Como dizia o meu colega alemão Wolfgang Ellenberger, médico e pianista profissional, que fez o favor de mo enviar, este é um vídeo imperdível.
quarta-feira, setembro 03, 2008
será que beethoven escreveu a 5.ª sinfonia depois de uma cena destas?
Como dizia o meu colega alemão Wolfgang Ellenberger, médico e pianista profissional, que fez o favor de mo enviar, este é um vídeo imperdível.
o futuro estará aqui?
A notícia desta invenção parece ser tão boa e tão cheia de esperança que custa a acreditar que a solução esteja aqui e seja tão aparentemente fácil.
Teremos que esperar um pouco mais para ver que dificuldades e contraindicações irão aparecer, a este invento do francês Guy Negre.
Será o novo ovo de Colombo?
sábado, agosto 30, 2008
o resto é nada
Para quê esta introdução? Não bastava apenas dizer - não escrevi porque não me apeteceu? Seria, se fosse essa a razão. Se não é, qual foi então? E assim a volta está dada e voltei ao princípio. E no princípio era o verbo. Qual?
Deixa-te disso, desses rodriguinhos à volta da incapacidade de escreveres. Se escrevesses, de facto, nada disto se passava. Era só ter a ideia e depois materializá-la em letras e espaços. Letras e espaços, tens. Portanto, sê razoável por uma vez, e diz que só te falta a ideia. O resto é nada.
quinta-feira, agosto 28, 2008
uma forma especial de ver o mundo
sexta-feira, agosto 22, 2008
as músicas de meu pai (17)
as músicas de meu pai (16)
as músicas de meu pai (15)
as músicas de meu pai (14)
as músicas de meu pai (13)
quinta-feira, agosto 21, 2008
as músicas de meu pai (12)
terça-feira, agosto 19, 2008
as músicas de meu pai (11)
recordando walt disney
segunda-feira, agosto 18, 2008
as músicas de meu pai (10)
as músicas de meu pai (9)
as músicas de meu pai (8)
domingo, agosto 17, 2008
as músicas de meu pai (7)
as músicas de meu pai (6)
as músicas de meu pai (5)
sexta-feira, agosto 15, 2008
as músicas de meu pai (4)
as músicas de meu pai (3)
Esta música constituiu um dos exercícios de «ginástica sueca» aplicada ao desenvolvimento da minha sensibilidade musical e das minhas emoções... Ouvi-la assobiada pelo meu pai, emocionava-me muito mais do que ouvi-la reproduzida pelas melhores vozes que então a gravavam em disco.
as músicas de meu pai (2)
quinta-feira, agosto 14, 2008
as músicas de meu pai
Sem qualquer espécie de ordenação começo com as «Czardas» de Vittorio Monti, na interpretação das jovens artistas Valerie Kim (violino) e Dominique Kim (piano), num recital privado em 8 de Março de 2007.
Ao ouvi-las quase percebi a razão porque meu pai quis que fosse o violino o instrumento que eu deveria aprender.
terça-feira, agosto 12, 2008
haydn. who?
É importante não perder a letra.
sexta-feira, agosto 08, 2008
a ópera em mudança
Se há disciplina musical que durante séculos viveu espartilhada nos conceitos conservadores com que foi criada, essa foi a ópera.
Mesmo no século XX, a sensação que se tinha ao assistir na maioria dos Teatros de Ópera mundiais, era a sensação do regresso ao passado, como se estivéssemos a assistir a uma estreia mundial no século XVIII.
Era o libretto com histórias desajustadas, os cenários pouco inventivos, a carpintaria cénica, o «estar» quase imóvel dos cantores, com total ausência da noção do espaço cénico e da representação teatral que deveria complementar a excelência das suas vozes, até a própria plateia, sisuda, formal (representando um papel de entendido melómano), um olho no palco outro no camarote.
Leitura recente de uma reportagem com e sobre Peter Gelb, o actual director do Met de New York, levou-me a escrever sobre a ópera a que temos estado habituados e aquela que de agora em diante poderemos ver.
Pode quase falar-se em democratização e renascimento da ópera.
Dentro de poucos meses poderemos adquirir em Portugal os primeiros DVD’s gravados no Met, com a ajuda de variadíssimas câmaras robóticas que, sem afectarem o espectáculo ou distraírem o público, nos vão dar uma visão total do espectáculo operático numa das melhores salas do mundo.
Já estão em execução, em vários países que estabeleceram acordo com o Met, as transmissões em directo dos espectáculos ali realizados, que poderemos ver nas salas de cinema ou depois nos sofás de nossa casa, com a vantagem de vermos mais do que aqueles que assistem sentados nos lugares caríssimos do Met.
Graças aos robots nós teremos a visão integral de todo o espectáculo, close up’s, cenas passadas atrás dos cenários, entradas de cena, etc…, enquanto nos deliciamos escutando as melhores vozes do mundo, em directo do Met.
E, o que é ainda mais importante, deixaremos de nos contentar (raras vezes empolgar) com as 4 ou 6 óperas por temporada de São Carlos e passaremos a ter uma programação variada, com as melhores vozes do mundo.
É certo que já começava a haver sinais de mudança e novos ventos sopravam sobre a ópera.
E porque isso é verdade e porque me parece ser um documento representativo dos novos tempos, deixo-vos com um vídeo em que Anna Netrebka e Roberto Alagna, cantam uma cena do 1.º acto da Manon, de Massenet, em espectáculo realizado em 10 de Março de 2007, na Ópera de Viena.
quinta-feira, agosto 07, 2008
um sinal de vida
Hoje entendi que devia dar sinal que estou vivo (não se trata da prova de vida...) e após ter escutado o magnífico vídeo que hoje aqui vos deixo, pensei que seria egoismo meu guardá-lo só para mim.
Tudo que é feito com mestria tem algo de arrebatador. Embora não se trate de guitarra portuguesa, nem seja Carlos Paredes o seu intérprete, tenho a certeza que vão gostar.
Os mais velhos de vós recordarão bem os tempos em que Paco de Lucia fazia parte dos vossos músicos predilectos. Mas não há que destacar nomes, pois todos são apenas um, com o resultado final de uma orquestra.
Ouçam Paco De Lucia, John McLaughlin e Al Di Meola em Dança do Sol no Mediterrâneo.
terça-feira, julho 15, 2008
a mulher na arte

Traduzi a informação recolhida no próprio vídeo, para aqueles que não conheçam a língua francesa. Lá se diz que - O vídeo "As mulheres na Arte", realizado pelo enigmático criador Eggman913, no Estado de Missouri, USA, é um hino impressionante consagrado à história da arte através da imagem da mulher.
Como fundo musical, a Sarabanda da Suite n° 1 para Violoncelo, de Bach, interpretada por Yo-Yo Ma.
Este vídeo criou uma verdadeira euforia na web, no site YouTube, tendo sido visionado por mais de 5,3 milhões de visitantes e mereceu mais de 10.000 comentários, apenas em 2 meses.
Trata-se de uma verdadeira obra prima da arte digital, quer sob o ponto de vista tecnológico quer da criatividade artística.
As obras de arte utilizadas para a criação de "Women in Art" foram seleccionadas por Boni (http://www.maysstuff.com/womenid.htm).
sábado, julho 05, 2008
relembrar nemésio
Todos ficámos em dívida com ele, por aquilo que nos ensinou, os caminhos que nos abriu, o estímulo que em todos deixou para tudo aquilo de que o conhecimento se faz.
Penso que só não aprenderam com ele os "senhores" da televisão, que apenas entendem o seu serviço como espectáculo e notícia seja ela qual for e não entendem que acima de tudo a autenticidade pessoal, a verdade e a cultura é que deixam marcas e não passam ao esquecimento imediato.
Para ficar na nossa memória, Nemésio não precisou de aparecer como um periquito engravatado, envolto em cenários de design especial, nem tão pouco virtuais como agora alguns são. A ele, bastava-lhe a câmara que o trazia até nós.
O que me levou a publicar este post sobre Vitorino Nemésio, foi a leitura recente de mais um magnífico texto de José Manuel dos Santos na sua coluna Impressão Digital.
E agora que justifiquei estas minhas pobres palavras, dou-me conta que o melhor que podia fazer (e vou fazer) era transcrever aqui o texto a que agora me referi. Penso que o autor não se importará, já que os leitores, por certo, aplaudirão esta minha decisão. Aqui vai ele, tal como vinha na Actual, do Expresso -
quarta-feira, julho 02, 2008
a voz humana - o mais belo dos instrumentos?
E, se ficaram com dúvidas, ouçam no vídeo seguinte as vozes de Cecilia Bartoli e Maria Callas cantando a mesma área ao mesmo tempo.
Se continuarem as dúvidas, consultem o otorrino ou comprem uma prótese auditiva.
sexta-feira, junho 20, 2008
museu nacional ferroviário

Apresenta no seu interior uma placa giratória de 14 vias que conectam agora, não com as vias da estação, mas com a primeira parte do novo Museu Nacional Ferroviário.
O espaço arquitectónico pareceu-me bem e cumpre bem a missão para que foi criado.
Como se diz na brochura editada, foi criado um espaço «em que os comboios que foram passando, encontram as pessoas que hoje passam».
O projecto, a desenvolver ao longo de 7 anos, é muito ambicioso e aponta para - exposições permanentes e temporárias, centro de documentação, catálogos em linha, bolsa de apoio à investigação, serviço educativo, projectos nas áreas da cultura, ciência e tecnologia, parcerias com a Universidade e empresas privadas (na inovação e experimentação tecnológica), museu virtual, livraria, loja, restauração e aluguer de espaços. Dispõe de uma área de 46.500 m2.
A amostra que hoje se inaugurou tem qualidade. Espera-se que as fases seguintes não venham a abastardar-se e mereçam a confiança que hoje deposito neste projecto.
quinta-feira, junho 19, 2008
in memoriam de dino risi
Deixou-nos aos 91 anos. Era médico - o que poucos saberiam. Era cineasta notável - o que muitos sabiam. Fez muitos filmes de qualidade, mas apenas ganhou o Leão de Ouro (pelo conjunto da sua obra) no Festival de Veneza de 2002.Com ele trabalharam os melhores artistas italianos do seu tempo, de que destaco Vittorio Gassman e Alberto Sordi.
Penso que todos os que viram os seus filmes, não deixarão de chorar a sua morte.
quarta-feira, junho 18, 2008
profecia ou análise?
Vladimir Bukovsky, passou 12 anos em gulags soviéticos ("Eu venho do vosso futuro") e estabelece neste vídeo um paralelo entre a UE e a União Soviética: a união forçada de povos, a destruição das culturas nacionais e dos direitos individuais. Diz que a UE está a ser construída sobre o terror económico.
sábado, junho 14, 2008
melodia sentimental, outra vez
sexta-feira, junho 13, 2008
quarta-feira, junho 04, 2008
bodas de ouro do curso médico 1952/1958

Éramos muito e ainda somos quase todos. Amigos. Todos nos orgulhamos de ter pertencido a este curso especial que foi o nosso. Todos nós, com maior ou menor visibilidade, com maior ou menor eficácia deixámos marcas positivas e justificativas da nossa opção pela Medicina.
Nenhum de nós alguma vez se arrependeu de ser médico. Muitos de nós continuam a exercer de forma bastante activa a sua profissão, outros um pouco menos, raros quase nada.
As saudades que temos, as histórias que coleccionámos de salutar relacionamento médico-doente, iluminam nossos rostos e nossa alma.
Estamos de parabéns. E, mais uma vez, cantámos com alegria e saudade a nossa balada «Coimbra tem mais encanto», a balada do nosso curso, cantada pela primeira vez, por todo o Curso, na nossa Récita no Teatro Avenida de Coimbra.

terça-feira, junho 03, 2008
estou farto das pessoas morninhas de portugal

Não é de hoje que se publicam opiniões pouco simpáticas sobre algumas características dos portugueses, desde a falta de limpeza pessoal e das cidades, a falta de organização, a tristeza e por aí adiante.
Recordo-me que no século XIX, um dos oficiais médicos que acompanhou as tropas inglesas que nos vieram ajudar a combater os franceses, escreveu um demolidor livro sobre os portugueses que intitulou «Observations on the present state of the portuguese army ... with account of the different military establishement and laws of Portugal ...», que levou à dispensa dos seus serviços pela parte de Portugal e à publicação de um outro livro intitulado «Reflexoens sobre observações do Dr. Andrew Halliday a respeito do Estado Presente do Exército de Portugal», pelo ilustre cirurgião António d'Almeida que saiu à liça em defesa da honra de Portugal (a que se devia juntar algum ódio aos ingleses, já que era tido como "afrancesado").
Mas o que hoje me trouxe a esta reflexão não foi a frequência com que outros nos atacam, mas a forma como Mircea Eliade o fez. Este escritor romeno nascido em 1907 e falecido em 1986, viveu em Portugal 4 anos, vindo expulso de Inglaterra, por ter pertencido e militado num movimento fascista, a Guarda de Ferro. Em Portugal esteve ligado à Embaixada da Roménia, como Adido de Imprensa e depois como Adido Cultural. Interessou-se muito pela cultura portuguesa e escreveu "Diário Português" e "Salazar e a Revolução em Portugal", não chegando a escrever um livro sobre Camões que pretendia publicar. É provavelmente o mais importante e influente especialista em história e filosofia das religiões. Leccionou na Sorbonne e em Chicago.
Pois este filósofo e historiador que tanto amava a cultura portuguesa, emitiu sobre nós estas pérolas que me deixaram a pensar e me obrigaram a trazê-las até vós -
«Quando a febre não é alta, leio literatura portuguesa. Sobretudo Eça e Camões».
«Passei 15 dias em Paris, donde regressei com 200 livros e o coração doente. Estar em Portugal, quando há Paris!».
«Estou farto das pessoas morninhas de Portugal».
«Mas, não sei porquê, Portugal parece-me cada vez mais triste. Prestes a morrer. É um passado sem glória».
Estes quatro desabafos de alma atingem-nos fortemente, não tanto por serem negativos, mas sobretudo porque parece que ele nos passou ao R.X. e viu a chapa com mais nitidez que uma ressonância magnética da alma portuguesa.
É certo que ele tinha-se em grande conta, embora pintasse juntamente com a sua glorificação alguns laivos de aparente modéstia, como quando escreveu - «Sou um Goethe que ainda nem sequer escreveu "Werther", embora já tenha pensado "Fausto II».
Estas citações foram escritas entre 1941 e 1945. É certo que os tempos eram outros e se vivia em regime de medo e de silêncio, de racionamento e polícia política. Mas quem escreveu estas frases, gostava de Salazar. São passadas seis décadas, o Portugal de hoje é outro. Muito, muito diferente. Mas, continuamos morninhos de mais ...
sexta-feira, maio 30, 2008
o taxista filósofo e pragmático
É da autoria do Luís Fernando Veríssimo (filho do Erico) que o publicou na sua coluna «Crónica do lado de lá», do caderno Actual, do Expresso. Recomendo a leitura desta coluna, dada a qualidade e o humor fino que normalmente tem.
O exemplo que hoje aqui publico talvez faça de vós, seus leitores habituais.
(Para ver melhor, clique na imagem)
quinta-feira, maio 29, 2008
o quarteto de cordas da orquestra clássica do centro

Só depois de os ter escutado soube um pouco da sua História. A Orquestra Clássica do Centro nasceu em 2001 com o nome de Orquestra de Câmara de Coimbra e em 2004 adoptou o nome que agora tem. Vive de alguns apoios e mecenato e é dirigida desde a sua fundação pelo Maestro Virgílio Caseiro.
O concertino é Vladimir Omeltchenko, nascido em 1964, em Ekaterinburg-Rússia. Iniciou os estudos musicais aos 5 anos de idade. Pertence à Escola Russa de Violino, onde foi sempre acompanhado pelo Prof. Leo Mirtchin (aluno do Professor Leopold Auer – Fundador da Escola de Violino).
Foi ele que teve a feliz ideia de constituir este Quarteto, sendo nele uma peça indispensável. Embora possa dizer que o Quarteto funciona por igual, não deixa de ser verdade também, (e o que vou afirmar agora pode chocar com a frase que antecede), que é inevitável fazer um destaque para este magnífico concertino e para a excelente violoncelista que suporta e dialoga com os violinos.
Enfim, fiquei espantado e rendido à superior qualidade deste Quarteto. Só desejo que os mecenas sejam muitos. A Orquestra precisa e merece crescer e ter mais que os 32 músicos actuais.
Até hoje têm ensaiado em instalações provisórias, mas tudo indica que irão passar a ter uma sede própria que será o espaço emblemático que representou Portugal na Expo 2000, em Hannover, da autoria dos arquitectos Souto Moura e Álvaro Siza Vieira, a colocar no Parque da Cidade de Coimbra.
A todos que me leiam recomendo este Quarteto e a Orquestra em que se integram.
quarta-feira, maio 28, 2008
parabéns, minha mulher
SEM TI
Sem ti,
Buraco escuro
de distante galáxia,
Me sinto, mas não conformo.
Grito ao sol, ao vento,
A quem me escute.
Levem-me p'ra ela
Ou tragam-na p'ra mim.
terça-feira, maio 27, 2008
lembrando zélia gattai
Conheci Zélia Gattai na Bahia, durante o III Congresso da UMEAL (União dos Médicos Escritores e Artistas Lusófonos). Seu marido, Jorge Amado, encontrava-se doente e internado mas, mesmo assim, ela fez questão em comparecer no congresso em sua representação. Participou nos trabalhos durante todo esse dia e foi uma amiga nova para todos nós.O seu corpo foi cremado e as cinzas espalhadas na Casa do Rio Vermelho, onde foram espalhadas as de Jorge Amado, seu marido.
O governador da Bahia, Jaques Wagner, decretou luto oficial no Estado por três dias.
domingo, maio 25, 2008
lembrando bartolomeu cid dos santos

Bartolomeu dos Santos foi o autor da primeira destas gravuras, que chamou «Bispo do Mar» que conservo com muito orgulho. Ao longo dos anos adquiri várias gravuras de Bartolomeu dos Santos e olho-as hoje com o mesmo amor com que as olhei então.
Sempre admirei Bartolomeu dos Santos, como sempre admirei seu pai, o Prof. Cid dos Santos, com quem colaborei algumas vezes na antiga Casa de Saúde das Amoreiras e que ouvi algumas vezes em sua casa tocar apaixonadamente o seu piano; admirei também seu avô, Prof. Reynaldo dos Santos, de quem escrevi uma biografia para o site «Vidas Lusófonas».

Para quem queira conhecer melhor Bartolomeu dos Santos aconselho a leitura do citado In Memoriam, de José Cutileiro no Expresso de 24 de Maio de 2008.
Para aqueles que queiram uma biografia mais impessoal, transcrevo algumas notas biográficas retiradas de alguns catálogos das suas exposições -
Nasceu em 1931. Estudou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa 1950-56
Slade School of Fine Art 1956-58 com Anthony Gross.
De 1961 a 1996 ensinou no Departamento de Gravura da Slade School.
É Emeritus Professor in Fine Art da Universidade de Londres e Fellow do University College London.
É membro da Royal Society of Painter Printmakers.
Foi artista visitante em numerosas escolas de Belas Artes na Grã Bretanha. No estrangeiro foi professor visitante da Universidade de Wisconsin, em Madison (1969 e 1980), na Konstkollan Umea, Suécia (1977 e 1978), no National College of Art em Lahore, Paquistão (1986 e 1987) e na Academia de Artes Visuais de Macau em numerosas ocasiões. Realizou numerosas exposições individuais e colectivas na Europa, Américas e Extremo Oriente.
Alguns Museus em que está representado -
British Museum, Londres
Victoria & Albert Museum, Londres
Ashmolean Museum, Oxford
Fytzwilliam Museum, Cambridge
Glasgow Art Gallery
Ulster Museum, Belfast
Southampton Art Gallery
National Museum of Wales
Bodlrian Library, Oxford
South London Art Gallery, Londres
Bibliothèque Nationale, Paris
Bibliothèque Royale, Bruxelas
Museum of Modern Art, New York
Museum of Fine Arts, Boston
Museu do Chiado, Lisboa
Fundação Gulbenkian, Lisboa
University of Pensylvania, Museum
Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro
Caixa Geral de Depósitos, Lisboa




Peço desculpa pela má qualidade das fotografias
sexta-feira, maio 23, 2008
a universidade de coimbra e os seus antigos estudantes

Soube há poucos dias e por informação directa do Magnífico Reitor a um grupo de antigos estudantes que festejavam as Bodas de Ouro do seu Curso, que a Universidade de Coimbra criara um site intitulado Rede UC, que coloca em rede «milhares de antigos estudantes formados pela Universidade de Coimbra, espalhados pelo País e pelo Mundo, nas mais diversas áreas da sociedade, reunidos agora na mesma Rede». O registo pode ser feito em www.uc.pt/encontros, com adesão imediata e confirmação instantânea.
Ali poderá:
- Fazer parte de uma comunidade que partilha consigo uma linguagem e identidade comuns.
-Tirar partido de oportunidades que uma rede de milhares de Antigos Estudantes da Universidade de Coimbra pode proporcionar.
- Usufruir das vantagens e serviços especificamente criados para os Antigos Estudantes.
- Participar em eventos variados e reviver o tempo que passou em Coimbra.
Porque me parece um site com interesse e agregador de todos aqueles que passaram por aquela Universidade, divulgo aqui a sua criação e o seu endereço, esperando que seja útil a todos.
quarta-feira, maio 21, 2008
lembrando o maio de sessenta e oito
Não tive a sorte de andar por Paris naquele Maio que fez história e que agora alguns querem fazer esquecer. Como se pode fazer esquecer aquilo que deixou marcas para sempre. Como fazer esquecer aquele movimento espontâneo que num tsunami de palavras e actos, arrasou conceitos e comportamentos empedernidos e fez com que nada ficasse igual.Não foram só as pedras da calçada que sairam do lugar para uma intifada que fez frente a um poder policial desproporcionado. Foram sobretudo as palavras, as ditas e as escritas, pichadas nas paredes, que deram substância a esse maravilhoso movimento sem nome ou patrão político, mas que meteu medo aos políticos e os fez repensar atitudes e até cair.
Como se lê no cartaz - a (s) liberdade (s) não é (são) dada (s), conquista (m) -se.
quarta-feira, maio 14, 2008
um homem e sua casa-museu

José de Mascarenhas Relvas nasceu na Golegã, a 5 de Março de 1858, filho de Carlos Augusto Mascarenhas Relvas de Campos e Margarida Amélia Mendes de Azevedo Relvas. Passou a maior parte da sua vida, em Alpiarça, no Solar dos Patudos (propriedade que lhe foi oferecida por seu pai em 1888) e onde viria a falecer a 31 de Outubro de 1929. Casou com Eugénia de Loureiro de Queirós do Couto Leitão. Pode dizer-se que não teve uma vida feliz, pois assistiu à morte dos seus 3 filhos (dois deles por febre tifóide e Carlos, exímio pianista, por suicídio em 1919, na manhã seguinte a ter pedido a namorada em casamento).
José Relvas estudou Direito em Coimbra, durante 2 anos, tendo mudado para o Curso Superior de Letras, em Lisboa, que terminou com distinção, em 1880, com uma tese sobre história do direito feudal. Nunca, em situações oficiais ou privadas, permitiu o uso do título académico, gostando de ser tratado por Senhor Relvas.
José Relvas era excelente violinista, tendo sido aluno do espanhol Nicolau Medina Ribas, um dos fundadores da Sociedade de Quartetos do Porto, que se deslocou propositadamente à Golegã para lhe dar aulas.Fundou em 1899, com Michelangelo Lambertini, Costa Carneiro, D. Luís da Cunha e Menezes e Cecil Mackee, a Sociedade de Câmara, cujo primeiro concerto foi no Real Coliseu de Lisboa, a 30 de Janeiro desse ano. Para comemorar este concerto, Malhoa caricaturou individualmente os cinco músicos. Supõe-se que tocou com Guilhermina Suggia, de quem era amigo, num dos serões musicais que aconteceram na Casa dos Patudos. Desta casa alguém disse que "(nela..) amam-se todas as artes mas só uma se cultiva: a Música".
Ao contrário de seu pai, abandonou a monarquia em 1907, influenciado pelas ideias da Geração de 70 e das Conferências do Casino, por discordar da ditadura de João Franco e da solução encontrada para o problema vinícola e também pelas perseguições políticas que se faziam sentir por todo o País. Logo em 1909, José Relvas foi eleito membro do Directório do Partido Republicano Português.
Passou a ser um dos mais acérrimos defensores dos ideais republicanos, pelo que não se deve estranhar que cerca das 10 horas da manhã do dia 5 de Outubro de 1910 tenha sido José Relvas, na varanda da Câmara Municipal de Lisboa, a anunciar a Implantação da República. Carlos Ferrão disse na apresentação das Memórias Políticas de Carlos Relvas, que foi ele quem “preparou em Janeiro de 1910 a reunião que precedeu o plano insurreccional desse ano. (...) Conduziu a missão que foi a Londres e a Paris, (...) esclarecer os meios influentes da Inglaterra e da França, foi a batuta vigilante, (...) andando sempre na rua, nas trinta e três horas que (a revolução) durou (...). Foi o cérebro da revolução.
Desempenhou importantes funções na I República, tendo sido Ministro das Finanças, em 1910-11 (tentou equilibrar as finanças portuguesas sem recorrer a empréstimos; introduziu o escudo como moeda; promulgou um decreto que abriu um crédito de 100 contos para a construção de bairros operários. Acabou ainda com a censura à Imprensa). Em 1911, foi iniciado na loja maçónica Acácia, de Lisboa. De 1911 a 1914 foi Ministro Plenipotenciário em Madrid (pacificou as relações diplomáticas com Espanha, promoveu uma Exposição de Arte Portuguesa, em Madrid, que teve honras de inauguração pelo rei Afonso XIII, com obras de Columbano, Malhoa, Constantino Fernandes, Teixeira Lopes, Veloso Salgado e Carlos Reis, entre outros. Ainda em 1914, foi Senador por Viseu. Foi Chefe do Primeiro Governo em 1919, apenas de Janeiro a Março. Nele incluiu todas as forças políticas e, pela primeira vez, um representante socialista.
Após esta experiência, Relvas sentiu-se desiludido com a vida política. Como cita Eulália Teigas Marques, ele próprio escreveu a um amigo "O erro único de que me penitencio, foi não ter constituído o Governo com pessoas livremente escolhidas e exigir dos partidos o apoio de todas as suas forças, mas sem as características partidárias". Durante toda a sua vida foi um incansável promotor do Associativismo e do Sindicalismo.
O desgosto político e a dor sentida com o suicídio do filho, fizeram com que regressasse a Alpiarça. Refugiou-se na escrita, na organização e continuação da sua colecção de Arte e na Música. Não imaginaria que em Outubro de 1927, a Ditadura Militar faria uma busca à sua casa, o que sentiu como uma grande humilhação.
As Memórias Políticas de José Relvas são um documento imprescindível para a compreensão desse momento de mudança na História de Portugal, que foi a I República.
A sua casa, conhecida como Casa dos Patudos, tinha sido remodelada de 1905 a 1909, segundo projecto do arquitecto Raul Lino (discípulo de A. Haupt), que conseguiu criar uma residência que englobava de uma forma harmoniosa um museu particular dentro de si, onde coabitam a arquitectura, pintura, escultura, artes decorativas (azulejaria, faiança, porcelana, mobiliário, têxteis), desde finais da Idade Média até ao século XX.
Não vou falar do Museu detalhadamente, pois parece-me melhor ouvirem as explicações das habilitadas guias durante a visita. Mas não posso deixar de dizer que nele há de tudo para admirar, desde a casa, aos materiais usados, soluções encontradas, cantarias de pedra de Ançã, aldrabas e ferrolhos de ferro, janelas de guilhotina, lampiões suspensos, chaminés, pináculos, tudo conferindo a esta casa uma vista única, que nos diz muito de quem a desenhou e de quem a mandou construir.
E entrando nela, é um regalo para os olhos ver pintura portuguesa (Malhoa, Columbano, Josefa d’Óbidos, Carlos Reis, etc…) e estrangeira da melhor (Rubens, Memling, Zurbarán, etc…), escultura, azulejaria de Jorge Pinto, tapetes de Arraiolos e Aubusson, porcelanas, cristais, lustres, pratas e mobiliário único, cuidado e de fino gosto.
"Singular residência de um homem de bom gosto", como escreveu Gustavo de Matos Sequeira, a Casa dos Patudos está incluída na lista dos dez primeiros museus portugueses e referida pelos especialistas como o mais importante museu autárquico do país. A reorganização e o estudo do seu valioso espólio, foram feitos ultimamente em parceria com os museus do Louvre, Prado e National Gallery.
Por testamento lavrado em 1929, ano em que morreu, José Relvas legou a Quinta dos Patudos e praticamente todos os seus demais bens ao município de Alpiarça, determinando, entre outras cláusulas, que a residência fosse conservada como museu e mantivesse sempre a designação de Casa dos Patudos. Determinou que fossem os rendimentos da parte rústica, a suportar os encargos com a construção de uma Instituição de auxílio a idosos e crianças, o que espelha bem o ideal republicano de Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Impôs as mais singulares condições, como as rosas no seu escritório, os biscoitos no seu quarto, o piano que fora de seu filho, selado.
Tenho visitado esta Casa Museu várias vezes e em todas elas fico com a sensação que é a primeira vez que ali vou. Reconheço a casa, as peças, os espaços e, no entanto, é como se tudo fosse novo para mim, talvez porque há sempre um detalhe que me escapou, um pormenor que me passou despercebido. Por isso, considero que visitar este Museu é uma boa escolha e o nascimento duma ligação que, de vez em quando, se renova. Também me parece aconselhável ler as Memórias Políticas ou a correspondência de José Relvas, pois é bom ler história escrita por quem nela participou. Não percam, porque não se arrependerão.

quinta-feira, maio 01, 2008
cirque du soleil


sábado, abril 26, 2008
as vozes de abril
Ontem a RTP portou-se bem. Prestou mesmo serviço público. Transmitiu integralmente o espectáculo do Coliseu - As Vozes de Abril. Pena foi que já não estivessem connosco alguns daqueles que neste grupo ocuparam lugar cimeiro. Mas esteve o seu espírito e pode dizer-se que foram bem representados, lembrados e homenageados. Creio que nunca estive tanto tempo sentado diante de um televisor. Mas valeu a pena. Nem Patxi Andion faltou à chamada e, ainda por cima, cantou duas das minhas canções preferidas.Parabéns à Associação 25 de Abril pelo seu 25.º aniversário e pela feliz ideia de promover este espectáculo.
sexta-feira, abril 25, 2008
25 de abril de 1974
maya plisetskaya
quinta-feira, abril 24, 2008
prefiro o de lisboa
terça-feira, abril 22, 2008
sexta-feira, abril 18, 2008
a paciência, a ternura e o amor em estado puro
quinta-feira, abril 17, 2008
a história jamais contada 2
quarta-feira, abril 16, 2008
a história jamais contada 1
quarta-feira, abril 09, 2008
os parabéns da cp ecologista
Encontrei hoje um papel em que tinha escrito, com receio da minha memória me atraiçoar, o que lera a bordo de um comboio regional em que ando com frequência e algum ritmo. Como penso que saberão, hoje em dia até os comboios regionais têm algum conforto e alguns requintes que rapidamente nos fizeram esquecer os de há poucos anos. Já têm ar condicionado, um painel luminoso dando-nos indicações úteis e, antes de qualquer estação, uma voz agradável avisa-nos da próxima paragem. Também os lavabos são amplos, limpos e higienizados. Havia ainda música ambiente que ao fim de alguns meses foi suspensa, creio que consequência de muitos protestos dos clientes. Quem leia isto assim, de uma forma seca, não pode deixar de tecer considerações menos agradáveis em relação ao gosto dos passageiros. Mas, em minha opinião, o que sucedeu foi o tiro ter saído pela culatra. A belíssima ideia de dar música durante a viagem seria uma coisa óptima para os melómanos e ajudaria a criar educação musical àqueles que têm ouvidos empedernidos para tal arte. Só que aqueles que foram encarregados de fazer a selecção musical não eram eruditos ou seriam de mais e não souberam avaliar a música que deveriam passar. Não sei porque decidiram que música de câmara seria a ideal, mas não foi. O resultado foi um desastre e não se criaram adeptos. E ninguém, entre aqueles que o poderiam ter feito, arranjou nova programação com música mais aliciante. Foi pena ter-se perdido essa oportunidade de cultivar o gosto dos passageiros. Mas as melhorias introduzidas nos comboios não se ficaram por aqui. E, cereja sobre o bolo, os comboios passaram a cumprir horários. Parabéns à CP.E, se a espera foi longa a viagem processava-se de forma muito lenta, com paragens sucessivas e velocidade reduzida.
Foi então que no painel luminoso passou a seguinte frase - A CP Comboios de Portugal dá-lhe os parabéns pela escolha de um modo de transporte amigo do ambiente.
Reparei depois que esta frase passou a acompanhar todas as outras informações, repetidamente.
Devo dizer que chegado a Alverca saí do comboio, sem esperança de chegar a Lisboa a horas de fazer aquilo porque viajara e regressei a casa noutro comboio.
Sem querer olhar devo ter lido dezenas de vezes esta frase no regresso.
Achei óptima a ideia, mas lê-la naquele dia especial em que o comboio não ia a lado nenhum, era pelo menos, surrealista.
Evidentemente era aquele dia fatídico de chuva intensa que provocou enchentes e estragos vários, inclusive mortes. Mas, mesmo sabendo isso, era impossível não achar a frase surrealista. Não tanto que me tivesse obrigado a colocar este post nessa altura.
Mas, quando já a ia esquecendo, o acaso trouxe-a hoje até mim e eu senti obrigação de a levar até vós.

domingo, abril 06, 2008
começar a acabar
Ontem fui passar a noite com Samuel Beckett e João Lagarto e valeu a pena, sinceramente. Foi bom que as palavras de Beckett tivessem tido a sorte de encontrar a voz e a interioridade de João Lagarto para as trazerem até nós.Magnífico monólogo e magnífica interpretação teatral.
Não deixem de ver (vai estar de 10 de Abril a 1 de Junho na Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II.
Ouçam o que vale a pena escutar e batam palmas a quem as merece.
quinta-feira, abril 03, 2008
pra não dizer que não falei das flores
Há exactamente 40 anos o mundo vivia momentos únicos e históricos quer na Europa (o Maio de 68) quer na América do Sul, nomeadamente no Brasil, onde um país amordaçado pela ditadura militar, procurava libertar-se desse jugo e ser feliz. Por essa altura todos os da minha geração, especialmente os mais esclarecidos, andavam a par do que por ali se passava e procuravam de uma forma ou doutra ajudar no que pudessem, o que era pouco já que por cá, outra ditadura embora menos armada parecia ter acabado, mas se mantinha uma primavera a que dificilmente se viam folhas e flores.
Uma das canções que alguns tinham eleito como sua, na medida em que aliava a combatividade, o protesto e a harmonia, numa linguagem fácil, era aquela a que chamávamos "Caminhando". Era seu autor e cantor Geraldo Vandré, nome artístico de Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, cantor e compositor brasileiro nascido em João Pessoa, em 12 de setembro de 1935. Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção com "Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores" ou "Caminhando", composição que era um hino de resistência contra o governo militar. O refrão "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer" foi interpretado como uma chamada à luta armada contra os ditadores.
Ainda em 1968, com o AI-5(Acto Institucional n.º 5), Vandré foi obrigado a exilar-se. Depois de passar dias escondido na fazenda da viúva de Guimarães Rosa, morto no ano anterior, o compositor partiu para o Chile e, de lá, para a França.
Voltou ao Brasil em 1973. Até hoje, vive em São Paulo e compõe. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Geraldo_...
Como tinha saudades de ouvir a canção que tenho numa péssima gravação em fita, pedi a colegas brasileiros que me arranjassem uma cópia em bom estado. Prontamente me chegou às mãos e já a tenho gravada no IPod para as minhas viagens de comboio ou bicicleta.
Por feliz coincidência chegou-me agora às mãos uma pérola rara desses tempos que é um vídeo que nos mostra logo no início um caixão levado em ombros, com o corpo de um estudante morto pelas tropas do exército, defronte ao aeroporto Santos Dumont, e depois imagens várias da famosa manifestação dos cem mil, no centro do Rio. Muitos artistas, intelectuais, políticos participaram da famosa marcha dos cem mil, creio que em 1968. Impressiona ver tal manifestação popular em que se incorporam freiras e padres, o que no nosso país me parece improvável que alguma vez sucedesse.
Ouçam a canção com atenção e vejam as imagens da luta contra a ditadura militar.
Faz sempre bem recordar estes casos para estarmos sempre atentos e não baixarmos a guarda.
