Encontrei hoje esta pérola do Bucha e do Estica acrescida de efeitos 'caleidoscópicos' dos musicais da época, magnificamente transformada em 'beat electro house music', pelo DJ OGB.
Reparem quando ele aproveita um antigo His Master Voice à boa técnica dos DJ.
Fica aqui por ser uma outra forma de ver o passado.
quinta-feira, agosto 02, 2012
sábado, julho 21, 2012
ó relvas, ó relvas...
Ao contrário de Espanha nós reagimos de maneira mais suave, desvalorizando a verdadeira importância da má governação, da subserviência perante a troika de quem devia governar e limitamo-nos a converter a nossa raiva em factos vividos por quem não tem importância nenhuma, a quem se não reconhece qualquer valor ou mérito e fazendo com que alguns fait divers de que é protagonista nos façam rir em vez de chorar de raiva por existirem tipos assim. Mas este riso é também desprezo.
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a fúria espanhola
Cada povo tem a sua própria alma, o seu temperamento próprio, mesmo quando a nação se compõe de várias regiões diferentes em si, mas com um cimento agregador que as leva a reagir em comum quando o conjunto está em perigo, como é exemplo a nossa vizinha Espanha. Quando a picam, reage.
Deixo-vos aqui um vídeo e uma canção da autoria de Diego Escusol que no curto espaço de 2 ou 3 dias já tinha sido visto e ouvido por mais de 250.000 pessoas no Youtube e que é o sentir dos desempregados espanhóis e de todos os funcionários públicos a quem o governo de Mariano Rajoy resolveu cortar os 13.º e 14.º meses. Como mote para a canção a infeliz frase da deputada Andrea Fabra - que se jodan...
Em resposta a canção diz - «Que se jodan los ministros, que no dicen ni palabra, y si soy parado digo que se joda Andrea Fabra».
quarta-feira, julho 04, 2012
a importâcia do hífen
Está longe de ser das melhores conversas TED. Mas, a ideia é interessante, o discurso inteligente e divertido, bem interiorizado e apresentado e ajudará muitos a pensarem sobre a importância do hífen. Penso que gostarão que eu aqui deixe o registo.
terça-feira, julho 03, 2012
para os incrédulos do ballet moderno
Apesar de há já muito tempo o ballet moderno ter ocupado o lugar do clássico na maioria das academias de ballet e dos grandes palcos onde se pode ver, não deixa de ser verdade que uma grande fatia dos apreciadores se mantém fiel ao clássico. Pessoalmente, penso que há lugar para os dois, desde que haja grande exigência na sua execução. Penso que não há mais razão para se dizer, como um amigo meu que recusa o moderno, que este não é mais do que ginástica sueca aplicada à música ... Falso, absolutamente falso. A beleza está sempre onde existe, seja num ou noutro lugar. Vejam este magnífico vídeo e decidam, de vez.
magnífico planeta, o nosso
Aqui não há lugar para as palavras, porque estas são mesmo escusadas. Está tudo à vista e com alta qualidade. Vejam e aproveitem. E poupem no tranquilizante ...
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quarta-feira, junho 20, 2012
um desafio único
Só os Monty Python se lembravam disto. Humor do melhor, sobretudo a descoberta da palavra Eureka... É fantástica a composição das duas equipas, onde só alinham os melhoes. Felizes estas duas equipas que tiveram filósofos destes. Como seria a do nosso país onde até as bases da filosofia desapareceram do ensino?
terça-feira, junho 19, 2012
quando a dança é um colírio
Rever Maya Plitseskaya é mais do que um colírio para os nossos olhos turvados e deprimidos pelas imagens tristes de nossas actuais vidas, em que a beleza, a verdade e o bem perderam o seu lugar, ocupado que foi pelas imagens deprimentes e agressivas da actualidade nacional e estrangeira. Experimentem e verifiquem como estes poucos minutos deste Prelude de Bach tão magistralmente dançado nos reconforta e deixa em paz e bem estar. Por quanto tempo? Não sei.
terça-feira, junho 12, 2012
um aviso alemão
Em Março passado o Dr. Matthias Rath, médico alemão, investigador nas áreas da oncologia e da cardiologia e presidente da Fundação Rath (sem fins lucrativos), proferiu em Berlim a magnífica palestra que aqui vos deixo e que necessariamente nos põe a pensar sobre aquilo que uns já sabem e outros calculam e o Dr. Rath aqui denuncia claramente e como um alerta a todos aqueles que nos encontramos apanhados nas teias de interesses que comandam o mundo e que se estão marimbando para todos nós salvo no que respeita à nossa pretendida exploração.
segunda-feira, junho 11, 2012
um discurso notável e sábio
Um discurso notável de Sampaio da Nóvoa que merece toda a divulgação e toda a atenção. Talvez o melhor discurso proferido na celebração de um 10 de Junho. A Universidade sai honrada e todos nós mais ricos.
Para que esta bela peça surta efeito é preciso que todos nós não esqueçamos estas sábias palavra e procedamos de acordo com elas. Também aqui as palavras e a voz de José Afonso nos podem ser referência. Depois de lerem este discurso, escutem mais uma vez - Vampiros, Eunucos e Epígrafe para a arte de furtar.
«Discurso do Presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, Prof. Doutor António Sampaio da Nóvoa Lisboa, 10 de junho de 2012 As palavras não mudam a realidade. Mas ajudam-nos a pensar, a conversar, a tomar consciência. E a consciência, essa sim, pode mudar a realidade.
As minhas primeiras palavras são, por inteiro, para os portugueses que vivem situações de dificuldade e de pobreza, de desemprego, que vivem hoje pior do que viviam ontem.
É neles que penso neste 10 de Junho.
A regra de ouro de qualquer contrato social é a defesa dos mais desprotegidos. Penso nos outros, logo existo (José Gomes Ferreira). É o compromisso com os outros, com o bem de todos, que nos torna humanos.
Portugal conseguiu sair de um longo ciclo de pobreza, marcado pelo atraso e pela sobrevivência. Quando pensávamos que este passado não voltaria mais, eis que a pobreza regressa, agora, sem as redes das sociedades tradicionais.
Começa a haver demasiados “portugais” dentro de Portugal. Começa a haver demasiadas desigualdades. E uma sociedade fragmentada é facilmente vencida pelo medo e pela radicalização.
Façamos um armistício connosco, e com o país. Mas não façamos, uma vez mais, o erro de pensar que a tempestade é passageira e que logo virá a bonança. Não virá. Tudo está a mudar à nossa volta. E nós também.
Afinal, a História ainda não tinha acabado. Precisamos de ideias novas que nos deem um horizonte de futuro. Precisamos de alternativas. Há sempre alternativas.
A arrogância do pensamento inevitável é o contrário da liberdade. E nestes estranhos dias, duros e difíceis, podemos prescindir de tudo, mas não podemos prescindir nem da Liberdade nem do Futuro.
O futuro, Minhas Senhoras e Meus Senhores, está no reforço da sociedade e na valorização do conhecimento, está numa sociedade que se organiza com base no conhecimento.
Há a liberdade de falar e há a liberdade de viver, mas esta só existe quando se dá às pessoas a sua irreversível dignidade social (Miguel Torga).
Gostaria de recordar o célebre discurso de Franklin D. Roosevelt, proferido num tempo ainda mais difícil do que o nosso, em 1941. A democracia funda-se em coisas básicas e simples: igualdade de oportunidades; emprego para os que podem trabalhar; segurança para os que dela necessitam; fim dos privilégios para poucos; preservação das liberdades para todos.
Numa situação de guerra, Roosevelt sabia que os sacrifícios têm de basear-se numa forte consciência do social, do interesse coletivo, uma consciência que fomos perdendo na vertigem do económico; pior ainda, que fomos perdendo para interesses e grupos, sem controlo, que concentram a riqueza no mundo e tomam decisões à margem de qualquer princípio ético ou democrático. É uma “realidade inaceitável”.
Em mar de águas revoltas, é preciso manter o rumo, ter a sabedoria de separar o acessório do fundamental. A Europa não é uma opção, é a nossa condição. Uma Europa com uma nova divisa: liberdade, diversidade, solidariedade.
A Europa é o nosso futuro, mas não nos iludamos. Ou nos salvamos a nós, ou ninguém nos salva (Manuel Laranjeira). Falemos, pois, de Portugal e dos portugueses.
Pelo Tejo fomos para o mundo… mas quantas vezes estivemos ausentes dentro de nós? Preferimos a Índia remota, incerta, além dos mares, ao bocado de terra em que nascemos (Teixeira de Pascoaes).
A Terra ou o Mar? Portugal ou o Mundo? A pergunta foi feita por todos aqueles que pensaram Portugal.
No final do século XIX, um homem da Geração de 70, Alberto Sampaio, explica que as nossas faculdades se atrofiaram para tudo que não fosse viajar e mercadejar. Nunca nos preocupámos com a agricultura, nem com a indústria, nem com a ciência, nem com as belas-artes. As riquezas que fomos tendo “mal aportavam, escoavam-se rapidamente, porque faltava uma indústria que as fixasse”, e o património da comunidade, esse, “em vez de enriquecer, empobrecia”.
Nos momentos de prosperidade não tratámos das duas questões
fundamentais: o trabalho e o ensino. Nos momentos de crise é tarde:
fundas economias na administração aumentariam os desempregados, e para a reorganização do trabalho falta o capital; falta o tempo, porque a fome bate à porta do pobre. Então a emigração é o único expediente:
silenciosa e resignadamente cada um vai partindo, sem talvez uma palavra de amargura.
Este texto foi escrito há 120 anos. O meu discurso poderia acabar aqui. Em silêncio.
Senhor Presidente da República,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
É esta fragilidade endémica que devemos superar. O heroísmo a que somos chamados é, hoje, o heroísmo das coisas básicas e simples – oportunidades, emprego, segurança, liberdade. O heroísmo de um país normal, assente no trabalho e no ensino.
Parece pouco, mas é muito, o muito que nos tem faltado ao longo da história.
Porque Portugal tem um problema de organização dentro de si:
- Num sistema político cada vez mais bloqueado;
- Numa sociedade com instituições enfraquecidas, sem independência, tomadas por uma burocracia e por uma promiscuidade que são fonte de corrupção e desperdício;
- Numa economia frágil e sem uma verdadeira cultura empresarial.
Estão a surgir, é certo, sinais de uma capacidade de adaptação e de resposta, de baixo para cima. Precisamos de transformar estes movimentos numa ação sobre o país, numa ação de reinvenção e de reforço da sociedade.
Chegou o tempo de dar um rumo novo à nossa história.
Portugal tem de se organizar dentro de si, não para se fechar, mas para se abrir, para alcançar uma presença forte fora de si.
Não conseguiremos ser alguém na Europa e no mundo, se formos ninguém em nós.
Não é por sermos um país pequeno que devem ser pequenas as nossas ambições. O tamanho não conta; o que conta, e muito, é o conhecimento e a ciência.
Senhor Presidente de República,
O convite de V. Ex.ª, que muito agradeço, é um gesto de reconhecimento das universidades e do seu papel no futuro de Portugal.
Em Lisboa, na célebre Conferência do Casino (1871), Antero disse o
essencial: A Europa culta engrandeceu-se, nobilitou-se, subiu sobretudo pela ciência: foi sobretudo pela falta de ciência que nós descemos, que nos degradámos, que nos anulámos.
Antero tinha razão e o século XX ainda mais razão lhe veio dar. O drama de Portugal, do nosso atraso e da nossa dependência, tem sido sempre o afastamento de sociedades que evoluíram graças ao conhecimento e à ciência.
Nas últimas décadas, realizámos um esforço notável no campo da educação (da escola pública), das universidades e da ciência.
Pela primeira vez na nossa história, começamos a ter a base necessária para um novo modelo de desenvolvimento, para um novo modelo de organização da sociedade.
É uma base necessária, mas não é ainda uma base suficiente.
Existe conhecimento. Existe ciência. Existe tecnologia. Mas não estamos a conseguir aproveitar este potencial para reorganizar a nossa estrutura social e produtiva, para transformar as nossas instituições e empresas, para integrar uma geração qualificada que, assim, se vê empurrada para a precariedade e para o desemprego.
É este o nosso problema: a ligação entre a universidade e a sociedade.
É esta a questão central do país: uma organização da sociedade com base na valorização do conhecimento.
Insisto. Apesar de todos os contratempos, Portugal tem hoje uma capacidade instalada, nas universidades e na ciência, que nos permite sair de uma posição menor, periférica, e superar o fosso tecnológico que se cavou entre nós e a Europa.
Não temos tempo para hesitações. As universidades vivem de liberdade, precisam de ser livres para estarem à altura do que a sociedade lhes pede.
É por aqui que passa o nosso futuro, pela forma como conseguirmos ligar as universidades e a sociedade, pela forma como conseguirmos que o conhecimento esteja ao serviço da transformação das nossas instituições e das nossas empresas.
É por aqui que passa o nosso futuro, um outro futuro para Portugal.
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Também Lisboa se está a transformar graças à criação, à energia da cultura e da ciência, graças aos estudantes que aqui chegam de todas as partes do mundo.
Lisboa é dos poetas. Em abril, a poesia esteve na rua e fez-nos emergir da noite e do silêncio. A poesia volta sempre à rua, através desta língua que é a nossa mátria, desta língua que nos permite estar connosco e com os outros, nas comunidades que nos multiplicaram pelo mundo e nos países que são parte de nós.
25 anos depois, não esqueço José Afonso: Enquanto há força, cantai rapazes, dançai raparigas, seremos muitos, seremos alguém, cantai também.
Cantemos todos. Por um país solidário. Por um país que assegura o direito às coisas básicas e simples. Por um país que se transforma a partir do conhecimento.
Não podemos ser ingénuos. Mas denunciar as ingenuidades não significa pôr de lado as ilusões, não significa renunciar à busca de um país liberto, de uma vida limpa e de um tempo justo (Sophia).
Foi esta busca que me trouxe ao Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas».
sexta-feira, junho 08, 2012
mozart group
O Mozart Group iniciou-se em 1995 quando quatro prestigiados músicos polacos com formação superior nos Conservatórios de música de Varsóvia e Lódz, resolveram dessacralizar a música erudita e transformar a sua execução clássica num misto de prazer melódico e de humor, provando com mestria que a inteligência e imaginação criativa se podem associar bem ao génio criativo musical. Desde aí têm conquistado o mundo com a sua alta qualidade musical e inteligência criativa e são já muitos os prémios conquistados. Actuando normalmente como quarteto, já se associaram por vezes a outros artistas como Bobby McFerrin.
Portugal vai ter a oportunidade de os ver actuar no Centro Cultural de Belém no final deste mês, podendo então aplaudir com entusiasmo
Filip Jaślar (primeiro violino),
Michał Sikorski (segundo violino),
Paweł Kowaluk (viola) e
Bolek Błaszczyk (violoncelo). Que não vos doam as mãos de aplaudir quem merece.
quinta-feira, maio 31, 2012
a precisão no seu limite
A exibição pode ser antiga (2008), mas a excepcional qualidade não é afectada pela data. Aquilo que é feito de forma perfeita e quase impossível é intemporal. Por isso vos deixo aqui a exibição da ginasta russa Boyanka Angelova, no Campeonato Europeu de ginástica em Turim.
terça-feira, maio 29, 2012
porque não em supositórios?
Tristezas não pagam dívidas, diz o povo. Ou dizia. Agora cada vez é mais difícil ver-se um sorriso na cara dos portugueses, mas continuam a ver-se aqueles arremedos de sorrisos de escárnio na cara dos pouco contentinhos que continuam a engordar à nossa custa. Nunca é de mais ouvir-se o popular Quim Barreiros fazer a crítica dos impopulares barões do dinheiro e da política. Se já ouviram, repitam.
sábado, maio 26, 2012
chicha, eu quero chicha
O estado a que se chegou. Já nem a Playboy é o que era e aparece agora com informação enganosa. Mantém o título, mas depois não publica o que promete. Eu não sou leitor, nem nunca o fui, mas acredito em quem o diz e vocês podem ouvir, de imediato. Deixo-vos com Ricardo Araújo Pereira, com selo de garantia. Riam à vontade.
quinta-feira, maio 10, 2012
o mar português
Nada como o humor inteligente e mordaz para fazer uma boa crítica e envergonhar quem a recebe. Uma só frase desfaz uma política errada e criminosa. Leiam e reflitam.
Da crónica de João Quadros no Negócio On-Line:
"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses."
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco. Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.
Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti? Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós. Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.
Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz. E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano. Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa. Eu vi perca egípcia em Telheiras? fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras. Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.
Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl.
Eu, às vezes penso: o que não poupávamos se Portugal tivesse mar...
há histórias e histórias
Não percam esta joia da cultura nordestina brasileira. Vê-se a imagem e ouve-se a música e as palavras e parece que ambas nos atravessam a pele e a alma.
quarta-feira, maio 02, 2012
os donos de portugal
Vejam com atenção este belíssimo ensaio da responsabilidade do departamento de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. É um vídeo longo que merece a atenção de todos e nos dá um retrato fidedigno do último século português
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terça-feira, maio 01, 2012
recordação de um português
Lembrá-lo assim, é uma homenagem de que ele gostaria. Perdemos um português bom, honesto e patriota.
sexta-feira, abril 27, 2012
os políticos são pessoas como os outros...
Os políticos são uns senhores, mesmo uns senhores. Respeitáveis, bem comportados e exemplarmente cumpridores. Em todo o lado onde existem, sem excepções. Dá gosto, sabê-los assim. Podemos confiar neles?
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