de Angola volta esta quinta-feira a criticar Portugal, pela segunda vez em três dias, e novamente sobre a Guiné Equatorial, acusando os portugueses de darem "lições de democracia" quando no país "há crianças a morrer de fome". Em causa está a adesão da Guiné Equatorial, antiga colónia espanhola em África, à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), concretizada quarta-feira na Cimeira de Díli, em Timor-Leste, apesar das dúvidas lançadas a partir de Portugal. "Os portugueses têm um grande orgulho na expansão marítima da qual resultou o seu império. Mas agora há países e povos que guardam a memória desse passado comum e querem pertencer à CPLP. Alguns renegam esse passado e opõem-se ao alargamento da organização. São demasiado pequenos para a grandeza da Língua Portuguesa", afirma o editorial. No texto, intitulado "A grandeza da língua", o diário estatal recorda que parte do território da Guiné Equatorial "já foi colónia portuguesa" e que a ilha de Fernando Pó [actual Bioko] recebeu o nome do navegador português, o mesmo acontecendo com a ilha de Ano-Bom. "Mas na pequena ilha [Ano-Bom] está um tesouro da lusofonia: fala-se crioulo [fá d'ambô] que tem por base o português arcaico e que chegou quase incólume aos nossos dias", diz o jornal. Afirma que "está provado" que aquelas ilhas "foram povoadas por escravos angolanos" e que Angola pretende "ir lá render homenagem" aos antepassados. "Agora que Fernando Pó e Ano-Bom fazem parte da CPLP, mais facilmente podemos cumprir esse dever. Mas sem a companhia das elites estrábicas, que nem sequer foram capazes de defender a dulcíssima língua portuguesa do acordo ortográfico", lê-se. Sobre as dúvidas em torno da adesão da Guiné Equatorial, o Jornal de Angola já tinha criticado Portugal no editorial de terça-feira, o mesmo dia em que o vice-primeiro-ministro Paulo Portas foi recebido em Luanda pelo Presidente angolano José Eduardo dos Santos. Hoje é a vez de o ministro da Economia, António Pires de Lima, visitar a capital angolana. "Os angolanos querem saber mais sobre a língua portuguesa. (...) Os portugueses deviam ter o mesmo interesse, mas pelos vistos só estão interessados em dar lições de democracia, quando dentro das suas portas há crianças a morrer de fome", diz o editorial. O matutino volta a referir-se às "elites portuguesas ignorantes e corruptas", afirmando que com a introdução do português como língua oficial no país "esse argumento deixou de valer". Num dos artigos mais críticos de Portugal dos últimos meses, aquele jornal diz que "em Lisboa surgiram numerosas vozes contra a adesão" mas que "nunca chegarão aos céus", provenientes de "políticos e líderes de opinião". "O que revela uma contradição insanável eivada de ignorância e uma tendência inquietante para criar um apartheid nas relações internacionais", escreve o matutino. Diz, por isso, que não se "compreende" a "soberba" com que "[em Portugal] tratam a Guiné Equatorial e o Presidente Obiang". O jornal classifica o tema da pena de morte, invocado por Lisboa, como "muito débil", tendo em conta que os Estados Unidos "executam todos os dias condenados à pena capital" e que "nem por isso os porta-vozes dessas elites querem expulsar o seu aliado da OTAN [NATO]". "Pelo contrário, quando Washington anunciou que ia sair da ilha Terceira [Açores] por já não ter interesse na Base das Lajes, todos se puseram de joelhos, implorando que a base aérea continue", crítica, em editorial, o Jornal de Angola».

terça-feira, agosto 26, 2014

a d.joão IV o que é de d. joão IV

Quando vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar
 
ADESTE FIDELES, HINO PORTUGUÊS, MAGNÍFICA OBRA D'EL REI DOM JOÃO IV
  (Para que ninguém alegue desconhecimento de causa. Pois a ignorância até pode ser pecado! )
 
ADESTE FIDELIS - Hino Português tocado em todo o mundo no Natal. "Adeste Fideles" é o título do chamado Hino Português, escrito pelo Rei D. João IV de Portugal. Foram achados dois manuscritos desta obra, datados de 1640, no seu palácio de Vila Viçosa. Muitos outros alegam a autoria desse hino, a John F. Wade, que não poderia ter composto a obra, já que o seu manuscrito data de 1743. O mais provável é que Wade tenha traduzido o Hino Português, como era chamado em Londres na época e ficado com os louros. D. João IV de Portugal, “O Rei Músico” nascido em 1604 foi um mecenas da música e das artes, assim como um sofisticado autor. Foi também compositor e, durante o seu reinado, possuiu uma das maiores bibliotecas do mundo. A primeira parte da sua obra musical foi publicada em 1649. Fundou uma escola de música em Vila Viçosa de onde saíam músicos para Espanha e Itália e foi aí, no seu palácio, que se acharam dois manuscritos desta obra. Esses escritos (1640) são anteriores à versão de 1760 feita por Wade. De entre os seus escritos podemos encontrar “Defesa da Música Moderna (Lisboa, 1649) ano em que o Rei D. João IV lutou contra o Vaticano para conseguir a aprovação da música instrumental nas igrejas. Uma outra famosa composição sua é 'Crux fidelis', um trabalho que permanece popular nos serviços eclesiásticos.
Carlos Madureira, enviado por Fernando Pizarro Bravo. 
 
 

domingo, agosto 24, 2014

tom e jobim revisitados

Uma nova versão com cr´tica acertada num Brasil que não corrige os seus defeitos maiores. Um cantor com garra que parece ter sido «castigdo« pela sua frontalidade crítica.

sábado, agosto 23, 2014

no meio da desgraça, alguma graça

Uma nova D. Inércia num sketch rápido e com alguma graça.

quarta-feira, agosto 20, 2014

cleptocracia



Enviaram-me este texto de Jorge Bento que me parece merecer divulgação. Leiam, pensem e actuem.
     
             A nova ditadura: o regime da cleptocracia
 
O caso do Banco Espírito Santo tem o mérito de pôr completamente a nu o regime que vigora em Portugal. É exatamente igual ao que se apoderou de todo o mundo. A atual versão da democracia chama-se ‘cleptocracia’. A generalidade dos cidadãos tem perfeita consciência e suficiente conhecimento disso, mas está conformada à situação. Prima pela indiferença e pela falta de uma reação que acabe com a vergonha. Estamos mais mortos do que no tempo do Estado Novo. Naquela era estávamos vivos, a tal ponto que obrigávamos os sacripantas a cuidar das aparências. Agora eles não têm essa necessidade. O mal dá-se ao luxo de se apresentar às escâncaras e de se rir, com gargalhadas estridentes e a bandeiras despregadas, na nossa cara. Ou seja, hoje, os cidadãos consentem que o mal ande por aí com total transparência, à vista de quem não se recusar a vê-lo. Vivemos numa ditadura, repito, numa ditadura, que não se rala absolutamente nada por exibir disfarces esfarrapados de democracia. É como se nos tivéssemos habituado a uma comida envenenada, que não mata de uma vez, mas vai-nos matando silenciosa e sorrateiramente por dentro, na nossa dignidade e identidade. Já o disse noutras ocasiões, os intelectuais e os académicos são corresponsáveis pela cleptocracia reinante. São coniventes com esta imundície que lhes chega ao pescoço, sem denotarem repelência pelo ar fétido que exala da cloaca em que tudo isto se tornou. Afinal, nas Business Schools, Faculdades, Escolas e Institutos de economia, de gestão, de marketing e afins ensina-se o quê? A estabelecer negócios sérios ou artimanhas, métodos e procedimentos para incentivar a ‘criar’ negócios e ‘empreendedores’ sujos, desprovidos de escrúpulos e de inibições cívicas? E nas Faculdades de Direito, ensina-se a respeitar a legalidade e a ética ou forjam-se figurões, competências e habilidades para as driblar? E aos comentadores e jornalistas, não lhes causa qualquer inquietude o facto de se prestarem a desempenhar o ‘papel’ de aldrabões e trampolineiros? Com que então o Banco de Portugal tem cumprido bem - e até de modo exemplar! - a função de regulador e disciplinador do sistema bancário? Está-se mesmo a ver, não está?! Como classificar um léxico e uma terminologia (e os seus utentes) que, em vez de esclarecer, servem para instalar a mistificação e confundir o cidadão? Alguém, com um mínimo de inteligência, acredita que se pode ser Presidente do Banco de Portugal ou da CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, sem estar mais ou menos integrado no sistema bancário e no setor financeiro? Poderá chegar a qualquer um dos cargos uma criatura que enfrente a desconfiança ou a oposição dessas confrarias? Sim ou não? Regular e disciplinar o sistema bancário e o mercado financeiro será ir, de vez em quando, à Assembleia da República, fazer declarações, aparentemente condenatórias, mas não impeditivas da prática contumaz de fraudes, umas atrás das outras? Que nome podemos dar a esta democracia do ‘faz de conta’ se não o de cleptocracia, consentida e oleada, de cima a baixo, pelos diferentes poderes? Aplica-se ou não a eles esta passagem - Se gritar: pega ladrão, não fica um, meu irmão!) - de uma conhecida canção brasileira? Sentem os portugueses repugnância e revolta contra este roubo organizado? Não, não dão sinais que apontem nessa direção. Deixaram-se anestesiar, pouco a pouco, para irem morrendo lentamente sem o mínimo sintoma de dor moral. Não têm desculpa, nem podem esperar compreensão ou perdão. Vão legar aos vindouros uma memória de desdoiro e condenação.
    Jorge Bento
 

terça-feira, agosto 19, 2014

16 ilusões em 5 minutos

E tudo se resume a um nome Hans Klok. É ele que justifica todos os outros, mas que sem eles não seria igual. Para quem gosta de ilusões e não se confunde com tal rapidez.

domingo, agosto 17, 2014

velhos tempos, belos dias

Lamechas q.b., mas tocante de qualquer modo.


sexta-feira, agosto 15, 2014

o kohar em istambul em noite americana

Mais uma grande casa de espectáculos, esta em Istambul - o Mohar. Atente-se na dimensão e no número de músicos e bailarinos


fala do banco bom?

Sem comentários. Basta ouvir e sorrir...

quinta-feira, agosto 14, 2014

o que vale o dinheiro?

Não tenho a certeza de ter já publicado este vídeo que agora vos deixo. Em nove anos de publicação irregular deste blog começa a ser difícil lembrar-me de tudo ou verificar no registo se já foi publicado. Para isso era preciso saber que título lhe terei dado antes. Penso que o vídeo merece que corra o risco de o estar a repetir. Se for caso disso, desculpem.
 

terça-feira, agosto 12, 2014

perguntas ainda sem resposta

Ouçam as perguntas do deputado PS João Galamba a Carlos Costa, governador do Banco de Portugal e as suas não respostas. .

segunda-feira, agosto 11, 2014

mas que prenda......



Transcrevo o artigo de Nicolau Santos, no Expresso. Vale a pena verificar até onde chegam as negociatas. Apenas um exemplo.
 
O homem que recebeu um presente de 14 milhões
por
Nicolau Santos

Há cerca de um ano que Ricardo Salgado não devia ser presidente do Banco Espírito Santo. Em meados de 2013, quando se soube que tinha recebido uma comissão de 8,5 milhões de euros de um construtor civil por causa de um qualquer serviço que lhe terá prestado em Angola, nesse mesmo dia o Banco de Portugal deveria tê-lo declarado pessoa não idónea para se manter à frente do banco verde. Era o mínimo. Nos Estados Unidos, uma situação idêntica dá também direito a prisão, compunhos algemados e as televisões a filmarem em direto. Nenhum banqueiro em exercício pode receber comissões por fora. É das regras, é da deontologia do cargo, é do mais elementar bom senso. Mas Salgado fê-lo e o Banco de Portugal calou-se. Salgado corrigiu três vezes a sua declaração de rendimentos e o Banco de Portugal calou-se. Agora, duas jornalistas do Jornal de Negócios, Maria João Gago e Maria João Babo escrevem um livro sobre a ascensão e queda de Salgado, mostrando, preto no branco, que os 8,5 milhões de euros afinal foram um «presente» de 14 milhões do tal construtor civil (José Guilherme, para os mais distraídos, um homem que não usa telemóvel por ser demasiado «perigoso») e o Banco de Portugal cala-se. O dr. Salgado queria presidir ao Conselho Estratégico e o Banco de Portugal cala-se. O dr. Salgado já não vai presidir ao conselho estratégico mas vai integrá-lo e o Banco de Portugal cala-se. O dr. Salgado continua a dirigir o banco até à assembleia geral de 28 de Julho e o Banco de Portugal cala-se. As bolsas europeias caem, o Banco Popular trava uma emissão de 500 milhões, a Mota-Engil África interrompe um IPO, o Financial Times on line dá manchete ao caso, o principal jornal de economia da CNN abre com o banco verde e o dr. Salgado continua todos os dias a entrar na instituição pela Rua Barata Salgueiro como se o mundo estivesse calmo e sereno. Há clientes que perderam 25 milhões que tinham aplicados no Banque Privée na Suíça. A Porto Editora também vai levar um rombo grande. E há o caso da Portugal Telecom, que está a ser devastada na sua governação, na fusão com a Oi e nas suas contas, depois de ter aplicado 897 milhões na Rioforte, que nunca mais verá – e o dr. Salgado continua com o seu ar olímpico a governar o banco como se ele não estivesse em chamas. As ações caíram mais de 17% na quinta-feira, estiveram suspensas há um ror de tempo, os mercados estão em pânico, os investidores e os clientes também, e o dr. Salgado continua a levitar sobre tudo e sobre todos, sem perceber que aquilo que tinha antes – todo o tempo do mundo para resolver os problemas e a confiança de todos para executar essas tarefas – acabou abrupta e definitivamente na semana passada. Bem pode o dr. Salgado mandar dizer que o banco tem uma almofada de 2,1 mil milhões e que a exposição ao GES é de apenas 1,2 mil milhões. Bem pode dizer que o GES é uma coisa e o BES outra, embora os administradores do banco estivessem todos na administração do grupo. Bem pode culpar o contabilista, a crise, a informática, o dr. Álvaro Sobrinho, os jornais e tutti quanti pela evidente falência em que está o Grupo Espírito Santo e pelos enormes problemas que o BES está a enfrentar. A questão, simples, muito simples, é que o tempo do dr. Salgado acabou. E acabou no dia em que a sua ganância o levou a aceitar um presente de 14 milhões de euros. Ou de 8,5 milhões. Um presente que ele nunca explicou à opinião pública, dizendo sobranceiramente que já tinha explicado tudo a quem de direito. É essa sobranceria que conduziu o grupo e o banco até aqui e que está a colocar em causa o sistema financeiro e a credibilidade da República, que tinha sido conquistada a duras penas dos trabalhadores e dos contribuintes nacionais. Não, o dr. Salgado não merece ficar nem mais um minuto à frente do banco ou em qualquer dos seus órgãos de gestão. Mostrou não ter os mínimos padrões de ética exigidos para ocupar esses cargos. A ganância matou-o. Ao Banco de Portugal exige-se que remova o cadáver o mais depressa possível do caminho, sob pena de nos afundarmos todos com ele. Ou, mais grave, nos virmos todos a tornar colegas acionistas do dr. Salgado. Livra!

domingo, agosto 10, 2014

exemplos de podridão

O vídeo de hoje podemos tomá-lo como uma parte de uma série sobre aquilo que existe no nosso país e nós gostávamos que não houvesse. Tenham em conta os intervenientes no vídeo e as suas conhecidas posições políticas e profissionais.
 

sábado, agosto 09, 2014

uma visão a ter em conta

Encontrava-me em Praga quando recebi notícias sobre a criação dos bancos bom e mau; o primeiro chamado de novo, o outro chamado de mau ou péssimo. Regressado começo a abrir o correio acumulado. Entre ele encontrei o vídeo que devo partilhar convosco. Aqui fuca, para todos.

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sábado, julho 26, 2014

a banca de barreiros

A saga começou assim. Aguardamos que Quim Barreiros apresente o novo remake do tio Ricardo de DDT.


sexta-feira, julho 25, 2014

a canção de francisco

Acabei de a receber e aqui a deixo para que a cantemos.


quarta-feira, julho 23, 2014

ainda se lembram?

Presumo que à maioria dos leitores deste blog se possa perguntar - ainda se lembram deste tempo e desta música. Por isso, aqui fica.

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terça-feira, julho 22, 2014

o barbeiro faz-tudo

N~ºao consuegui identificar a belíssima sala onde ocorre o espectáculo de André Rieu, mas isso será o que menos importa. Interessante é a forma como é apresentada esta área do Barbeiro de Sevilha.

quarta-feira, julho 02, 2014

são as crianças. ouvi-as, Senhor

Tudo se passou em 2010, estamos em 2014 e não nos apercebos ainda da mudança. E eram as crianças que vos pediam, Senhor!

Um Milhão de crianças cantam “Change The World” pela Paz no Mundo!. E, no final cantam a frase “Vamos nos unir para mudar o mundo” em vários idiomas - Francês, Espanhol, Chinês,Russo, Árabe, Hebraico, Alemão, Japonês, Tailandês… e até em Português.Reuniram-se no Templo Dhammakaya na Tailândia, para ‘compartilhar boas acções’por um mundo de Paz ..Composição de  Howard McCrary, letra do abade de Dhammakaya, arranjo de McCrary Howard e produtor: Chan Ivy


terça-feira, julho 01, 2014

planos de saúde

Não é exactamente assim, mas anda muito perto do que muitos desejariam que já fosse...

segunda-feira, junho 30, 2014

o banqueiro e o poder

A qualidade ao serviço de um esclarecimento para os menos avisados

sábado, junho 28, 2014

para que servem as eleições europeias?

Vejam como funciona o Parlamento Europeu. Uma coisa é imaginar e outra é ver e ouvir.
 

sexta-feira, junho 27, 2014

a arte na rua

Não consegui qualquer informação sobre o artista. Vejam porque vale a pena.

quinta-feira, junho 26, 2014

a sensibilidade de anthny hopkins

Sempre admirei Anthony Hopkins. Não me lembro de ter visto ou encontrado qualquer falha nas suas interpretações cinematográficas ou teatrais (estas, infelizmente, só reproduzidas em suporte fílmico). Sempre achei que era um artista completo, como agora se pode confirmar na sua sensibilidade e criação musical. Para ver e rever.

domingo, junho 22, 2014

lembrando amália

Nunca é demais recordar Amália, sobre tudo depois do post de ontem..
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sábado, junho 21, 2014

um facto, uma questão



Estava longe de pensar que voltaria a transcrever um novo artigo de José António Saraiva, com quem raramente estou de acordo. No entanto, neste caso e como objecto de reflexão, aqui o transcrevo.

Homem ou mulher, eis a questão!

Tenho escrito com alguma frequência sobre os sinais de decadência da civilização ocidental. Foi uma civilização que engordou, aburguesou-se e perdeu o nervo. Esses sinais de decadência são, em geral, comuns a outras civilizações em iguais períodos. No declínio do Império Romano verificaram-se muitos dos sintomas que hoje observamos nos corpos doentes das nossas sociedades: sobrevalorização do prazer em detrimento do dever, explosão dos sentidos, confusão de valores, desaparecimento de referências, ausência de ojectivos colectivos, avanço da homossexualidade, instabilidade familiar, etc. Quando abrimos a TV, há uma frase que se ouve constantemente nos programas de grande audiência: "Isto é superdivertido!". O mais importante nos dias de hoje é ser 'superdivertido'. O último sinal deste trajecto descendente do nosso mundo foi o último Festival Eurovisão da Canção, onde uma mulher com barba - uma cantora com nome de homem ou vice-versa - saiu vencedora. A impressão causada foi de confusão total. E mesmo quem, de espírito aberto, se dispusesse a perceber o que estava a acontecer, deve ter tido a sensação de que tudo está a andar depressa demais. Uma mulher com barba ganhar o eurofestival? Será possível?
E qual terá sido o objectivo de quem criou tão insólita figura - e, sobretudo, de quem a premiou? Dizer que o género não existe? Que homem e mulher tendem a fundir-se num ser sem género, nem homem nem mulher? Pensar nisto recorda-me, vá lá saber-se porquê, uns animais híbridos que são produto dos cruzamentos entre os cavalos e os burros. Chamam-se 'machos' e 'mulas', e não podem reproduzir-se porque são estéreis. Mas se a mensagem 'filosófica' do eurofestival foi essa, então estamos perante uma manifestação de nihilismo, de desesperança, de anúncio do fim dos tempos. Claro que isto não teria qualquer importância e seria levado à conta de brincadeira se tivesse acontecido num qualquer festival alternativo ou num concurso promovido por canais de televisão tipo SIC Radical. Mas o que causa perplexidade é ter ocorrido num concurso organizado por estações de referência e contar com os votos de 350 milhões de telespectadores. Parece que o culto do absurdo, que até pouco era apanágio de minorias que desafiavam o status quo, se tornou subitamente um fenómeno de massas. E isso assusta. Que as minorias sejam respeitadas (e até acarinhadas), é saudável. Que as minorias ocupem subitamente o palco e transformem as suas práticas minoritárias em hábitos correntes, tal constitui um sinal muito perigoso pois conduz directamente à perda de referências.
O que pensará uma criança de cinco anos ao ver no ecrã da sua televisão uma mulher com barba a cantar num palco iluminado, aplaudida por milhares de pessoas? Repetem os apoiantes da mulher barbuda que se tratou de uma demonstração de liberdade, para mostrar que toda a gente pode fazer o que quer desde que não interfira com a liberdade do outro. A questão da liberdade não é assim tão simples. Um dia destes, um canal transmitia um programa sobre nudistas em que um deles protestava porque o padre da aldeia não os deixava entrar nus na igreja. E dizia que isso era uma manifestação de "mentalidade medieval", acrescentando, porém, que havia cada vez menos pessoas assim. Esta última frase vai ao encontro do apoio à mulher barbuda. Todas as sociedades vivem de convenções, de regras não escritas mas comummente aceites. Quando essa base estala, sucede-se a confusão e o caos. Enquanto a farsa do eurofestival sucedia do lado de cá, do outro lado da antiga 'Cortina de Ferro' o senhor Putin, um homem gelado e sem escrúpulos, sorria. Mais tarde, o vice-presidente do Parlamento, Vladimir Zhirinovsky, diria: "Eles já não têm homens e mulheres. Têm 'aquilo'. Libertámos a Áustria há 50 anos mas não o devíamos ter feito". Nós rimo-nos desta frase. Mas não devíamos fazê-lo. É muito perigoso rir dos nossos inimigos. Sobretudo quando são poderosos.
Vladimir Putin assiste aos sinais de decadência da Europa ocidental e nós vamos dando-lhe razões para sorrir. Quando os ucranianos reclamam pela ligação ao Ocidente, quando denunciam o imperialismo russo, o vice-primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Rogozin, responde: "[O eurofestival] mostrou aos que defendem a integração europeia o seu futuro europeu: uma rapariga de barba".
Esta vitória de uma drag queen no maior festival europeu de música ligeira foi um inesperado presente que a Europa deu aos russos no momento em que se discute a Crimeia e o futuro da Ucrânia. Porque do lado de lá presta-se ao ridículo e do lado de cá enfraquece a opinião pública. Muitos europeus, sobretudo os conservadores mas não só, começam a duvidar dos caminhos por onde isto vai - e a olhar com um misto de inveja e receio para o lado de lá, onde há ordem, autoridade e ainda não se confundem os sexos… A democracia tornou-se uma barriga de aluguer onde estão a germinar todas as sementes da sua destruição. A indisciplina nas escolas; a dificuldade que a Justiça revela de punir e condenar os culpados; a luta política constante e desgastante, dificultando a identificação de objectivos nacionais; a generalização do consumo de drogas; a perda de uma base de regras comummente aceites - tudo isto se volta contra a democracia e a enfraquece. Em vez de se fortalecer, de se enrijar com o tempo, a democracia vai-se desfazendo, como a madeira corroída pelo caruncho. O regime democrático já não tem nada a que se agarrar para lá do voto - e aí as coisas também não estão bem, pois a abstenção é cada vez maior.
E isto não é um problema dos governos, nem dos défices, nem da austeridade, nem dos cortes de salários e pensões, nem de nada disso. Aliás, a senhora Merkel - educada no Leste - é que tem, ainda assim, posto alguma ordem no convento. Caso contrário, o regabofe seria maior: cada país fazia o que queria, não havia controlo das contas nem de nada, era a rebaldaria completa. Por razões de vária ordem, eu tive uma educação bastante avançada para o seu tempo. Depois de acabar o liceu, tirei o curso superior numa Escola de Belas-Artes onde o ambiente era muito permissivo, recheado de candidatos e candidatas a 'artistas', com todos os sinais exteriores que poderão imaginar-se. Quando ainda estudava, comecei a trabalhar num ateliê de arquitectura (liderado pelo arquitecto Manuel Tainha) onde todos abraçávamos entusiasticamente as correntes modernistas. E depois dirigi durante mais de duas décadas um jornal (o Expresso) onde o ambiente era efervescente. Convivi permanentemente com a modernidade e pratiquei-a, conheci muita gente à frente do seu tempo. Vi e li muito. E, no entanto, se me dissessem que uma cantora com barba ia ganhar um dia o Festival da Eurovisão, eu consideraria isso uma completa impossibilidade. Julgo que muita gente que vai atrás destes fenómenos, que abraça sofregamente o politicamente correcto, não o faz por convicção mas por medo de parecer antiquada, old fashion, bota-de-elástico. Ninguém quer parecer mal. É sempre a história do rei vai nu. Como sucedeu neste caso, a sociedade ocidental pode pôr-se subitamente a representar uma peça de Ionesco pensando que é a própria realidade.
A explosão dos media, do online, das redes sociais, faz-nos viver aceleradamente tempos perigosos. Entrou-se noutra dimensão. Os fenómenos de imitação, por mais absurdos que por vezes se apresentem, alastram como fogo em palha. Embora eu não seja católico, perante esta vitória de uma mulher barbuda num festival organizado pelos canais ditos 'sérios' e emitido em canal aberto no horário nobre das televisões, só me ocorre dizer: "Valha-nos Deus!".

sexta-feira, junho 20, 2014

vamos ao pathé?

Recebi hoje esta preciosidade que me apresso a publicar para vossa satisfação.

Alguém sabe o que era o Pathé na cidade do Porto?
O Pathé era uma sala de espectáculos ao ar livre, situada onde mais tarde vieram a fazer o cinema Batalha. No Pathé passaram os primeiros filmes mudos da cidade. Era o único cinema. As pessoas diziam. Vamos ao Pathé em vez de dizerem vamos ao cinema, nos princípios do séc.XX.
Projecionista dos filmes era o Sr. César. Conhecido pelo Cesinha. Alguém sabe o que era o Pathé-Baby? Não? Era um formato de filme de 9,5 mm. que, ao contrário dos outros formatos (8, 16, 35 ou 70 mm); não tinha os furos para arrasto no lado da película, mas no meio, entre cada duas imagens. Como resultado, o tamanho da imagem era quase igual ao do 16 mm, pois aproveitava toda a largura da película. Tinha a desvantagem de o gancho de arrasto facilmente sair do sítio e estragar a película. Para minimizar isso, alguns projectores tinham dois ganchos de arrasto, que "apanhavam" dois furos sucessivos. O formato estava relativamente vulgarizado, e até havia representantes da marca. No Porto, era em Santa Catarina, não muito longe do Via Catarina, mas do lado oposto.

segunda-feira, junho 16, 2014

a perfeição mágica de darcy oake

Penso já ter referido aqui a extraordinária capacidade ilusória de Darcy Oake. Apesar disso e porque as suas magias são perfeitas, deixo aqui mais uma das suas actuações, agora no Britain's Got Talent.

domingo, junho 15, 2014

força portugal

Força Portugal. Vençam o jogo de amanhã. Se for preciso, desta vez, penso que até os comem...

sábado, junho 14, 2014

muitos até foram à guerra...



Transcrevo o texto que o jornalista e escritor Joaquim Vieira, leu na Antena 1, Mais uma vez sobre os pensionistas e reformados.

«Há um país onde a lei diz que todos são iguais, mas onde há uns menos iguais do que os outros. Estes ajudaram a erguer o país, e muitos até foram à guerra em nome desse mesmo país. Mas agora são gente pacífica, de físico debilitado e cujas vozes não chegam ao céu. Não ameaçam ninguém, não paralisam o trabalho e já não cumprem os padrões de produtividade exigidos. Adoecem mais do que os outros, e são considerados um fardo para a sociedade pelo que custam em tratamentos. Não trabalham para pagar o que gastam, embora já antes tivessem trabalhado para pagar o que recebem. O poder político desse país entende que vivem acima das suas possibilidades e que por isso são uma dor de cabeça. Acha mesmo que seria mais fácil governar se eles não existissem. Conclui assim pela sua inutilidade, que estão a mais, que são descartáveis. Não se importa de lhes dificultar o acesso à saúde, porque é indiferente que morram mais cedo. Talvez seja até preferível, porque morrendo mais cedo ajudam a melhorar o exercício orçamental. Sendo alvos fáceis e dóceis, sem capacidade contestatária e sem instrumentos de pressão, nada custa retirar-lhes direitos e regalias antes julgados vitalícios. Sendo solidários e ajudando os familiares mais carenciados, não recebem em troca a solidariedade dos poderes públicos. Pelo contrário, são os primeiros na linha de fogo, e quando o poder sente alguma aflição financeira é a eles, e muitas vezes só a eles, que começa por retirar as verbas necessárias. Mesmo que a suprema autoridade judicial se interponha, declarando ilegal tal prática, os governantes não se sentem na obrigação de acatar a restrição, antes a contornam e insistem no mesmo. E insistem retirando-lhes ainda mais verbas, e retirando a mais vítimas do que antes tinham feito. Não dizem que aumentam o confisco, mas que estão a recalibrar. Dizem também que não é um imposto, quando tem toda a forma de um imposto – e um imposto agravado. Um imposto que se aplica apenas ao tal grupo, e não a todos os contribuintes do país. Esse grupo são os velhos, e o país, onde não há lugar para velhos, chama-se Portugal. É um país descalibrado, onde manda muita gente sem calibre».

sexta-feira, junho 13, 2014

um fogo diferente

A copa do mundo começou ontem, com uma cerimónia de abertura bastante morna e pouco entusiasmante e com uma vitória fífia do Brasil, em que um árbitro de olhos tortos foi demasiado 'caseiro'. Porque nada me entusiasmou, deixo aqui o fogo de artifício de 2013, japonês como o árbitro, mas mais criativo e diferente.


quinta-feira, junho 12, 2014

uma opinião insuspeita, vinda de onde vem



Sem comentários. Trata-se de um artigo de  Miguel Mattos Chaves, Gestor Doutorado em Estudos Europeus (dominante: Economia), Auditor de Defesa Nacional, politicamente afecto ao CDS/PP. e identificado pelo seu Telemóvel– +351 919 400 053, E-Mail: matos.chaves@gmail.com e com o  Web link: http://pt.linkedin.com/in/miguelmattoschaves

Meus Prezados Amigos,

Um pouco farto de ver e ouvir certas histórias, que pressentia, mal contadas, e decidi-me a fazer as minhas contas a partir das Fontes Oficiais (INE e EUROSTAT). Tem sido dito que os Pensionistas e os Reformados, junto com as Despesas de Pessoal do Estado, significariam, em conjunto, cerca de 75% a 78% das Receitas Públicas, fui então verificar. Ora sendo eu um cidadão preocupado com o desenvolvimento do meu País e com o Bem-Estar dos portugueses, achei que este número, a ser verdade, seria muito elevado e traria restrições severas a uma Política de Desenvolvimento e de Crescimento a Portugal. Mas depois de tanto ouvir, comecei a achar estranho que estes números fossem repetidos até à exaustão. E decidi investigar eu próprio da veracidade de tais números. Eis os Resultados:
 (1º) QUADRO nº 1 - Pensões e Reformas (Unidade: mil milhões de euros)
PENSÕES e Reformas 2011 2012 2013 P.I.B. 237,52 € 212,50 € 165,67 € PENSÕES 13,20 € 13,60 € 14,40 € Peso % - s/ PIB 5,56% 6,40% 8,69% Total de Receitas 77,04 € 67,57 € 72,41 € Peso % - s/ T. Receitas 17,13% 20,13% 19,89%
Meu comentário: Qual não foi o meu espanto quando face a “doutas” opiniões de Economistas do Regime, de Jornalistas (ditos de economia) e de Políticos em que todos coincidiam em que esta Rubrica rondaria os 30% a 35% das Receitas do Estado e cerca de 15% a 17% do PIB, vim a verificar os resultados do Quadro nº 1 que acima publico. Isto é: as Reformas e as Pensões, mesmo numa Economia em Recessão, significaram entre os 20,13% e os 19,89%, sobre as receitas totais do Estado. Muito longe, portanto, dos anunciados 30% a 35%. Mas se a análise for feita sobre o PIB então o seu significado variou, repito num quadro de uma Economia em Recessão, entre os 8,69% e os 5,56%. Portanto muito longe do anunciado pelos “especialistas”. A coberto dessas pretensas “realidades” foram cometidos os mais soezes ataques a esta parte da população portuguesa. Parafraseando o Prof. Doutor Adriano Moreira – “estamos em presença de um esbulho”. NOTA: Por uma questão de educação não quero adjectivar mais as declarações sobre a matéria da Srª Ministra das Finanças e seu antecessor, nem do Sr. 1º Ministro, já que os restantes declarantes deixaram de me merecer qualquer respeito.
 (2º) QUADRO nº 2 - Despesas com Pessoal do Estado (Unidade: mil milhões de euros)
PESSOAL 2011 2012 2013 P.I.B. 237,52 € 212,50 € 165,67 € Despesas c/ Pessoal 11,30 € 10,00 € 10,70 € Peso % - s/ PIB 4,76% 4,71% 6,46% Total de Receitas 77,04 € 67,57 € 72,41 € Peso % - s/ T. Receitas 14,67% 14,80% 14,78%
Meu comentário: Devo confessar que aqui, nesta rubrica, o meu espanto ainda foi maior, dada a prolixa comunicação sobre este tema proferida pelos actores acima referidos. E feitas as contas, (quadro nº 2 acima), e juntando então os dois, os resultados são na verdade os seguintes:
(Quadro nº 3 – Pensões e Reformas + Custos c/ Pessoal) (Unidade: mil milhões de euros)
PENSÕES + Desp. PESSOAL 2011 2012 2013 P.I.B. 237,52 € 212,50 € 165,67 € PENSÕES + Desp. PESSOAL 24,50 € 23,60 € 25,10 € Peso % - s/ PIB 10,31% 11,11% 15,15% Total de Receitas 77,04 € 67,57 € 72,41 € Peso % - s/ T. Receitas 31,80% 34,92% 34,66%
Ou seja: a SOMA das Pensões e Reformas com as dos Custos de Pessoal do Estado, somam (numa Economia em Recessão) entre os 34,92% (incluindo aqui as indemnizações de mútuo acordo das rescisões então efectuadas) e os 31,80% sobre as Receitas Totais do Estado; e entre 15,15% (incluindo aqui as indemnizações de mútuo acordo das rescisões então efectuadas) e os 10,31% sobre o Produto Interno Bruto.
OU SEJA: Menos de Metade dos números anunciados pelo Sr. 1º Ministro e seus Ministros das Finanças, para falar de actores políticos relevantes, deixando de lado as personalidades menores que pululam nas Televisões, Rádios e Imprensa escrita que passei assim a tratar dada a sua falta de seriedade intelectual. E a coberto disto se construiu uma Política do agrado do Sistema Financeiro, por razões e números que aqui não vou referir, e dos Credores (por razões que aqui também me dispenso de enumerar). CONCLUSÃO: Estamos a ser enganados deliberadamente por pessoas que têm e prosseguem uma filosofia política bem identificada e proveniente dos teóricos da Escola de Chicago (a Escola Ultra Liberal), apesar de um dos seus maiores expoentes, o Sr. Alan Greenspan – ex- Governador do FED (Reserva Federal Norte-americana) ter pedido desculpa por ter acreditado nela e ter permitido os desmandos do sector financeiro que nos trouxeram até às crises das Dívidas Soberanas, embora ajudados pela subserviência, incúria e incompetência de boa parte das classes políticas ocidentais. Espero ter sido útil neste meu escrito. Na verdade sendo um homem da Direita Conservadora o meu primeiro Partido é Portugal. Os Partidos Políticos são, para mim, apenas Instrumentos para o engrandecimento de Portugal. Se não cumprirem esta missão então, para mim, não servem para nada. E vejo, com extremo desgosto, o meu próprio Partido – o CDS-PP, metido nesta situação degradante para Portugal e para os Portugueses sabendo que há alternativas. E acima de tudo odeio a mentira. Está na hora, na minha opinião, de reformar e modificar o sistema político vigente, sob pena de irmos definhando enquanto Nação Independente. Aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da EU!!! E depois há o descaramento de cortar nas ridículas pensões de quem toda a vida descontou! DESCARADOS! E eles nem sequer fazem descontos para as suas grandes reformas, pois criaram leis que os isentam disso... Inacreditavel nos tempos que vivemos!!! QUE MUNDO HIPÓCRITA !!! Já reparou? Os políticos europeus estão a lutar como loucos para entrar na administração da UE! E por quê? Leia o que segue, pense bem e converse com os amigos. Envie isto para os europeus que conheça! Simplesmente, escandaloso. Foi aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da EU!!!. Este ano, 340 agentes partem para a reforma antecipada aos 50 anos com uma pensão de 9.000 euros por mês. Sim, leu correctamente! Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental ....), os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha ..) receberão da Europa uma prenda de ouro para se aposentar. Porquê e quem paga isto? Você e eu estamos a trabalhar ou trabalhámos para uma pensão de miséria, enquanto que aqueles que votam as leis se atribuem presentes de ouro. A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!" Devemos reagir por todos os meios começando por divulgar esta mensagem para todos os europeus. É uma verdadeira Mafia a destes Altos Funcionários da União Europeia ..... Os tecnocratas europeus usufruem de verdadeiras reformas de nababos ... Mesmo os deputados nacionais que, no entanto, beneficiam do "Rolls" dos regimes especiais, não recebem um terço daquilo que eles embolsam. Vejamos! Giovanni Buttarelli, que ocupa o cargo de Supervisor Adjunto da Protecção de Dados, adquire depois de apenas 1 ano e 11 meses de serviço (em Novembro 2010), uma reforma de 1 515 ? / mês. O equivalente daquilo que recebe em média, um assalariado francês do sector privado após uma carreira completa (40 anos).. O seu colega, Peter Hustinx acaba de ver o seu contrato de cinco anos renovado. Após 10 anos, ele terá direito a cerca de ? 9 000 de pensão por mês. É simples, ninguém lhes pede contas e eles decidiram aproveitar ao máximo. É como se para a sua reforma, lhes fosse passado um cheque em branco. Além disso, muitos outros tecnocratas gozam desse privilégio: 1. Roger Grass, Secretário do Tribunal Europeu de Justiça, receberá ? 12 500 por mês de pensão. 2. Pernilla Lindh, o juiz do Tribunal de Primeira Instância, ? 12 900 por mês. 3. Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, advogado-geral, 14 000 ? / mês. Consulte a lista em: http://www.kdo-mailing.com/redirect.asp?numlien=1276&numnews=1356&numabonneXSSCleanedXSSCleanedXSSCleaned=62286 Para eles, é o jackpot. No cargo desde meados dos anos 1990, têm a certeza de validar uma carreira completa e, portanto, de obter o máximo: 70% do último salário. É difícil de acreditar ... Não só as suas pensões atingem os limites, mas basta-lhes apenas 15 anos e meio para validar uma carreira completa, enquanto para você, como para mim, é preciso matar-se com trabalho durante 40 anos, e em breve 41 anos. Confrontados com o colapso dos nossos sistemas de pensões, os tecnocratas de Bruxelas recomendam o alongamento das carreiras: 37,5 anos, 40 anos, 41 anos (em 2012), 42 anos (em 2020), etc. Mas para eles, não há problema, a taxa plena é 15,5 anos... De quem estamos falando? Originalmente, estas reformas de nababos eram reservadas para os membros da Comissão Europeia e, ao longo dos anos, têm também sido concedida a outros funcionários. Agora eles já são um exército inteiro a beneficiar delas:: juízes, magistrados, secretários, supervisores, mediadores, etc. Mas o pior ainda, neste caso, é que eles nem sequer descontam para a sua grande reforma. Nem um cêntimo de euro, tudo é à custa do contribuinte ... Nós, contribuímos toda a nossa vida e, ao menor atraso no pagamento, é a sanção: avisos, multas, etc. Sem a mínima piedade. Eles, isentaram-se totalmente disso. Parece que se está a delirar! Esteja ciente, que até mesmo os juízes do Tribunal de Contas Europeu que, portanto, é suposto « verificarem se as despesas da UE são legais, feitas pelo menor custo e para o fim a que são destinadas », beneficiam do sistema e não pagam as quotas. E que dizer de todos os tecnocratas que não perdem nenhuma oportunidade de armarem em «gendarmes de Bruxelas» e continuam a dar lições de ortodoxia fiscal, quando têm ambas as mãos, até os cotovelos, no pote da compota? Numa altura em que o futuro das nossas pensões está seriamente comprometido pela violência da crise económica e da brutalidade do choque demográfico, os funcionários europeus beneficiam, à nossa custa, da pensão de 12 500 a 14 000 ? / mês após somente 15 anos de carreira, mesmo sem pagarem quotizações... É uma pura provocação! O objectivo é alertar todos os cidadãos dos Estados-Membros da União Europeia. Juntos, podemos criar uma verdadeira onda de pressão. Não há dúvida de que os tecnocratas europeus continuam a gozar à nossa custa e com total impunidade, essas pensões. Nós temos que levá-los a colocar os pés na terra. «Sauvegarde Retraites» realizou um estudo rigoroso e muito documentado que prova por "A + B" a dimensão do escândalo. Já foi aproveitado pelos media.
http://www.lepoint.fr/actualites-economie/2009-05-19/revelations-les-retraites-en-or-des-hauts-fonctionnaires-europeens/916/0/344867 Divulgue! DIVULGUE! DIVULGUE! Quantos mais souberem deste descaramento melhor!!!...
 

segunda-feira, junho 09, 2014

uma oração histórica

Uma oração, um gesto e um momento históricos. Que possamos ver os frutos. Hoje, dia 8 de Junho de 2014, no Vaticano.


 
 
Senhores Presidentes,
 
Com grande alegria vos saúdo e desejo oferecer, a vós e às ilustres Delegações que vos acompanham, a mesma recepção calorosa que me reservastes na minha peregrinação há pouco concluída à Terra Santa. Agradeço-vos do fundo do coração por terdes aceite o meu convite para vir aqui a fim de, juntos, implorarmos de Deus o dom da paz. Espero que este encontro seja o início de um caminho novo à procura do que une para superar aquilo que divide. E agradeço a Vossa Santidade, venerado Irmão Bartolomeu, por estar aqui comigo a acolher estes hóspedes ilustres. A sua participação é um grande dom, um apoio precioso, e é testemunho do caminho que estamos a fazer, como cristãos, rumo à plena unidade. A vossa presença, Senhores Presidentes, é um grande sinal de fraternidade, que realizais como filhos de Abraão, e expressão concreta de confiança em Deus, Senhor da história, que hoje nos contempla como irmãos um do outro e deseja conduzir-nos pelos seus caminhos. Este nosso encontro de imploração da paz para a Terra Santa, o Médio Oriente e o mundo inteiro é acompanhado pela oração de muitíssimas pessoas, pertencentes a diferentes culturas, pátrias, línguas e religiões: pessoas que rezaram por este encontro e agora estão unidas connosco na mesma imploração. É um encontro que responde ao ardente desejo de quantos anelam pela paz e sonham um mundo onde os homens e as mulheres possam viver como irmãos e não como adversários ou como inimigos. Senhores Presidentes, o mundo é uma herança que recebemos dos nossos antepassados, mas é também um empréstimo dos nossos filhos: filhos que estão cansados e desfalecidos pelos conflitos e desejosos de alcançar a aurora da paz; filhos que nos pedem para derrubar os muros da inimizade e percorrer a estrada do diálogo e da paz a fim de que triunfem o amor e a amizade. Muitos, demasiados destes filhos caíram vítimas inocentes da guerra e da violência, plantas arrancadas em pleno vigor. É nosso dever fazer com que o seu sacrifício não seja em vão. A sua memória infunda em nós a coragem da paz, a força de perseverar no diálogo a todo o custo, a paciência de tecer dia após dia a trama cada vez mais robusta de uma convivência respeitosa e pacífica, para a glória de Deus e o bem de todos. Para fazer a paz é preciso coragem, muita mais do que para fazer a guerra. É preciso coragem para dizer sim ao encontro e não à briga; sim ao diálogo e não à violência; sim às negociações e não às hostilidades; sim ao respeito dos pactos e não às provocações; sim à sinceridade e não à duplicidade. Para tudo isto, é preciso coragem, grande força de ânimo. A história ensina-nos que as nossas meras forças não bastam. Já mais de uma vez estivemos perto da paz, mas o maligno, com diversos meios, conseguiu impedi-la. Por isso estamos aqui, porque sabemos e acreditamos que necessitamos da ajuda de Deus. Não renunciamos às nossas responsabilidades, mas invocamos a Deus como acto de suprema responsabilidade perante as nossas consciências e diante dos nossos povos. Ouvimos uma chamada e devemos responder: a chamada a romper a espiral do ódio e da violência, a rompê-la com uma única palavra: «irmão». Mas, para dizer esta palavra, devemos todos levantar os olhos ao Céu e reconhecer-nos filhos de um único Pai. A Ele, no Espírito de Jesus Cristo, me dirijo, pedindo a intercessão da Virgem Maria, filha da Terra Santa e Mãe nossa: Senhor Deus de Paz, escutai a nossa súplica! Tentámos tantas vezes e durante tantos anos resolver os nossos conflitos com as nossas forças e também com as nossas armas; tantos momentos de hostilidade e escuridão; tanto sangue derramado; tantas vidas despedaçadas; tantas esperanças sepultadas... Mas os nossos esforços foram em vão. Agora, Senhor, ajudai-nos Vós! Dai-nos Vós a paz, ensinai-nos Vós a paz, guiai-nos Vós para a paz. Abri os nossos olhos e os nossos corações e dai-nos a coragem de dizer: «nunca mais a guerra»; «com a guerra, tudo fica destruído»! Infundi em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz. Senhor, Deus de Abraão e dos Profetas, Deus Amor que nos criastes e chamais a viver como irmãos, dai-nos a força para sermos cada dia artesãos da paz; dai-nos a capacidade de olhar com benevolência todos os irmãos que encontramos no nosso caminho. Tornai-nos disponíveis para ouvir o grito dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão. Mantende acesa em nós a chama da esperança para efectuar, com paciente perseverança, opções de diálogo e reconciliação, para que vença finalmente a paz. E que do coração de todo o homem sejam banidas estas palavras: divisão, ódio, guerra! Senhor, desarmai a língua e as mãos, renovai os corações e as mentes, para que a palavra que nos faz encontrar seja sempre «irmão», e o estilo da nossa vida se torne: shalom, paz, salam! Amen.

domingo, junho 08, 2014

um bailado especial

Beleza e perfeição pode encontrar-se onde menos se espera. Quando sucede é magnífico. Triste é quando a não encontramos, onde era suposto existir.

sábado, junho 07, 2014

adão, onde estás?

 
 
Na recente viagem do Papa Francisco à Terra Santa, um dos pontos importantes foi a visita ao Museu do Holocausto. Pois lá o Papa proferiu um discurso/oração/salmo que é a uma resposta não apenas ao extermínio de judeus mas também a todas atrocidades, grandes e pequenas, que o homem é capaz de perpretar. Vale a pena ler com atenção. 
Na foto o Papa Francisco beija a mão de um sobrevivente dos campos de concentração durante sua visita ao Museu do Holocausto em Jerusalém.
 
ADÃO, ONDE ESTÁS?

N Adão, onde estás? (cf. Gen 3, 9). Onde estás, ó homem? Onde foste parar? Neste lugar, memorial do Shoah*, ouvimos ressoar esta pergunta de Deus: Adão, onde estás?. Nesta pergunta, há toda a dor do Pai que perdeu o filho. O Pai conhecia o risco da liberdade; sabia que o filho teria podido perder-se… mas talvez nem mesmo o Pai podia imaginar uma tal queda, um tal abismo! Aquele grito "onde estás?" ressoa aqui, perante a tragédia incomensurável do Holocausto, como uma voz que se perde num abismo sem fundo… Homem, quem és? Já não te reconheço. Quem és, ó homem? Quem te tornaste? De que horrores foste capaz? Que foi que te fez cair tão baixo? Não foi o pó da terra, da qual foste tirado. O pó da terra é coisa boa, obra das minhas mãos. Não foi o sopro de vida que insuflei nas tuas narinas. Aquele sopro vem de Mim, é algo muito bom (cf. Gen 2, 7). Não, este abismo não pode ser somente obra tua, das tuas mãos, do teu coração… Quem te corrompeu? Quem te desfigurou? Quem te contagiou a presunção de te apoderares do bem e do mal? Quem te convenceu que eras deus? Não só torturaste e assassinaste os teus irmãos, mas ofereceste-los em sacrifício a ti mesmo, porque te erigiste em deus. Hoje voltamos a ouvir aqui a voz de Deus: Adão, onde estás? Da terra, levanta-se um gemido submisso: Tende piedade de nós, Senhor! Para Vós, Senhor nosso Deus, a justiça; para nós, estampada no rosto a desonra, a vergonha (cf. Bar 1, 15). Veio sobre nós um mal como nunca tinha acontecido sob a abóbada do céu (cf. Bar 2, 2). Agora, Senhor, escutai a nossa oração, escutai a nossa súplica, salvai-nos pela vossa misericórdia. Salvai-nos desta monstruosidade. Senhor, todo-poderoso, uma alma, na sua angústia, clama por Vós. Escutai, Senhor, tende piedade! Pecamos contra Vós. Vós reinais para sempre (cf. Bar 3, 1-2). Lembrai-Vos de nós na vossa misericórdia. Dai-nos a graça de nos envergonharmos daquilo que, como homens, fomos capazes de fazer, de nos envergonharmos desta máxima idolatria, de termos desprezado e destruído a nossa carne, aquela que Vós formastes da terra, aquela que vivificastes com o vosso sopro de vida. Nunca mais, Senhor, nunca mais! Adão, onde estás? Eis-nos aqui, Senhor, com a vergonha daquilo que o homem, criado à vossa imagem e semelhança, foi capaz de fazer. Lembrai-Vos de nós na vossa misericórdia! -- Papa Francisco, em 26 de Maio de 2014

sexta-feira, junho 06, 2014

assim vai o país

Sem comentários. Não são precisos, no estado em que o País está.

sexta-feira, maio 30, 2014

o som do erhu

Informação recolhida na net - O erhu é um instrumento musical tradicional chinês. Tem apenas duas cordas, toca uma melodia comovente única, que soa como a voz humana. O erhu leva o título de instrumento mais antropomorfizado e exprime toda a emoção interior do músico. As Czardas, de Monti são de difícil execução em violino de 4 cordas; imagine executá-la em apenas duas.


quarta-feira, maio 28, 2014

strength for life

A luta pela sobrevivência apresentada num enquadramento belíssimo. Infelizmente não é tão bela a luta de milhões de homens, neste mundo tido como civilizado.


terça-feira, maio 27, 2014

um candidato amigo

Transcrevo, mais uma vez, um texto de Ricardo Araújo Pereira, publicado na sua Boca do Inferno da Visão desta semana, sobre o perfil de um candidato.


Caros cidadãos de Portugal,

Estive ha dias no vosso pafs (acho eu) e parece que cometi um erro. Disse que Cristóvão Colombo era vosso compatriota quando, ao que parece, ele nasceu em Genova. o que significa que era grego, ou assim. Enfim, os povos do sui da Europa acabam por ser todos muito parecidos. Também tenho dificuldade em distinguir africanos e chineses. Sendo oriundo de uma potência como o Luxemburgo, estive muito ocupado a estudar a longa história do meu país, e a conhecer a sua vasta geografia. Por isso, faltou-me disponibilidade para me dedicar à história de países mais pequenos, como 0 vosso. Além disso, no Luxemburgo temos pouquíssimo contacto com portugueses, pelo que a minha ignorância está desculpada, creio eu. Vamos ao essencial. O meu objectivo era comparar o socialismo com um período negro da história mundial. Por isso, escolhi inteligentemente uma época que os portugueses abominam: os Descobrimentos. Cristóvão Colombo era, na verdade, um socialista: ia sem saber para onde a custa dos contribuintes - e com que resultados? Nenhuns. Nao admira que tenha sido esquecido pela história e que, hoje, alguns altos dignitários europeus nem saibam exactamente quem ele foi e onde nasceu. Diz-se que Cristóvão Colombo descobriu a América. Pois bem, eu já estive na America, e é enorme. Imaginem as vossas cidades de Málaga e Bordéus juntas. A América é ainda maior. Não é nada dificil de descobrir. Vê-se do espaço. Perguntem ao vosso compatriota Neil Armstrong. Ele foi a Júpiter, e sabe do que fala. Portugal é, sinceramente, a minha parte favorita de Angola, e tive o privilégio de poder confidenciar isto mesmo a Nelson Mandela, quando ele ainda jogava no Benfica. Nessa medida, e como diz Passos Coelho, o vosso país tem em mim um amigo. Creio que o desconhecimento mútuo é o melhor aliado da amizade. Quanto mais se conhece o outro, mais características desagradáveis Ihe descobrimos. E eu já demonstrei que não faço a mínima ideia de quem vocês são e do que fizeram. Terei todo o prazer en defender, na Comissão Europeia, os vossos interesses, mal descubra quais são. Como dizia o vosso Cervantes: «Ser ou não ser, eis a questão». Portugal tem de optar entre ser socialista, como Cristóvão Colombo, ou sábio e ajuízado, como eu. Avaliem a dimensão de ambas as figures na história da Europa e do Mundo e decidam em conformidade. Gracias e hasta luego, como se diz aí.
 
Cordialmente,
Jean-Claude Juncker ~

segunda-feira, maio 26, 2014

a magia dos pães

Se não fosse magia, só podia ser milagre...



domingo, maio 25, 2014

sinta-se na arena de verona

Uma magnífica noite de bela música no ambiente magnífico da Arena de Verona, no Verão de 2013. O espectáculo teve um elenco perfeito, com Andrea Bocelli, Placido Domingo, Lana Kos, Maria José Siri, Monica Zanettin, Sanja Anastasia, Anna Malavasi, Fabio Sartori, Giorgio Berrugi, Carlo Bosi, Ambrogio Maestri, Mario Cassi e Gabriele Viviani. Dirigiram a orquestra Julian Kovatchev, Marcello Rota e Placido Domingo. Apreciem.

sábado, maio 24, 2014

há quarenta anos

Passam hoje 40 anos e 28 dias sobre a histórica data do 25 de Abril de 1974. Data e facto que ninguém deve esquecer, mas sim mostrar gratidão por quem fez essa generosidade de nos dar um Portugal libertado. Deixo aqui uma visão cinematográfica desse dia e a esperança que este acto libertador nos obrigue a todos a defender este País de todos os ataques à sua liberdade e autonomia. 


quinta-feira, maio 22, 2014

terça-feira, maio 20, 2014

um amor tripartido

Gostarão certamente de ouvir as magníficas interpretações de Plácido Domingo, Anna Netrebko e Roland Villazon, na área Dein ist mein ganzes hertz (Eclipse total), de Franz Lehar, executada pela Orquestra da Ópera de Berlim, dirigida pelo maestro Marco Armiliato, em concerto na Arena daquela belíssima cidade. Tenho a certeza que vão gostar.

 

segunda-feira, maio 19, 2014

saída limpa?

Continuo sem comentários e mais uma verdade. Ouçam Ricardo Paes Mamede.


quarta-feira, maio 14, 2014

uma homenagem devida

Embora com alguns dias de atraso, deixo aqui a minha homenagem a quem a merece.

segunda-feira, maio 12, 2014

mais uma verdade que se adivinhava

Mais uma verdade, mais um post sem comentários.




Martin Schulz "É altura de os que causaram a crise serem chamados a pagar"

O candidato socialista à presidência da Comissão Europeia, Martin Schulz, dá hoje (12.05.2014) uma entrevista ao Jornal de Notícias, em que critica fortemente a evasão fiscal por parte das multinacionais, que, no seu entender, poderiam evitar grande parte da austeridade se pagassem impostos nos países em que obtêm lucro. Economia “Nós pagamos os nossos impostos. Porque é que não os pagam as multinacionais? Com 10% do valor da evasão fiscal resolveríamos grande parte dos nossos problemas”, disse Martin Schulz, em conversa com o Jornal de Notícias, sobre o que o move no caminho às eleições para a presidência da Comissão Europeia. “Os cidadãos já pagaram que chegue. É altura de aqueles que causaram a crise serem chamados a pagar”, ressalva o candidato do SPD, apontando a evasão fiscal como o alvo a atingir caso vença as eleições. Na opinião do político alemão, que vê também como prioridades o combate ao desemprego jovem e a descentralização das decisões europeias de Bruxelas, “os especuladores ganham milhões e milhões de euros e não pagam impostos, mas quando perdem milhões de euros são os contribuintes que têm que pagar por eles”. Na entrevista concedida ao diário português, Martin Schulz mostrou-se, mais uma vez, contra a mutualização da dívida portuguesa, porque “na zona euro, temos 18 dívidas nacionais e não uma só dívida Para a mutualizar, é necessária unanimidade”.

domingo, maio 11, 2014

a verdade vem ao de cima

Sem comentários.

                           

O ex-conselheiro de Durão Barroso Philippe Legrain dá hoje (11.05.2014) uma entrevista ao Público em que garante que a recessão e a crise que hoje se vive na Europa poderiam ser minimizadas se não se colocassem os interesses dos bancos alemães à frente dos interesses dos cidadãos europeus.
 
Tudo começou quando “surgiram os problemas da dívida pública na Grécia”. A violação da regra do ‘no bailout’ (que proíbe a assunção da dívida dos países do euro pelos parceiros) terá estado na génese da crise que a Europa vive, de acordo com Philippe Legrain. O ex-conselheiro de Durão Barroso, que acompanhou por dentro a gestão da crise, sugere que deveria ter sido o FMI a intervir imediatamente na reestruturação da dívida grega, algo que não aconteceu por “orgulho” dos países da zona euro, “sobretudo por causa do poder político dos bancos franceses e alemães”. A este, garante o economista, junta-se um outro problema: “o setor bancário dominou os Governos dos países e as instituições da zona euro. Por isso, quando a crise financeira rebentou, foram todos correr salvar os bancos, com consequências muito severas para as finanças públicas, e sem resolver os problemas do setor bancário”. Além disso, Philippe Legrain entende que “não havia mecanismos para lidar com a crise e, por isso, a gestão processou-se necessariamente através dos Governos. E o maior credor, a Alemanha, assumiu um ponto de vista particular” e passou a dar a orientação política, afirmou o economista. Questionado pelo Público sobre se os resgates a Portugal e à Grécia foram disfarçados para salvar os bancos alemães e franceses dos empréstimos irresponsáveis, o economista é perentório: “claro que foram. (….) A Alemanha aconselhou mal, porque agiu no seu próprio interesse egoísta de credor”.

sábado, maio 10, 2014

o mar português

E perdemos nós tempo a falar de troikas, de seus burocratas, do protectorado que querem manter, dos incompetentes e submissos governantes que aceitam tudo, quando temos tantos motivos para nos orgulhar de sermos portugueses. Aqui fica este imenso orgulho português.