Vejam em tempo real a emoção dum surdo ao ouvir. A surpresa, o espanto, a alegria.
quarta-feira, junho 03, 2015
terça-feira, junho 02, 2015
dogdance...
Não imaginava que houvesse dogdance em Freestyle!!!Que mais haverá ou o que é que não haverá? Há sempre uma surpresa à nossa espera. Esta mostra-nos mais um cão inteligente e dedicado...
segunda-feira, junho 01, 2015
em defesa do dono
Não sou apreciador de touradas, mas esta ligação de montado a montador, parece-me pouco habitual. O touro também parecia tudo menos um touro.
sábado, maio 30, 2015
sexta-feira, maio 29, 2015
quarta-feira, maio 27, 2015
segunda-feira, maio 25, 2015
a balada do meu curso
Comemorámos ontem o 57.º aniversário do nosso Curso Médico !852/58, no Hotel dos Templários em Tomar. A Balada do 6.º Ano Médico foi escrita e musicada por Machado Soares e cantada pela primeira vez pelo nosso colega Sutil Roque no Teatro Avenida, em Coimbra. Aqui fica, para lembrar.
quarta-feira, maio 20, 2015
domingo, maio 17, 2015
sexta-feira, maio 15, 2015
terça-feira, maio 12, 2015
domingo, maio 10, 2015
o que me faz mais falta
Nem vocês sabem a falta que me faz!!!
Frei António das Chagas, de seu nome António da Fonseca Soares, também conhecido por Padre António da Fonseca, (Vidigueira, 25 de Junho de 1631 – Varatojo - Torres Vedras, 20 de Outubro de 1682) foi um frade franciscano e poeta português.
Frei António das Chagas, de seu nome António da Fonseca Soares, também conhecido por Padre António da Fonseca, (Vidigueira, 25 de Junho de 1631 – Varatojo - Torres Vedras, 20 de Outubro de 1682) foi um frade franciscano e poeta português.
CONTA E TEMPO
Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado, e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero fazer conta, e não há tempo.
Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta!
Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar, de prestar conta
Chorarão, como eu, o não ter tempo...
sábado, maio 02, 2015
tenham juízo, senhores
Sem Comentários. Ou não me responsabilizo ...
Reflexão
sobre a planeada destruição dos Hospitais de S. José, Sta. Marta e Sto. António
dos Capuchos
É do desconhecimento geral que há um plano (iniciado em 2009)
para o encerramento e posterior destruição de seis Hospitais de Lisboa ,englobados
na designação de CHLC - Centro Hospitalar Lisboa Central, (S. José, Sta. Marta, Sto. António dos Capuchos, Dona
Estefânia, Curry Cabral e Maternidade
Alfredo da Costa). Esta destruição visa apenas justificar a necessidade da
construção de um novo Hospital dentro da cidade de Lisboa, na zona oriental.
Este Hospital tem sido designado por “Hospital de Todos os Santos”, No entanto,
esta designação não poderá vir a ser usada, por existir já uma anterior patente
do mesmo nome.
Em 2013, o Ministro da Saúde anunciou a anulação do ruinoso
concurso de Parceria Público- Privada do novo Hospital de Todos os Santos (que
já não pode vir a ter este nome) para substituir todos os Hospitais que
constituem atualmente o CHLC . O Governo informou entretanto que vai rever o
negócio deste novo Hospital, embora não exclua que o modelo de PPP venha de
novo a ser escolhido.
Todo este processo, é bem revelador da forma como são
geridos os bens públicos.
Passo a resumir a seguir o que se está a passar com três dos
seis Hospitais do CHLC : S.José, Sta. Marta e Sto António dos Capuchos, apenas
sob o ponto de vista medico. Muito haveria a dizer ainda sobre a destruição
planeada do valioso património, tema que deixo para os especialistas.
1-
Há poucos anos, por meio de engenharia financeira, a Estamo, empresa do Ministério
das Finanças, “comprou” estes Hospitais ao Ministério da Saúde e encomendou discretamente,
sem qualquer Concurso Público, os projetos para os terrenos libertados após a destruição dos referidos
Hospitais. Também não foi dado a conhecer qual o financiamento, no entanto
avançou-se já com projetos e maquetas .
2-
Em julho de 2013,o representante da Estamo, o arquitecto
representante da Câmara Municipal de Lisboa e os arquitectos responsáveis dos
vários projetos apresentaram, em sessão pública na Ordem dos Arquitectos,
sessão onde estive presente, os referidos projetos de arquitectura.
3-
Trata-se de Hospitais instalados em edifícios centenários,
tal como acontece em muitos países da Europa. No Reino Unido, onde foi criado o
primeiro Serviço Nacional de Saúde, terminada a Segunda Guerra Mundial e que
foi o modelo após o 25 de Abril, para o nosso Serviço Nacional de Saúde
(igualdade de acesso aos cuidados de saúde de todos, independentemente das
condições socioeconómicas de cada um) os Hospitais de referência mundial, na
sua área de especialidade, são Hospitais instalados em edifícios centenários,
como o Royal Brompton Hospital, na área da Pneumologia. Também o St. Mary`s
Hospital (o hospital onde nascem os príncipes)
e o King Edward VII Hospital (também usado pela Família Real Britânica)
são Hospitais centenários. Todos eles sitos no centro de Londres. E ninguém se
lembrou de construir hospitais de raiz noutras zonas da cidade, vendendo estas
unidades históricas do centro da cidade para os transformar em hotéis ou
condomínios. Estes exemplos provam, de forma irrefutável, que o Hospital mais
moderno e com as melhores condições pode estar instalado num edifício centenário e localizado no centro
de uma grande cidade.
4-
Estes Hospitais agora ameaçados tiveram início
em edifícios religiosos e desde os anos 80 até ao presente tem havido grandes
investimentos em reconstrução e equipamento dos três Hospitais. Será que os
deputados da Assembleia da República, a ocupar o antigo Convento de S. Bento,
se lembram também de o vender/destruir e construir um novo edifício?
5-
São todos
Hospitais de Referência . É usada
esta classificação para Hospitais que constituem a última linha de cuidados de
saúde em especialidades médicas e cirúrgicas, abrangendo uma população muito
mais vasta que a da sua respetiva área geográfica. As áreas destes três
Hospitais abrangem toda a região de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e Regiões
Autónomas e, para algumas terapêuticas muito específicas, todo o País.
Nestes hospitais existem algumas das melhores Unidades altamente
especializadas, com equipas de profissionais de saúde e equipamentos de ponta,
em muitas áreas da Medicina, tais como a Unidade de Queimados no Hospital de S.
José ou a Unidade de Transplante Pulmonar no Hospital de Sta. Marta – única no
país.
6-
Estes três hospitais passaram de um total de
1283 camas no ano de 2003, para um total de 816 camas no ano de 2013. Portanto
em 10 anos perderam-se 467 camas, ou seja
– 37%.
7-
A área ocupada pelos três Hospitais e pelo
Hospital Miguel Bombarda (na Colina de Santana, já encerrado e também com
projeto para os terrenos libertados pela destruição do Hospital) é superior à
área de toda a Baixa Pombalina.
Não parece haver quaisquer estudos que
provem a necessidade de substituição dos seis Hospitais de Referência do Centro
de Lisboa por um novo Hospital em Chelas.
Os responsáveis da Saúde afirmam que esses
estudos existem. No entanto não conseguem dizer quais são e partem do princípio
de que esta decisão é um facto consumado.
O que existe de concreto é o Despacho nº
2025/2007 dos Ministérios das Finanças e
da Saúde que refere que o investimento público na área da saúde deve ser
orientado para a remodelação, ampliação e beneficiação das estruturas
existentes, exatamente o contrário do que está a acontecer.
Parece óbvio que os edifícios do Estado
para a Saúde dentro de uma cidade, de uma região ou dentro do País devem ser
considerados no seu conjunto.
Sabemos que no País não existem Hospitais
de Referência que contenham todas as áreas de ponta de todas as especialidades.
Portanto, a forma correta (que é a que
existe atualmente) é aproveitar os recursos finitos do SNS - os transplantes de
pulmão no Hospital de Sta. Marta, os transplantes de fígado no hospital Curry
Cabral ou os implantes cocleares no CHUC, em Coimbra.
Por aqui se vê como é incorreto, o mais
frequente argumento de, num único Hospital, concentrar todas as Especialidades Médicas,
não falando no absurdo da decisão e dos custos
de destruir Hospitais de Referência em pleno funcionamento!
Se os critérios utilizados para a destruição
destes hospitais fossem generalizados a outros hospitais, tanto no país como no
estrangeiro, muito poucos ficariam de pé.
Concluindo:
o que o Governo diz é que dentro da cidade de Lisboa não precisamos do Hospital
de S. José, do Hospital de Sta. Marta, do Hospital de Sto. António dos Capuchos
e também não precisamos do Hospital Curry Cabral, do Hospital D. Estefânia, da
Maternidade Alfredo da Costa, do Hospital Pulido Valente, do Instituto Gama
Pinto, do Hospital de S. Lázaro… mas precisamos de um novo Hospital, a poucos
quilómetros destes…
Também já precisámos de um novo IPO, na altura da negociata IPO/Isaltino/Duarte Lima…
Fica bem claro que, o que se pretende, é
servir outros interesses, nomeadamente:
1.
Favorecer o negócio das grandes Empresas de
Construção e a Especulação Imobiliária,
2.
Abrir espaço para o negócio privado da saúde,
desarticulando o Serviço Nacional de Saúde .
Constatamos assim que esta
destruição e venda está perfeitamente de acordo com a política a que já nos
habituámos: a alienação dos bens mais valiosos do nosso país.
Elsa Soares Jara
Médica Pneumologista Hospitalar
.
sexta-feira, maio 01, 2015
sábado, abril 25, 2015
quinta-feira, abril 23, 2015
segunda-feira, abril 20, 2015
a classe média
Penso já o ter publicado há uns três anos. Continua actual e a merecer a nossa atenção.
Diálogo ocorrido entre 1643 e 1715 (Reinado de Luis XIV)
Inacreditável.
Este diálogo, da peça teatral "Le Diable Rouge", de Antoine Rault, entre os personagens Colbert e Mazarino, durante o reinado de Luís XIV, século XVIII, apesar do tempo decorrido.... é bem atual.
Leiam:
Colbert: - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço…
Mazarino: -Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas e não consegue honra-las, vai parar na prisão. Mas o Estado é diferente! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!
Colbert: -Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criamos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: -Criando outros.
Colbert: -Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: -Sim, é impossível.
Colbert: -E sobre os ricos?
Mazarino: -E os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta, faz viver centenas de pobres.
Colbert: -Então, como faremos?
Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável.
É a classe média!
sábado, abril 18, 2015
um concertista inesperado
É fantástico quando somos surpreendidos positivamente pelo inesperado. Quando encontramos razões para acreditar que tudo é possível quando se luta e se é apoiado. Quando há amor e um coração grande.
quinta-feira, abril 16, 2015
a verdade
Nicolau Santos
Fez no dia 6 de abril quatro anos que Portugal pediu ajuda internacional. É mais do que tempo de fazer o balanço dos erros, mentiras e traições deste período e desconstruir o discurso que os vencedores têm produzido sobre o que se passou.
1 A 4 de abril, Angela Merkel elogia os esforços do Governo português para combater a crise, através de um novo plano de austeridade, o PEC 4. Com o apoio da chanceler alemã e do presidente da Comissão Europeia havia a real possibilidade de Portugal conseguir um resgate mais suave, idêntico ao que Espanha depois veio a ter. O primeiro-ministro, José Sócrates, dá conta ao líder da oposição, Pedro Passos Coelho, do que se passa. Este, pressionado pelo seu mentor e principal apoio partidário, Miguel Relvas, recusa-se a deixar passar o PEC 4, dizendo que não sabia de nada e que não apoiava novos sacrifícios. O seu objetivo é a queda do Governo e eleições antecipadas (ver o livro “Resgatados”, dos insuspeitos jornalistas David Dinis e Hugo Filipe Coelho). O Presidente da República, Cavaco Silva, faz um violento ataque ao Governo no seu discurso de posse, a 4 de abril, afirmando não haver espaço para mais austeridade. Os banqueiros em concertação pressionavam o ministro das Finanças. Teixeira dos Santos cede e coloca o primeiro-ministro perante o facto consumado, ao anunciar ao “Jornal de Negócios” que Portugal precisa de recorrer aos mecanismos de ajuda disponíveis. Sócrates é forçado a pedir a intervenção da troika. Merkel recebe a notícia com estupefação e irritação.
2 O memorando de entendimento (MoU) é saudado por políticos alinhados com a futura maioria, por economistas de águas doces, por banqueiros cúpidos e por comentadores fundamentalistas e bastas vezes ignorantes, pois, segundo eles, por cá nunca ninguém conseguiria elaborar tal maravilha. Hoje, pegando nas projeções para a economia portuguesa contidas no MoU, é espantoso constatar a disparidade com o que aconteceu. Em vez de um ano de austeridade tivemos três. Em vez de uma recessão não superior a 4%, tivemos quase 8%. Em vez de um ajustamento em 2/3 pelo lado da despesa e 1/3 pelo lado da receita, tivemos exatamente o contrário: uma austeridade de 23 mil milhões reduziu o défice orçamental em apenas 9 mil milhões. Em vez de um desemprego na casa dos 13%, ultrapassámos os 17%. Em vez de uma emigração que não estava prevista, vimos sair do país mais de 300 mil pessoas. E em vez da recuperação ser forte e assente nas exportações e no investimento, ela está a ser lenta e anémica, assentando nas exportações e no consumo interno. A única coisa que não falhou foi o regresso da República aos mercados. Mas tal seria possível sem as palavras do governador do BCE, Mario Draghi, no verão de 2013, ou sem o programa de compra de dívida pública dos países da zona euro? Alguém acredita que teríamos as atuais taxas de juro se não fosse isso, quando as agências de rating mantêm em lixo a nossa dívida pública? Só mesmo quem crê em contos de crianças.
3 Durante o período de ajustamento, Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, sublinhou sempre que o nosso sistema financeiro estava sólido. Afinal, não só não estava sólido como tinha mais buracos do que um queijo gruyère. BCP, BPI e Banif tiveram de recorrer à linha pública de capitalização incluída no memorando da troika, o BES implodiu, a CGD foi obrigada a fazer dois aumentos de capital subscritos pelo Estado, o Montepio está em sérias dificuldades — e só o Santander escapou.
4 O ex-ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e o primeiro responsável da troika, Poul Thomsen, negaram durante dois anos que houvesse um problema de esmagamento de crédito às empresas. Pelos vistos desconheciam que a esmagadora maioria das PME sempre teve falta de capital, funcionando com base no crédito bancário. Como os bancos foram obrigados a cortar drástica e rapidamente os seus rácios de crédito, milhares de empresas colapsaram, fazendo disparar o desemprego. Gaspar e a troika diriam depois terem sido surpreendidos com esta evolução. A sobranceria dos que se baseiam na infalibilidade do Excel, aliada à ignorância dos que pensam que a mesma receita funciona em qualquer lugar, tem estes resultados.
Alguém acredita que teríamos as atuais taxas de juro se não fosse o BCE e Draghi, com a nossa dívida pública a continuar a ser considerada lixo? Só mesmo quem crê em contos de crianças.
5 Passos Coelho disse e redisse que as privatizações tornariam a economia portuguesa muito mais competitiva, levando os preços praticados a descer. Pois bem, a EDP foi vendida a muito bom preço porque as autoridades garantiram aos chineses da Three Gorges que os consumidores portugueses continuariam a pagar uma elevada fatura energética. E assim tem sido. Os franceses da Vinci pagaram muito pela concessão da ANA porque lhes foi garantido que poderiam subir as taxas sempre que o movimento aeroportuário aumentasse. Já o fizeram por cinco vezes. O Governo acabou com a golden share na PT e não obstou à saída da CGD do capital da telefónica. Depois assistiu, impávido e sereno, ao desmoronamento da operadora. A CGD foi obrigada pelo Governo a vender por um mau preço a sua participação na Cimpor. Hoje, a cimenteira é uma sombra do que foi: deixou de ser um centro de decisão, de competência e de emprego da engenharia nacional. Os CTT foram privatizados e aumentaram exponencialmente os resultados, à custa da redução do número de balcões e da frequência na entrega do correio.
6 A famosa reforma do Estado resumiu-se na prática a aumentar impostos, cortar salários, pensões e apoios sociais, bem como a fragilizar as relações laborais, flexibilizando o despedimento individual, diminuindo o valor das indemnizações, reduzindo o valor do subsídio de desemprego e o seu tempo de duração. O modelo económico passou a assentar numa mão de obra qualificada mas mal paga, em empregos precários e não inovadores, em trabalhadores temerosos e nada motivados.
7 O programa de ajustamento fez Portugal recuar quase 15 anos. Perdemos centro de decisão e de competência e não apareceram outros. A classe média proletariza-se sob o peso dos impostos. Nos hospitais reaparecem doenças e epidemias há muito erradicadas. O investimento estrangeiro estruturante não veio, o perfil da economia e das exportações não se alterou, a aposta na investigação eclipsou-se. E tudo para se chegar a um ponto em que a troika nos continua a dizer que já fizemos muito mas que é preciso fazer mais — e os credores internacionais nos vão manter sob vigilância até 2035. Sob o manto diáfano da fantasia, a nudez forte da verdade mostra que este ajustamento não teve apenas algumas coisas que correram mal — foi um colossal falhanço. E, desgraçadamente, os próximos anos vão confirmá-lo.
(Nicolau Santos, in “Expresso”, 11/04/2015)
Subscrever:
Mensagens (Atom)





